11 de janeiro de 2019

Jesus quis ser batizado, por que?


VÍDEO: Mons. João Clá Dias comenta o Batismo de Jesus por São João Batista nas águas do Rio Jordão.

                 Duas figuras máximas se encontram: o Precursor e o Messias. 
                 Quem foi o Batista e por que quis Jesus ser batizado?

          Havia cerca de 400 anos que nenhum profeta fazia ouvir sua voz em Israel.          Nada mais explicável, pois, do que o alvoroço causado por São João Batista. De todos os lados afluíam multidões para ouvi-lo. Vendo-as diante de si, ele as admoestava, e suas palavras calavam fundo nas almas, levando muitas ao arrependimento: "Dizia ele: Fazei penitência porque está próximo o Reino dos céus". (Mt 3, 2).
           Símbolo da purificação da consciência, necessária para receber esse "reino dos céus" que estava "próximo", o batismo conferido por São João confirmava as boas disposições de seus ouvintes. "Confessavam seus pecados e eram batizados por ele nas águas do Jordão", conta São Mateus (3,6).
           Israelitas de todas as classes acorriam ao profeta da penitência, dispostos a purificar o coração. Entretanto, havia também os opositores. Saduceus, fariseus e doutores da lei, que o viram inicialmente com bons olhos, não demoraram a votar-lhe profunda antipatia. Incomodados com sua extraordinária influência, irritados com as pregações, nas quais condenava os vícios em que eles incorriam, passaram a agir contra João. Questionaram seu direito de batizar e lhe prepararam armadilhas. Demonstrando grande sagacidade, São João não se deixou enlear.
            Inexorável para com os hipócritas e os soberbos, o profeta mostrava-se doce com os sinceros e os humildes. "Preparai-vos!" repetia incansavelmente, "abri a via do Senhor!"
            Apareceram-lhe discípulos, que o assistiam em seu ministério, e que passaram a constituir um modelo de piedade mais fervorosa. Enfim, sua pregação produzia um grande movimento popular rumo à virtude, como nunca se vira na história de Israel.
            Encontro com o Messias
            A missão do Precursor era preparar os caminhos do Messias. Vivia, portanto, na expectativa do encontro com Ele.
            Não esperou muito tempo. Certo dia, notou a presença de Jesus no meio dos peregrinos. Tomado de sobrenatural emoção, inclinou-se para o recém-chegado, esquivando-se de Lhe dar o batismo: "Eu devo ser batizado por ti e tu vens a mim!"
            Respondeu-lhe, porém, Jesus: "Deixa por agora, pois convém cumpramos a justiça completa". Obediente, São João O imergiu no Jordão.
            Logo que saiu da água, Jesus se pôs a orar. Então o céu se abriu e o Espírito Santo desceu sobre Ele na forma de uma pomba. "E ouviu-se dos céus uma voz: Tu és o meu Filho muito amado; em ti ponho minha afeição".
           Estas palavras iniciais são do fundador dos Arautos do Evangelho, Mons. João Scognamiglio Clá Dias.           
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VIDEO: Lançamento da pedra fundamental de igreja dos Arautos de Recife



               Saiba mais, agora assisstindo o VÍDEO do Lançamento da Pedra Fundamental da Capela de Nossa Senhora do Recife.
              A Santa Missa foi celebrada por Mons. Luciano José Rodrigues Brito, Vigário Geral da Arquidiocese de Olinda e Recife, tendo como concelebrantes vários padres da diocese e dos Arautos do Evangelho.
              O prefeito do município de Moreno, o Sr. Edvaldo Rufino de Melo e Silva, juntamente com outras autoridades locais também estiveram presentes.
              Um bom número de Cooperadores Arautos esteve presente. Eles desejam dispor de todas as suas possibilidade para levar avante esta obra.
VIDEO AQUI

7 de janeiro de 2019

Missa de Lançamento da pedra fundamental da capela Nossa Senhora do Recife


               No último dia 5 foi lançada a pedra fundamental da capela Nossa Senhora do Recife, um grande marco na história dos Arautos do Evangelho de Pernambuco.
              A Santa Missa foi celebrada por Mons. Luciano José Rodrigues Brito, Vigário Geral da Arquidiocese de Olinda e Recife, tendo como concelebrantes vários padres da diocese e dos Arautos do Evangelho.
              O prefeito do município de Moreno, o Sr. Edvaldo Rufino de Melo e Silva, juntamente com outras autoridades locais também estiveram presentes.
              Um bom número de Cooperadores Arautos esteve presente. Eles desejam dispor de todas as suas possibilidade para levar avante esta obra.
              Roguemos a Deus através de sua Mãe Santíssima pelo bom êxito dessa construção.










Primeiro Sábado em Fortaleza


            Fiéis de várias partes de Fortaleza assistem Missa em desagravo às ofensas ao Imaculado Coração de Maria

            A Igreja de São Vicente de Paulo recebeu mais uma vez os Arautos do Evangelho neste primeiro sábado de janeiro para mais “um momento mariano”, conforme costuma manifestar Pe. Neto aos seus paroquianos. A Celebração Eucarística foi antecedida com a recitação do terço e durante a Missa realizou-se a coroação da Virgem de Fátima por uma família presente na assembleia.  
            A animação litúrgica, bem como as leituras ficaram a cargo do coral de cooperadores dos Arautos que há mais de quinze anos colaboram com essa paróquia.

