25 de agosto de 2020

As Promessas de Nossa Senhora a quem usar o Escapulário do Carmo

 

No ano de 1251, a Mãe de Deus presenteou o Carmelita Inglês São Simão Stock com o Santo Escapulário, símbolo de sua presença materna e proteção.

O fato ocorreu após o Santo pedir com grande insistência a proteção e o amparo da Santíssima Virgem à Ordem do Carmo, que passava por grandes dificuldades, depois de ter deixado a Terra Santa, abandonando o Monte Carmelo, lugar onde viveu Santo Elias e onde ele fundou a Ordem.


Nossa Senhora do Carmo entrega o escapulário e faz importante promessa

São Simão Stock rezou pedindo a Maria alguma amostra da proteção por ela prometida à Ordem Carmelitana da qual ele era o Prior Geral. “Flor do Carmelo, vinha florida, esplendor do céu e Virgem fecunda e singular, oh doce Mãe que não conheceu homem algum; que teu nome proteja os carmelitas, Estrela do Mar”, orou.

Não tardou e Nossa Senhora respondeu o clamor do Santo apresentando-se a São Simão Stock guardada por anjos e entregando-lhe o Escapulário. Nesse mesmo momento lhe fez uma importante promessa.


Promessas de Nossa Senhora do Carmo aos que morrerem com o escapulário

A Mãe do Céu prometeu que quem portar seu escapulário, trazendo-o sempre consigo não irá para o inferno. “Amado filho receba este escapulário de tua Ordem como símbolo de minha confraternidade e especial sinal de graças para ti e todos os Carmelitas; qualquer um que morra portando-o, não padecerá no fogo. Ele é sinal de salvação, defensor nos perigos, promessa de paz e desta aliança”, disse ao santo carmelita inglês.

Mas esta não foi a única promessa que a Virgem do Carmo fez. Setenta anos depois a Virgem fez outra promessa: Nossa Senhora livrará do Purgatório quem portar seu Escapulário. E ela cumprirá essa promessa no sábado após a morte do devoto carmelita.


A Indulgência Sabatina é outra promessa do escapulário do Carmo

Aconteceu no ano de 1322 com o Papa João XXII. A Virgem do Monte Carmelo apareceu a ele usando o hábito de Carmo e lhe revelou a denominada ‘Indulgência Sabatina’. “Eu, Mãe de misericórdia, livrarei do purgatório e levarei ao Céu, no sábado após sua morte, os que houverem portado meu Escapulário”, assegurou.

No dia 3 de março do mesmo ano, o Pontífice promulgou a Bula Sabatina, que logo foi ratificada por outros Pontífices. Entre eles, o Papa Paulo V que em 20 de janeiro de 1613 declarou que “no sábado seguinte à morte dos confrades carmelitas, ou como interpreta a Igreja, quanto antes, mas especialmente no sábado, a Virgem do Carmo, com carinho maternal, os livra da prisão expiatória e os introduz no Paraíso”.


O Escapulário de Nossa Senhora do Carmo

O Escapulário do Carmo é composto por dois pedaços de lã em cor marrom que são unidos por duas fitas ou cordões, representando o hábito da Ordem do Carmelo. Ele é um sacramental e, por isso deve ser abençoado e imposto por um sacerdote. Tanto a bênção quanto sua imposição são válidas para todos os Escapulários que a pessoa venha a usar.

Estas são as palavras que diz o sacerdote ao impor o Escapulário do Carmo: “Receba este escapulário como um sinal da Virgem Maria, Rainha do Carmelo, para que, com seus méritos, o use sempre com dignidade, seja ele tua defesa em todas as adversidades e te conduza à vida eterna”. (EPC)

