19 de setembro de 2017

Sangue de San Gennaro volta a liquefazer-se



           Inexplicável aos olhos da ciência, o sangue do mártir San Gennaro continua a desafiar aos incrédulos, liquefazendo-se todos os anos na presença de multidões de fiéis. O que pensar a respeito?
 
                 Os fiéis católicos de Nápoles foram mais uma vez protagonistas da miraculosa liquefação do sangue de San Gennaro, padroeiro da cidade, ocorrido hoje, dia 19, nas mãos do Arcebispo napolitano.            
                 Trata-se de um acontecimento maravilhoso que ocorre regularmente há séculos com a relíquia do santo que se conserva em um relicário de ouro  na Capela do Tesouro da Catedral.
             A história do mártir San Gennaro (São Januário) é comovente. No ano 305, em plena perseguição dos cristãos promovida pelo imperador Diocleciano, foram presos em Pozzuoli, cidade vizinha a Nápoles, os diáconos Sósio e Próculo, e os leigos Eutíquio e Acúrcio. O delito era terem eles confessado de público a sua fé católica, recusando-se a oferecer sacrifícios aos deuses pagãos.
               Gennaro, bispo de Benevento, quando soube do ocorrido, decidiu confortá-los visitando-os na prisão. Isso repetiu-se várias vezes, chamando a atenção do governador da província, que mandou prendê-lo juntamente com dois outros companhantes, Festo e Desidério.
                 Os três futuros mártires suportaram heroicamente os interrogatórios e torturas a que foram submetidos. Os juízes tentaram convencer o bispo Gennaro a apostatar de sua fé, e não conseguindo seu intento colocaram-no num forno alimentado pelas chamas, de onde saiu ileso sem sofrer qualquer dano em seu  corpo ou em suas vestes.  Mas os inimigos foram inexoráveis e, visando ridicularizar publicamente os três heróicos cavaleiros de Cristo, fê-los desfilar na frente do carro do governador, carregados de pesadas cadeias de ferro até à vizinha Pozzuoli. Chegando o lúgubre cortejo a Pozzuoli, foram colocados no mesmo cárcere em que se encontravam seus quatro amigos. Forjou-se então a sentença capital:  todos eles deveriamser lançados às feras.
                 Os sete condenados foram postos no meio do anfiteatro, enquanto  o público bradava pelo sangue dos mártires, e as esfomeadas feras eram soltas para devorá-los, mas... decepção, nenhuma quis sequer aproximar-se de suas vítimas.
                 O populacho, entretanto, aos gritos exigia a morte do santo bispo e de seus companheiros, afirmando que era por magia que as feras não lhes havia feito nenhum mal.
               Foram então condenados à decapitação, o que finalmente se deu nas proximidades.
               A tradição narra que uma mulher cristã muito piedosa, que presenciou a morte do bispo Gennaro, recolheu parte de seu sangue imediatamente após a sua morte. Era costume da época os cristãos recolherem um pouco de sangue numa ampola para ser colocada diante de seu túmulo.
                 Quanto às demais relíquias, tempos depois os fiéis de Nápoles obtiveram que fossem transladadas da pequena igreja de San Gennaro, vizinha a Solfatara, onde se achavam sepultadas.
Durante um período de guerras os restos do santo foram levados a Benevento, depois ao mosteiro do Monte Vergine, e só em l497 voltou solenemente a Nápoles que, a partir de então honra e venera a San Gennaro como seu patrono.

                 Um prodígio que se repete regularmente ao longo dos anos
                 Ninguém até hoje conseguiu explicar o permanente prodígio que ocorre com a relíquia de San Gennaro.  Um recipiente de cristal, sustentado por um relicário metálico, contém uma certa quantidade de sangue solidificado. Durante o ano, em três ocasiões distintas ele se liquefaz diante da multidão de fiéis sem explicação humana: no sábado anterior ao primeiro domingo de maio; na festa do santo em 19 de setembro; e em 16 de dezembro, aniversário da erupção do Vesúvio de 1631.
          Os fiéis lotam a igreja nestas festas. Um sacerdote expõe a relíquia sobre o altar, defronte à urna que contém a cabeça de San Gennaro. Em seguida gira vagarosamente o relicário para emonstrar que a massa enegrecida que aparece no interior da ampola está completamente solidificada e totalmente aderente ao cristal. A partir desse momento um grupo de fiéis denominado “parenti di San Gennaro” inicia uma ladainha de orações com invocações especiais do santo. Enquanto são feitas as súplicas pedindo o milagre, o ministro de Deus continua girando o relicário.
          De repente, sem que haja prévio aviso, os fiéis observam que a massa contida na ampola começa a derreter-se para em poucos segundos converter-se num líquido espesso. Em seguida, o sacerdote gira várias vezes o relicário para demonstrar que seu conteúdo não está mais colado ao cristal, se liquefez e segue na horizontal, não mais acompanhando o giro do relicário. Isso vai-se repetindo até que o delegado da chamada comissão laica vendo o sangue inteiramente liquefeito e borbulhante, faz sinal com um lenço indicando que o milagre está reconhecido. É o momento do sacerdote anunciar solenemente: “O milagre aconteceu!” Então, os fiéis expressam seu júbilo e sua fé com aplausos, orações em alta voz  e cânticos. Entoa-se o Te Deum e a relíquia é venerada pelo clero. Logo se formam grandes filas dos que desejam oscular o relicário, manifestando sua veneração ao padroeiro.
             Este singular acontecimento tem sido minuciosamente examinado por pessoas de opiniões opostas. Muitas têm sido as explicações naturalistas, mas até agora nenhuma chegou a convencer.
Entretanto, com base em rigorosas investigações de peritos pode-se afirmar que não se trata de nenhum truque.
Normalmente o conteúdo da ampola, tanto em forma sólida como líquida, ocupa somente metade ou pouco mais do recipiente.  Mas durante as liquefações de maio e de setembro o volume do conteúdo aumenta progressivamente, de forma perceptível, até encher totalmente o frasco. E este aumento de volume traz consigo um aumento de peso. Entre o peso máximo e o mínimo chegou-se a registrar a diferença de 27 gramas. Essas variações de peso e volume são de si inexplicáveis cientificamente. Além disso, o sangue, habitualmente frio e sólido, ao tornar-se líquido se aquece, tomando a temperatura de sangue novo recém-derramado. As pesquisas realizadas por cientistas em todos os tempos são unânimes em confirmar que se trata de sangue humano, e uma delas utilizando o espectroscópio, afirma tratar-se de sangue arterial.
           A Igreja não se opõe a que as investigações continuem, nem descarta a possibilidade de haver uma explicação natural para o fenômeno. A fé católica ensina que Deus é onipotente e que tudo quanto existe é fruto de sua criação. Mas ela é muito cuidadosa em afirmar categoricamente se um determinado fenômeno é de origem sobrenatural.
            Uma vez estabelecida a plena certeza de tratar-se de um milagre, aumentam os motivos para avivar nossa fé e para louvarmos a Deus.
             Os napolitanos têm San Gennaro como seu protetor contra os flagelos, os terremotos e as erupções do Vesúvio. Quando o milagre não se realiza nas datas indicadas, consideram eles que a demora é sinal de um ano de calamidade. Por isso a liquefação do sangue do mártir católico é esperada ansiosamente por todas as classes de pessoas.