"Deixai vir a mim estas criancinhas e não as impeçais, porque o Reino dos Céus  é para aqueles que se lhes assemelham” (Mt 19, 14)


3 de janeiro de 2019

Adoração dos Reis Magos ao Menino Jesus



           VÍDEO - A festa da Epifania - também denominada pelos gregos de Teofania, ou seja manifestação de Deus - era celebrada no Oriente já antes do século IV. É uma das mais antigas comemorações cristãs, tal como a Ressurreição de Nosso Senhor.
           Não podemos esquecer que a Encarnação do Verbo se tornou efetiva logo após a Anunciação do Anjo; entretanto, apenas Maria, Isabel, José e, provavelmente, Zacarias tiveram conhecimento do grande mistério operado pelo Espírito Santo. O restante da humanidade não se deu conta do que se passou no período de gestação do Filho de Deus humanado.
           Por fim, nasce o Redentor, como um simples bebê. Quem, estivesse, porém, tomado por um dom do Espírito Santo, discerniria naquela adorável criança os resplendores dos raios de sua fulgurante divindade. Não se tratava de um ente puramente humano; àquela natureza se unia a própria Divindade : Segunda Pessoa da Santíssima Trindade. Ali estava o Homem-Deus.
Epifania: público reconhecimento da divindade do Menino Jesus
           Se, por assim dizer, no Natal Deus Se manifesta como Homem, na Epifania esse mesmo Homem se revela como Deus. Assim, nestas duas festas, quis Deus que o grande mistério da Encarnação fose revelado com todo o brilho, tanto aos judeus como aos gentios, dado o seu caráter universal.
           No Ocidente, desde o princípio, celebrava-se o Natal a 25 de dezembro, e no Oriente, a Epifania a 6 de janeiro. Foi a Igreja de Antioquia, na época de São João Crisóstomo, que passou a comemorar as duas datas. Só a partir do século V é que no Ocidente começou a se celebrar a segunda festividade.
           Em nossa atual fase histórica, a Liturgia comemora a Adoração dos Reis Magos ao Menino Jesus.
           Por outro lado, ainda permanecem alguns vestígios da antiga tradição oriental que incluía na Epifania, além da Adoração dos Reis, o milagre das Bodas de Caná e o Batismo do Senhor no Jordão. Hoje, em nossa Liturgia, as Bodas de Caná não são mais celebradas, e o Batismo do Senhor é festejado no domingo entre os dias 7 e 13 de janeiro.
           Em síntese, podemos afirmar que a Epifania, ou seja, a manifestação do Verbo Encarnado, não pode ser considerada desligada da adoração que Lhe prestaram os Reis do Oriente. Nesta cena está concernido um público reconhecimento da divindade do Menino Jesus unida à Sua humanidade.
Um convite para sermos gratos ao Senhor
            Ora, o que movia o fundo da alma dos Reis Magos era o desejo de prestar culto de adoração Àquele que acabara de nascer. O significado da moção do Espírito Santo, levando-os a Belém, cifra-se no chamado universal de todas as nações à salvação e à participação nos bens da Redenção.
            Se aos Reis Magos Deus os chamou por meio da estrela, a nós Ele nos chama através de Sua Igreja, com sua pregação, doutrina, governo e Liturgia. Logo, a Epifania é a festa que nos convida a agradecermos ao Senhor, como também a Lhe implorar a graça de sermos guiados sempre a por toda parte através de Sua luz celeste, bem como de acolhermos com fé e vivermos com amor todos os dons que a Santa Igreja nos dá.

VÍDEO:  AQUI
 
Coomentários de Mons. João Clá Dias
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31 de dezembro de 2018

Maria, modelo das mães




VÍDEO; Nossa Senhora, Verdadeiro Modelo de Mãe, por Plinio Côrrea de Oliveira

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Mãe do Messias serás tú, ó Maria!




          Vídeo - Conheça os comentários de um sacerdote arauto a respeito da Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus, que se comemora neste primeiro dia do ANO Novo de 2019.

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29 de dezembro de 2018

Presépio, por que?



              Você sabe a origem e por quê montamos o presépio no período natalino?
              Convidamos a você, a conhecer um pouco mais desse santo hábito que nós cristãos temos durante essas festas.

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28 de dezembro de 2018

Jesus, Maria, José: a família modelo


Oração à Sagrada Família
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             Jesus, Maria, José: três perfeições que chegaram todas ao pináculo a que cada uma devia chegar; três auges que se amavam e se inter compreendiam intensamente; três perfeições altíssimas, admiráveis, desiguais, realizando uma harmonia de desigualdades como jamais houve na face da Terra.