21 de agosto de 2020

São Pio X, Papa


Nossa Senhora Rainha do Universo


Dr. Plínio comenta


          Nesse 22 de agosto, dia de Nossa Senhora Rainha, vejamos uma das razões pelas quais a Igreja A intitula assim.
          O universo, quer material quer espiritual, é uma obra de arte, cujo celeste Artista é Deus. Ele tudo faz com harmonia.
          Por que terá Deus escolhido o homem para nele se encarnar? E no gênero humano ter escolhido Maria por Mãe?
          Os teólogos afirmam com todo fundamento que o homem é um resumo da Criação: temos em nós minerais, vegetais, corpo como os animais e a alma semelhante aos anjos.
          O homem abarca assim, desde o pedregulho mais simples, ao esplendoroso diamante; da graminha mais comum, à gigantesca sequoia com mais de cem metros de altura; duma minúscula “joaninha” ao imponente leão ou à majestosa águia. Nossa alma, espiritual assemelha-se ao Anjo, sem excluir os mais perfeitos deles, os serafins.
          Honrando o homem, Deus quis honrar a síntese do universo material e espiritual, criado por Ele mesmo.
          Se um de nós tivesse a ventura de ver o seu Anjo da guarda, depois de uma reverência a que ele tem direto, poderia dizer:
          — Vós sois superior a mim porque sois só espírito, mas eu sou superior a vós porque não sou só espírito; sou um resumo de toda a Criação.
          Nascendo no gênero humano, Deus — o único ser que podia escolher a própria mãe — escolheu Maria.
          A Virgem Santíssima, pelo fato de ser Mãe de Deus, é elevada acima dos próprios Anjos, assemelhando-se a um magnífico broche de ouro que une as duas partes de um manto real.
          Rainha por escolha de Deus, Rainha por descender da estirpe real de Davi, Rainha porque Mãe de Jesus, Rei do Universo.
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Maria Rainha: obra-prima da misericórdia de Deus
À luz dos precedentes ensinamentos, ouçamos o Prof. Plinio Corrrêa de Oliveira tecendo alguns comentários sobre a realeza da Santíssima Virgem:

Nossa Senhora Rainha é um título que exprime o seguinte fato. Sendo Ela Mãe da segunda Pessoa da Santíssima Trindade e Esposa da Terceira Pessoa, Deus, para honrá-La, deu-Lhe o império sobre o universo: todos os Anjos, todos os Santos, todos os homens vivos, todas as almas do Purgatório, todos os réprobos do Inferno e todos os demônios obedecem à Santíssima Virgem. De sorte que há uma mediação de poder, e não apenas de graça, pela qual Deus executa todas as suas obras e realiza todas as suas vontades por intermédio de sua Mãe.

Maria não é apenas o canal por onde o império de Deus passa, mas é também a Rainha que decide por uma vontade própria, consoante os desígnios do Rei. Nossa Senhora é uma obra-prima do que poderíamos chamar a habilidade de Deus para ter misericórdia em relação aos homens…

Rainha dos corações

Continua o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira: São Luís Grignion de Montfort faz referência a essa linda invocação que é Nossa Senhora Rainha dos Corações. Como coração entende-se, na linguagem das Sagradas Escrituras, a mentalidade do homem, sobretudo sua vontade e seus desígnios.

Nossa Senhora é Rainha dos corações enquanto tendo um poder sobre a mente e a vontade dos homens. Este império, Maria o exerce, não por uma imposição tirânica, mas pela ação da graça, em virtude da qual Ela pode liberar os homens de seus defeitos e atraí-los, com soberano agrado e particular doçura, para o bem que Ela lhes deseja.

Esse poder de Nossa Senhora sobre as almas nos revela quão admirável é a sua onipotência suplicante, que tudo obtém da misericórdia divina. Tão augusto é este domínio sobre todos os corações, que ele representa incomparavelmente mais do que ser Soberana de todos os mares, de todas as vias terrestres, de todos os astros do céu, tal é o valor de uma alma, ainda que seja a do último dos homens!

Cumpre notar, porém, que a vontade (isto é, o coração) do homem moderno, com louváveis exceções, é dominada pela revolução. Aqueles, portanto, que querem escapar desse jugo, devem unir ao Coração por excelência contra-revolucionário, ao Coração de mera criatura no qual, abaixo do Sagrado Coração de Jesus, reside a Contra-Revolução: ao Sapiencial e Imaculado Coração de Maria.

Façamos, então, a Nossa Senhora este pedido: “Minha Mãe, sois Rainha de todas as almas, mesmo das mais duras e empedernidas que queiram abrir-se a Vós. Suplico-Vos, pois: sede Soberana de minha alma; quebrai os rochedos interiores de meu espírito e as resistências abjetas do fundo de meu coração. Dissolvei, por um ato de vosso império, minhas paixões desordenadas, minhas volições péssimas, e o resíduo dos meus pecados passados que em mim possam ter ficado. Limpai-me, ó minha Mãe, a fim de que eu seja inteiramente vosso.”

25 de abril de 2020

Nossa Senhora do Bom Conselho

Mãe do Bom Conselho



            Dia 26 é a Festa de Nossa Senhora do Bom Conselho. Ouça sua belíssima história, assistindo este vídeo apresentado pelo Mons. João Scognamiglio Clá Dias, fundador dos Arautos do Evangelho, e grande devoto desta Boa Mãe.
Acesse Vídeo AQUI