A santidade, a nobreza e a hierarquia na Sagrada Família


            Uma família que, realmente, não poderia deixar de ser chamada de Sagrada: Jesus é a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, Sagrada Familia_3.jpgMaria a Virgem Mãe de Deus que trouxe em seu seio Nosso Senhor Jesus Cristo e São José, esposo da Virgem Maria e pai adotivo de
Jesus.
            Não estaria fora de propósito que, por ocasião destas comemorações recomendadas pela Igreja, pensássemos um pouco nessa Família modelo. Por exemplo, poderíamos cogitar um pouco sobre a pergunta seguinte: Como seria a santidade, a nobreza e a hierarquia na Sagrada Família?
            Nessa Família nós temos a presença do Filho de Deus feito Homem. No Evangelho de São Lucas (Lc. 2, 52) está dito que o Menino Jesus "crescia em sabedoria, idade e graça diante de Deus e dos homens".
            São palavras inspiradas pelo Espírito Santo e, portanto, verdadeiras. Elas nos ensinam que no Homem Deus ainda havia o que crescer. De qualquer natureza que fosse esse crescimento, era um crescimento da perfeição perfeitíssima para algo que era uma perfeição ainda mais perfeitíssima. Por outro lado, nessa Família temos também Nossa Senhora.
            Se considerarmos tudo quanto Ela é, nós veremos n'Ela um tal acúmulo de perfeições criadas, que um Papa chegou a declarar: d'Ela se pode dizer tudo em matéria de elogio, desde que não se Lhe atribua a divindade. Maria foi concebida sem pecado original e confirmada em graça logo a partir do primeiro instante do seu ser. Ela não podia pecar, não podia cair na mais leve falta, porque estava garantida por Deus contra isso.
             Não tendo defeitos - isso é um aspecto importante desta consideração - também Nossa Senhora crescia constantemente em virtude. Ao lado do Menino Jesus e de Nossa Senhora estava São José convivendo com eles. É difícil elogiar qualquer homem, qualquer grandeza terrena, depois de
considerar a grandeza de São José. O homem casto, virginal por excelência, descendente de Davi.
             São Pedro Julião Eymard (cfr. "Extrait des écrits du P. Eymard", Desclée de Brouwer, Paris, 7ª ed., pp. 59-62) nos ensina que São José era o chefe da Casa de Davi. Ele era o pretendente legítimo ao trono de Israel. Ele tinha direito sobre o mesmo trono que fora ocupado e derrubado por falsos reis, enquanto Israel era dividido e, por fim, dominado pelos romanos.

Três ascensões constantes, três auges atingidos
.

              São José era um varão perfeito, modelado pelo Espírito Santo para ter proporção com Nossa Senhora. Pode-se imaginar a que píncaro, a que altura São José deve ter chegado para estar em proporção com Nossa Senhora! É algo imenso, inimaginável. É sumamente provável que São José também tenha sido confirmado em graça.
              Então, assim sendo, na humilde casa de Nazaré, pode-se dizer que a cada momento que se passava, as três pessoas dessa Família Sagrada cresciam em graça e santidade diante de Deus e dos homens. São José deve ter falecido antes do início da vida pública de Nosso Senhor Jesus Cristo.
             Ele é o padroeiro da boa morte, porque tudo leva a crer que tenha sido assistido em sua agonia por Nossa Senhora e pelo Divino Redentor. Nos instantes finais de sua vida, Jesus e Maria o
ajudaram a elevar sua alma à perfeição para a qual ele fora criado.
               Não era a perfeição de Nossa Senhora, era uma perfeição menor. Mas era a perfeição enorme para a qual ele tinha sido chamado. Quando seu olhar embaçado já se ia apagando para a vida, São José contemplou Aquela que era sua esposa e Aquele que juridicamente era seu filho.
               E, certamente, Ele extasiou-se com a ascensão contínua em santidade de Nossa Senhora e de Seu Divino Filho. E ao vê-Los subir assim nas vias da santificação, ele admirou e amou essa ascensão. E foi por admirar e amar o aumento da santidade de Maria e Jesus que Ele também, por sua vez, subia sem cessar na sua própria santidade. Esta tríplice ascensão contínua na casa de Nazaré, constituiu o encanto do Criador e dos homens.
                Jesus, Maria, José: três perfeições que chegaram todas ao pináculo a que cada uma devia chegar; três auges que se amavam e se inter compreendiam intensamente; três perfeições altíssimas,
admiráveis, desiguais, realizando uma harmonia de desigualdades como jamais houve na face da Terra.
                 Entretanto, a hierarquia posta por Deus entre estas três sublimes desigualdades era de uma ordem admiravelmente inversa: Aquele que era o chefe da Casa no plano humano era o menor na ordem sobrenatural; o Menino, que deveria prestar obediência aos pais, era Deus.
                 Uma inversão que nos faz amar ainda mais as riquezas e as complexidades de qualquer ordem verdadeiramente hierárquica; uma inversão que leva a alma fiel, a alma desejosa de meditar sobre tão elevado tema, a entoar um hino de louvor, de admiração e de fidelidade a todas as hierarquias, a todas as desigualdades estabelecidas por Deus.


                                 UM FELIZ ANO NOVO
                  A TODOS OS NOSSOS AMIGOS E INTERNAUTAS,
COM AS BÊNÇÃOS DE JESUS, NOSSO DEUS, E MARIA, NOSSA MÃE.

23 de dezembro de 2018

Um Santo e Feliz Natal

             Mensagem aos nossos queridos amigos e internautas

             Ajoelhados diante do Presépio, onde Maria e José contemplam com alegria o  Criador do mundo que dorme sobre a palha, pedimos ao Menino Jesus que comunique ao nosso caro internauta e aos seus familiares, a imensa alegria daquela noite bendita.    
             Assim  como os Reis Magos foram guiados por uma estrela até a Gruta de Belém, possa Maria Santíssima guiar os seus passos durante o Ano de 2019.
             São os nossos ardentes votos neste Santo Natal.

NATAL, NATAL

Quem inventou a árvore de Natal?
             O inventor da árvore de Natal foi São Bonifácio, o apóstolo dos germanos ou evangelizador da Alemanha. Ele nasceu em Inglaterra em 672 e faleceu martirizado em 5 de Junho de 754. O seu nome religioso, em latim Bonifacius, quer dizer “aquele que faz o bem”, e retoma o mesmo significado do seu nome saxão Wynfrith. Em 718 ele esteve em Roma e o Papa Gregório II enviou-o à Alemanha, com a missão de reorganizar a Igreja. Por cinco anos ele evangelizou territórios que hoje fazem parte dos estados alemães de Hessen e Turíngia. Em 722, foi feito bispo dos territórios da Germânia e, um ano depois, inventou a árvore de Natal, causando um certo impacto no meio ambiente germânico.
Quando surgiu a árvore de Natal?         
            Em 723 São Bonifácio derrubou um  enorme carvalho dedicado ao deus Thor, perto da actual cidade de Fritzlar, na Alemanha. Para convencer o povo e os druidas de que não era uma árvore sagrada, ele abateu-a. Esse acontecimento é considerado o início formal da cristianização da Alemanha. Algum dia estudarão o impacto ambiental da evangelização: na queda o carvalho destruiu tudo que ali se encontrava, menos um pequeno pinheiro. Segundo a tradição, Bonifácio interpretou esse facto casual como um milagre. Era o período do Advento e, como ele pregava sobre o Natal, declarou: “Doravante, nós chamaremos esta árvore de Árvore do Menino Jesus”.
            O costume de plantar pequenos pinheiros para celebrar o nascimento de Jesus começou e estendeu-se pela Alemanha e de lá para o mundo, dizem.

Para que tanto enfeite na árvore de Natal?
             A tradição católica assimilou a árvore de Natal com uma nova árvore da vida, aquela do jardim do Éden, lá no Paraíso (Gn 2,9). É costume enfeitá-la com bolas coloridas, como se fossem frutos, e com outros adornos natalinos.
            Os enfeites alegorizam desejos, virtudes, vínculos e sonhos das pessoas e da cada onde está a árvore de Natal. Já no tempo de São Bonifácio, as árvores de Natal eram enfeitadas com maçãs, evocando a nova frutificação e o antigo pecado original. Ao contrário da história do Éden sobre a serpente e a maçã (do latim: malum), a árvore de natal passou a evocar vida e salvação, plantada nas casas. As árvores também eram decoradas com velas, representando Nosso Senhor Jesus Cristo, a Luz do mundo.
             O costume difundiu-se pela Europa. Uma das primeiras registadas dos enfeites é do século XVI e vem da Igreja da Alsácia, na França. As famílias decoravam os pinheiros com papéis coloridos, enfeites, frutas e doces. Espalhada por toda a Europa, a tradição de enfeitar a árvore de Natal chegou ao continente americano por volta de 1800.

Qual o simbolismo das bolas?
          Desde o século VI, a tradição da árvore de Natal evolui: trocaram-se as perecíveis maçãs da árvore do Éden por bolas e enfeites, como sinal dos frutos da vida. As tradições familiares variam. Alguns colocam 12 bolas ou múltiplos de doze para evocar os doze apóstolos. Outros colocam 33 bolas, para lembrar os anos da vida de Nosso Senhor Jesus Cristo. Outros adornam progressivamente a árvore de Natal com 24 a 28 bolas, dependendo do número de dias do Advento (do latim, Adventus: chegada). Outros ainda adornam a árvore de uma só vez. Às vezes,as crianças elaboram suas próprias bolas. Em outras famílias, as bolas são colocadas com uma oração ou um propósito em casa uma, até o dia de nascimento de Nosso Senhor. Para certas ordens religiosas, as bolas representam as orações do período do Advento: as azuis são orações de arrependimento, as prateadas de agradecimento, as douradas de louvor e as vermelhas de prece.

Por que as bengalas, os 3 sinos e os 7 anjinhos?
               Os enfeites da árvore de natal são um espaço de liberdade, arte e poesia para a criatividade familiar. Alguns são tradicionais e merecem destaque. Os três sininhos simbolizam a Santíssima Trindade e também costuma adornar a guirlanda do Natal, na entrada das casas. Os sete anjinhos representamos espíritos angélicos, os anjos dos pequeninos diante de Deus,contemplando e intercedendo por todos (Mt 18,10). As bengalinhas evocam a caminhada, o trabalho de cada um e também o pastoreio de Nosso Senhor, o cajado do Bom Pastor. Também colocam-se pequenos e bonitos pacotinhos e presentinhos dependurados na árvore ou aos seus pés. Eles representam as boas acções e os sacrifícios, os "presentes" que serão dados a Nosso Senhor Jesus Cristo no Natal.

Quem inventou o presépio?
            Foi São Francisco de Assis quem armou o primeiro presépio da história, na noite de Natal de 1223, na localidade de Greccio, na Itália. Ele é o inventor do presépio, mas nunca cobrou direitos de autor, nem de propriedade intelectual. São Francisco de Assis quis celebrar o Natal da forma mais realista possível e, com a permissão do Papa, montou um presépio de palha, com uma imagem do Menino Jesus, da Virgem Maria e de José, juntamente com um boi e um jumento vivos. Nesse cenário, foi celebrada a missa de Natal. O costume espalhou-se pela Europa e daqui pelo mundo. A Igreja Católica considera um bom costume cristão armar presépios no período do Natal nas igrejas, casas e até nas praças e locais públicos.

Qual o simbolismo das cores do Natal?
            O verde, o vermelho e o dourado são as cores dominantes no Natal. O verde é símbolo primaveril de renovação, esperança e regeneração. O verde das plantas capta a energia solar e pelo processo da fotossíntese e a transforma em energia vital. O vermelho está ligado ao fogo, à redenção e ao amor divino. O dourado também é utilizado e está associado ao sol, à luz, à sabedoria e ao Reino vindouro. Para a tradição católica há uma relação entre essas três cores e os presentes dos Reis Magos: ouro (dourado), incenso (vermelho) e mirra (verde).

Qual o significado da guirlanda na porta?
            Um dos sinais mais visíveis do Natal é a guirlanda, colocada na porta de entrada das casas, feito uma coroa. Essa guirlanda circular é feita de ramos vegetais entrelaçados e enfeitados com fitas, sinos e objectos  O entrelaçamento desses dois ramos simboliza o Mistério da Encarnação do Verbo Divino. Deus se fez carne e habitou entre nós. Ele tomou corpo humano. Para os católicos, Jesus Cristo é verdadeiro  Deus e verdadeiro homem. As duas naturezas, divina e humana, se entrelaçaram, como dois ramos que se buscavam num mesmo jardim.

Por que a guirlanda do natal é verde?
             O verde é a cor da esperança. No Hemisfério Norte, de clima temperado, o Natal ocorre em pleno inverno. Com o frio, a vegetação perde as folhas. As únicas árvores verdes são os pinheiros (usados na árvore de Natal) e arbustos de folhas coriáceas (usados na guirlanda). Alguns ainda apresentam, em Dezembro  pequenos frutos vermelhos. Eles não caem e permanecem nos ramos. Essas plantas secam sem murchar, e ao secar não perdem a cor verde ou os frutos e mantém a vivacidade. Algumas são conhecidas como sempre-vivas ou sempre-verdes. Muitas vezes as guirlandas são entrelaçadas com fitas vermelhas, sinal colorido de frutificação. Os detalhes dourados prefiguram a glória do Reino futuro.

Qual o significado das coroas?
               A guirlanda, a Coroa do Advento, as coras de flores, todas significam: vitória. Nomes como Estéfano, Estêvão e Stefane, por exemplo, vem do grego stephanos, coroa, e evocam uma vitória, um coroamento. Antes, o nome designava a coroa de louros, símbolo da vitória de atletas e guerreiros, ainda entregues no dia de hoje aos vencedores de automobilismo, hipismo e,especialmente, nas Olimpíadas. Com o sacrifício do primeiro mártir do cristianismo, Santo Estêvão  ela passou a significar a coroa do martírio ou do testemunho (At 7,54-60). A guirlanda do Natal representa um coroamento do lar, da família, da sua união e do fim do ano.

Dá para coroar o tempo?
            Dá. E o católicos gostam de coroar o tempo. A Coroa do Advento, um outro símbolo natalino, é feita de ramos entrelaçados. Eles formam um círculo, no qual são colocadas quatro grandes velas, de preferência de cor roxa (cor do tempo litúrgico). Elas representam as quatro semanas do Advento, o Tempo do Natal. Nas igrejas, essa coroa deve ser colocada em um lugar evidente no presbitério, bem perto do altar ou do púlpito, sobre uma mesinha, um tronco de árvore ou em qualquer outro lugar bem visível. Essa colocação é recomendada até pelo Pontifício Instituto Litúrgico de Santo Anselmo de Roma. Nas casas, a Coroa do Advento costuma ser colocada numa mesa da sala ou num lugar bem central.

Como acender a Coroa do Advento?
            Além do uso de fósforo ou isqueiro, um rito natalino acompanha a Coroa do Advento: a ordem do acendimento das suas velas. A cada domingo, em geral à noite, uma vela é acesa. No primeiro domingo uma, no segundo duas, até serem acesas as quatro velas no quarto domingo. Essa luz nascente indica a proximidade do Natal, quando Cristo Salvador e Luz do mundo brilhará para toda a humanidade. A cor roxa das velas, a mesma do período da Quaresma, convida a purificar os corações para acolher o Cristo que vem. Às vezes existem coroas com velas de cor rosa. Elas evocam a alegria: o Senhor está próximo. Os detalhes dourados, como em todos os áureos símbolos natalinos, prefiguram a glória do Reino que virá.

Onde surgiu a tradição da Coroa do Advento?
            A tradição da Coroa do Advento surgiu no norte da Alemanha e na Escandinávia, no século XVI, para preparar os católicos para a Festa de Natal, quatro semanas depois. Na Suécia, a Coroa do Advento é reservada para a Festa de Santa Luzia no dia 13 de Dezembro. Do norte da Europa, o costume ganhou o mundo com uma nova maneira de actualizar o antigo tema do Natal de Jesus.

Qual o simbolismo das quatro velas?
            Ao ser colocada na casa, a Coroa do Advento aparece sem luz e sem brilho. Para os católicos, ela recorda a experiência de escuridão do pecado. A primeira vela lembra o perdão concedido a Adão e Eva. A segunda simboliza a fé de Abraão e dos outros patriarcas, a quem foi anunciada a Terra Prometida. A terceira lembra a alegria do Rei Davi que recebeu de Deus a promessa de uma aliança eterna. A quarta recorda os profetas que anunciaram a chegada do Salvador.

Por que meias e sapatos na janela no dia de Natal?
            A tradição de pendurar meias na lareira  ou deixar sapatos na janela, originou-se de uma das muitas histórias sobre São Nicolau, em quem se inspirava a figura do pai Natal. No passado,
para uma moça era indispensável era indispensável dispor de um dote para se casar. São Nicolau soube da triste situação de uma família, sem o recurso para o dote das filhas. Secretamente, ele jogou três pequenos sacos com moedas de ouro pela chaminé da casa da família. Os sacos caíram dentro das meias das moças, pendurados na lareira para secar. Em outras versões foi pela janela, e caíram dentro de uns sapatos. Enfim, São Nicolau era generoso e bom de arremesso.
Papai Noel era turco?
            Era. O rechonchudo Papai Noel é amado por crianças e adultos, com as suas barbas e cabelos brancos, óculos redondos e um saco às costas. O personagem do Papai Noel foi inspirado em São Nicolau Taumaturgo, arcebispo de Mira, no século IV. São Nicolau nasceu em 280 em Patara (Patras), na actual Turquia, e morreu aos 41 anos. Ele acostumava ajudar, anonimamente, quem estivesse em dificuldades financeiras. Bondoso e generoso, nas várias histórias a seu respeito, São Nicolau sempre oferecia presentes aos pobres e salvava marinheiros vítimas de tempestades. "Um certo nobre, seu vizinho, pensou em prostituir as suas três filhas virgens por falta de recursos, para, com o infame comércio delas, se poder sustentar. Quando o santo homem soube, ficou horrorizado com o crime e atirou uma quantidade de ouro envolvida num pano através de uma das janelas da casa onde ele morava e regressou à sua às escondidas.
            Foi declarado santo após muitos milagres lhe serem atribuídos. São Nicolau também tornou-se padroeiro das crianças e dos marinheiros. E ao Papai Noel as crianças passaram a pedir os presentes com antecedência, para ganhá-los no Natal.

Porque a troca de presentes no Natal?
            O costume de dar e trocar presentes é o resultado de vários aspectos ligados ao nascimento de Nosso Senhor. Pelo Mistério da Encarnação, Deus se fez presente. Dar presente é uma forma de estar presente na vida do outro. Esse gesto evoca a presença dos Reis Magos junto a Cristo e à Sagrada Família, entregando presentes. O presente é uma lembrança, é um lembrar-se do outro, mesmo quando é uma "lembrancinha". A compra de presentes, a mobilização do comércio e os apelos ao consumo, aliado a disponibilidade do 13º salário e vários outros mecanismos, deram um impulso consumista e nada católico ao Tempo do Natal.


Quem inventou a flor do Natal?
            Em primeiro lugar a natureza. Em segundo lugar, esse símbolo vegetal não vem dos astecas e sim dos franciscanos, especialistas em criar novidades para o Natal. A partir do século XVII, no México, a flor da poinsétia começou a ter um significado natalício. Os frades franciscanos utilizaram-na em comemorações natalinas e associaram as formas de suas brácteas vermelhas à estrela de Belém. A planta é muito utilizada para fins decorativos na Europa e América do Norte, especialmente no Natal. Como é um planta de dia curto, floresce exactamente no solstício de inverno e coincide com o Natal no Hemisfério Norte.

19 de dezembro de 2018

Portugal: Arautos do Evangelho promovem comemorações natalinas no Santuário do Sameiro

                 Os Arautos do Evangelho, Associação internacional de fiéis de Direito Pontifício reuniu centenas de membros numa solene comemoração de Natal, no último domingo, 16/12, no Santuário do Sameiro, na Arquidiocese de Braga.
Portugal- Arautos do Evangelho promovem comemorações natalinas no Santuário do Sameiro-3.jpg
               De acordo com a Agência ECCLESIA, a cerimónia teve início com uma apresentação musical, seguida de Eucaristia presidida pelo vigário-geral da Arquidiocese de Braga e presidente da Confraria do Sameiro, o cónego José Paulo Abreu.
              Em Guimarães, também dentro das comemorações do Santo Natal, o Colégio Arautos do Evangelho, apresenta aos fiéis católicos e para o público em geral a encenação do nascimento do Salvador através de um verdadeiro espetáculo de som, luz e movimento.
               O Presépio dos Arautos do Evangelho, abençoado e inaugurado por Dom Jorge, arcebispo de Braga, está aberto ao público em apresentações que irão até o próximo dia 15 de janeiro.
Arautos do Evangelho
Portugal- Arautos do Evangelho promovem comemorações natalinas no Santuário do Sameiro-2.jpg
             Os ‘Arautos do Evangelho' formam uma Associação Internacional de Fiéis de Direito Pontifício que foi reconhecida pela Santa Sé e erigida por ocasião da festa litúrgica da Cátedra de São Pedro, em 22 de fevereiro de 2001, pelo Papa São João Paulo II.
       Atualmente os ‘Arautos do Evangelho' estão distribuídos por 78 países e os seus membros de vida consagrada praticam o celibato, dedicam-se ao apostolado, com atividades de evangelização nas dioceses e paróquias, numa vida de recolhimento, estudo e oração. (JSG)
(Da Redação Gaudium Press, com informações e fotos da Agencia ECCLESIA)

18 de dezembro de 2018

Novo e portentoso templo dos Arautos do Evangelho no Paraguai


               Vìdeo-Às 11h do último domingo, 16 de dezembro, ocorreu a solene dedicação de um novo templo dos Arautos do Evangelho, desta vez no Paraguai. Localizado sobre a Rota Nacional 2 Km 44, na localidade de Ypacarai a 45 minutos de Assunção, a igreja está consagrada à Nossa Senhora do Bom Conselho, cumprindo desta maneira um voto feito pelo fundador da Associação, Monsenhor João Clá Dias, EP.
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               A cerimônia foi presidida por Dom Joaquín Hermes Robledo, Bispo de San Lorenzo, em cuja jurisdição está localizada a igreja. Acompanharam a Dom Robledo numerosos sacerdotes, tanto dos Arautos quanto diocesanos. Esteve presente o secretário da Nunciatura Apostólica.
              A estrutura da Igreja está concluída e adequada para a celebração do rito eucarístico, ainda que faltem vitrais e a conclusão de algumas torres. "Uma igreja neste estilo e com este tamanho, pode demorar 100 anos para ser concluída completamente, por isso ou se inaugura de uma vez, ou se corre o risco de nunca fazê-lo", comentou o Padre Kirthan, diretor da obra.
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               O interior da igreja, de céu estrelado e muito colorido -no estilo característico dos templos dos Arautos do Evangelho-, foi insuficiente para albergar os mais de 2 mil assistentes: alguns ficaram fora da igreja, mas participaram de toda a cerimônia em tendas instaladas sobre o gramado.
             Antes de iniciar, o Padre Carlos Tejedor, EP, superior dos Arautos do Evangelho na Colômbia e em representação ao Fundador dos Arautos, Monsenhor João Clá Dias, dirigiu umas palavras de boas vindas a todos e explicou o porquê de uma nova igreja, recordando o dito há vários séculos por Nossa Senhora de Guadalupe a São Juan Diego, de que lhe comunicasse 'ao Senhor Bispo que Ela desejava que fosse construído um templo'. Também narrou o Padre Tejedor a história de Nossa Senhora do Bom Conselho de Genazzano, Itália, que teve lugar no século XV, explicando que a intenção do fundador é que cada um saia deste novo templo com um bom conselho em seu coração, que o ilumine em seu caminho até Deus.
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A cerimônia de dedicação

               Durante a cerimônia, Dom Robledo aspergiu água benta sobre os numerosos participantes, dentro e fora do templo, o que levou aproximadamente meia hora. Seguiu a parte central da 'dedicação' que é a bênção do altar que se unge com o Santo Crisma, simbolizando ao próprio Cristo ungido pelo Pai como único Sacerdote da Nova Aliança. A partir deste momento, o templo é digno do nome de igreja, porque suas pedras batizadas pela aspersão da água benta e consagradas pelo óleo, representam a assembleia dos eleitos unidos entre si e a Cristo, a Pedra Divina.
             Depois se procedeu a colocação sobre o altar de um braseiro para queimar abundante incenso, sinal de que o sacrifício de Cristo sobe até Deus com um suave aroma, junto com as orações dos fiéis. Em seguida foram incensados os fiéis.
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              O altar foi finalmente revestido como mesa do banquete sacrificial, e iluminado com as velas, ficando tudo pronto para a celebração da Missa.
             A base do templo foi feita com concreto armado e seu interior está em boa medida recoberto de belas lajes. O teto é azul, matizado por 200 mil estrelas, incrustadas em honra e símbolo da Santíssima Virgem Maria.
           A Igreja já está, pois, habilitada ao público. Ali se celebrará a Missa todos os domingos às 11h30.                 Paraguai - Assunção (Terça-feira, 18-12-2018, Gaudium Press

VEJA O VÍDEO DA MISSA E DEDICAÇÃO DESTA NOVA IGREJA DOS ARAUTOS
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17 de dezembro de 2018

12 de dezembro de 2018

Nossa Senhora de Guadalupe


          Num sábado de mil e quinhentos e trinta e um, perto do mês de dezembro, um índio de nome Juan Diego, mal raiava a madrugada, ia do seu povoado a Tlatelolco, para participar do culto divino e escutar os mandamentos de Deus. Já amanhecia, quando chegou ao cerrito chamado Tepeyac e escutou que do alto o chamavam:
          - Juanito! Juan Dieguito!
          Subiu até o cimo e viu uma senhora de sobre-humana grandeza, cujo vestido brilhava como o sol, e que, com voz muito branda e suave, lhe disse:
           - Juanito, menor dos meus filhos, fica sabendo que sou Maria sempre Virgem, Mãe do verdadeiro Deus, por quem vivemos. Desejo muito que se erga aqui um templo para mim, onde mostrarei e prodigalizarei todo o meu amor, compaixão, auxílio e proteção a todos os moradores desta terra e também a outros devotos que me invoquem confiantes. Vai ao Bispo do México e manifesta-lhe o que tanto desejo. Vai e põe nisto todo o teu empenho.
            Chegando Juan Diego à presença do Bispo Dom Frei Juan de Zumárraga, frade de São Francisco, este pareceu não dar crédito e respondeu:

    - Vem outro dia, e te ouvirei com mais calma.
            Juan Diego voltou ao cimo do cerro, onde a Senhora do céu o esperava, e lhe disse:
            - Senhora, menorzinha de minhas filhas, minha menina, expus a tua mensagem ao Bispo, mas parece que não acreditou. Assim, rogo-te que encarregues alguém mais importante de levar tua mensagem com mais crédito, porque não passo de um joão-ninguém. Ela respondeu-lhe:
             - Menor dos meus filhos, rogo-te encarecidamente que tornes a procurar o Bispo Amanhã dizendo-lhe que eu própria, Maria sempre Virgem, Mãe de Deus, é que te envio.
             Porém no dia seguinte, domingo, o Bispo de novo não lhe deu crédito e disse ser Indispensável algum sinal para poder-se acreditar que era Nossa Senhora mesma que o enviara. E o despediu sem mais aquela.
             Segunda-feira, Juan Diego não voltou. Seu tio Juan Bernardino adoecera gravemente e à noite pediu-lhe que fosse a Tlatelolco de madrugada, para chamar um sacerdote que o ouvisse em confissão. Juan Diego saiu na terça-feira, contornando o cerro e passando pelo outro lado, em direção ao Oriente, para chegar logo à Cidade do México, a fim de que Nossa Senhora não o detivesse. Porém ela veio a seu encontro e lhe disse:
             - Ouve e entende bem uma coisa, tu que és o menorzinho dos meus filhos: o que agora te assusta e aflige não é nada. Não se perturbe o teu coração nem te inquiete coisa alguma. Não estou aqui, eu, tua mãe? Não estás sob a minha sombra? Não estás porventura sob a minha proteção? Não te aflija a doença do teu tio. Fica sabendo que ele já sarou. Sobe agora, meu filho, ao cimo do cerro, onde acharás um punhado de flores que deves colher e trazer-mo.
              Quando Juan Diego chegou ao cimo, ficou assombrado com a quantidade de belas rosas de Castela que ali haviam brotado em pleno inverno; envolvendo-as em sua manta, levou-as para Nossa Senhora. Ela lhe disse:
               - Meu filho, eis a prova, o sinal que apresentarás ao Bispo, para que nele veja a minha vontade. Tu é o meu embaixador, digno de toda a confiança.
               Juan Diego pôs-se a caminho, agora contente e confiante em sair-se bem de sua missão. Ao chegar à presença do Bispo, lhe disse:
               - Senhor, fiz o que me ordenaste. Nossa senhora consentiu em atender o teu pedido. Despachou-me ao cimo do cerro, para colher ali várias rosas de Castela, trazê-las a ti, entregando-as pessoalmente. Assim o faço, para que reconheças o sinal que pediste e assim cumpras a sua vontade. Ei-las aqui: recebe-as.

   Desdobrou em seguida a sua branca manta. À medida em que as várias rosas de Castela espalhavam-se pelo chão desenhava-se no pano e aparecia de repente a preciosa imagem de Maria sempre Virgem, Mãe de Deus, como até hoje se conserva no seu templo de Tepeyac.
                A cidade inteira, em tumulto, vinha ver e admirar a sua santa imagem e dirigir-lhe suas preces.
                Obedecendo à ordem que a própria Nossa Senhora dera ao tio Juan Bernardino, quando devolveu-lhe a saúde, ficou sendo chamada como ela queria: “Santa Maria sempre Virgem de Guadalupe”.
 (“Nican Mopohua”, 12ª edición, Buena Prensa, México, D.F., 1971, p. 3-19.21)

7 de dezembro de 2018

A Imaculada Conceição de Maria


Vídeo AQUI
A esta criatura dileta entre todas, superior a tudo quanto foi criado, e inferior somente à humanidade santíssima de Nosso Senhor Jesus Cristo, Deus conferiu um privilégio incomparável, que é a Imaculada Conceição.

                O vocabulário humano não é suficiente para exprimir a santidade de Nossa Senhora. Na ordem natural, os Santos e os Doutores A compararam  ao sol. Mas se houvesse algum astro inconcebivelmente mais brilhante e mais glorioso do que o sol, é a esse que A imaculada Conceiçao comparariam. E acabariam por dizer que este astro daria d'Ela uma imagem pálida, defeituosa, insuficiente. Na ordem moral, afirmam que Ela transcendeu de muito todas as virtudes, não só de todos os varões e matronas insignes da Antiguidade, mas - o que é incomensuravelmente mais - de todos os Santos da Igreja Católica.
                Imagine-se uma criatura tendo todo o amor de São Francisco de Assis, todo o zelo de São Domingos de Gusmão, toda a piedade de São Bento, todo o recolhimento de Santa Teresa, toda a sabedoria de São Tomás, toda a intrepidez de Santo Inácio, toda a pureza de São Luiz Gonzaga, a paciência de um São Lourenço, o espírito de mortificação de todos os anacoretas do deserto: ela não chegaria aos pés de Nossa Senhora.
                 Mais ainda. A glória dos Anjos é algo de incompreensível ao intelecto humano. Certa vez, apareceu a um santo o seu Anjo da Guarda. Tal era sua glória, que o Santo pensou que se tratasse do próprio Deus, e se dispunha a adorá-lo, quando o Anjo revelou quem era. Ora, os Anjos da Guarda não pertencem habitualmente às mais altas hierarquias celestes. E a glória de Nossa Senhora está incomensuravelmente acima da de todos os coros angélicos.

2 de dezembro de 2018

Solenidade de Cristo Rei na Capela de São Paulo Apóstolo-Mairiporã



Vídeo: "Cristo Rei do Universo" foi comemorado pelos Arautos do Evangelho em suas múltiplas igrejas e capelas nas diversas cidades brasileiras onde a associação está estabelecida.
              Abaixo seguem alguns dos aspectos da procissão e bênção do Santíssimo Sacramento realizados na Capela de São Paulo Apóstolo, em Mairiporã-SP.
              Coooperadores Arautos de Nossa Senhora da Saúde e de outros sodalícios da Serra da Cantareira colaboraram vivamente para a homenagem a Nosso Senhor.
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29 de novembro de 2018

Arautos de Fortaleza inauguram mais uma sede


           Os Arautos do Evangelho se instalaram em mais uma casa em Fortaleza para atender ao crescente número de fiéis que procuram esta comunidade católica para assistência e participação às Missas celebradas diariamente, bem como o atendimento de confissões, cursos de Consagração a Nossa Senhora, entre outras atividades de evangelização.
                Neste último dia 25, a fim de acomodar todos os fiéis para a primeira Celebração Eucarística dominical na nova casa, celebrada pelo sacerdote arauto Pe. David Francisco, foi necessário ocupar parte das salas, escadas e áreas externas.  Após a Santa Missa, como de costume, várias rodas de conversas se estabeleceram entre as pessoas que discutiam temas os mais diversos proporcionando um alegre convívio entre os irmãos. O coral dos Cooperadores abrilhantou a celebração.
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