Cooperadores Arautos abrilhantam Celebração Eucarística da 44a. Festa de San Gennaro



               San Gennaro, cujo sangue conservado em famoso relicário na Itália, acaba de se liquefazer milagrosamente em Nápoles nas mãos do cardeal da Arquidiocese, também foi homenageado no bairro paulistano da Mooca.


               O Coral Regina Angelorum, composto por cooperadores do Sodalício de Nossa Senhora da Saúde, dos Arautos do Evangelho, encarregou-se da solenização da Eucaristia presidida pelo abade do Mosteiro de São Bento, de São Paulo.
               Foi viva a  impressão causada no público presente pela apresentação musical e pelos cortejos realizados.


                Ao final da cerimônia eucarística o abade, acompanhado de outros religiosos beneditinos, pousou para uma fotografia junto aos membros do coral.


18 de setembro de 2017

Recentes atividades de Cooperadores paulistanos



              Nas últimas semanas, os cooperadores-arautos do Sodalício Nossa Senhora da Saúde, da capital paulista, promoveram ou participaram de diversas atividades apostólicas e de formação espiritual.
              Nas fotos abaixo, algumas destas realizações:

              Vários conferencistas apresentaram temas de grande atualidade. Entre eles seguem na ordem as palestras  proferidas pelos arautos Pe. Orlando Kimura, Sr. Antonio Oliveira Queiroz, Prof. Roberto Kasuo e Pe. Caio Newton da Fonseca.





                Em São Bernardo do Campo, uma das aulas de preparação para a Consagração a Jesus por Maria, realizada na Paróquia de Nossa Senhora de Fátima de São Bernardo do Campo.


              Missa e Procissão em homenagem a Maria na Capela de Nossa Senhora de Lourdes, na cidade de Mairiporã.



14 de setembro de 2017

Exaltação da Santa Cruz

             A condenação à morte pelo suplício da cruz era uma morte ignominiosa, reservada para os ladrões e assassinos. Segundo nos relata Cícero, os romanos tinham duas maneiras de eliminar os criminosos: uma nobre, a decapitação, e outra ignominiosa, que era a morte pela cruz. Portanto, Cristo morreu pela maneira mais cruel, a morte pela cruz.
             No suplício da cruz o condenado, ao ser pregado na cruz, chegava ao máximo da dor, uma vez que ao ter suas mãos pregadas na cruz, cada prego lhe dava uma descarga nos nervos, que fazia com que o condenado gritasse de dor. Na cruz o condenado perdia muito sangue e, em geral morria de asfixia, após muitas horas de sofrimento e, se continuava vivo, suas pernas eram quebradas e, neste caso, a morte era instantânea por asfixia. Com efeito, na cruz, a respiração é lenta e mais curta, pois o ar penetra os pulmões, mas não consegue fluir e o condenado tem sede de ar, semelhantemente ao asmático em plena crise.
              Bem, estamos rememorando esses fatos, para lhes dizer como foi cruel e dolorosa a morte de Jesus na Cruz. Entretanto, segundo os Evangelhos, Cristo ressuscitou e a cruz vazia passou a indicar para o cristão uma fonte de salvação e de ressurreição.
             Diz a história que, no dia 27 de outubro do ano 312 depois de Cristo, dois exércitos se defrontam às portas de Roma. O primeiro sai dos Muros Aurelianos para posicionar-se ao longo das margens do Tibre, junto à Ponte Milvio, comandado por Marcos Aurélio Valério Massêncio. O segundo, que desceu de Trier (na Alemanha) rumo a Roma, se coloca ao longo da via Flaminia, guiado por Flávio Valério Constantino. Os dois contendores lutam pelo título de Augusto do Ocidente, um dos quatro cargos supremos, na Tetrarquia, o novo sistema de governo do Império, ideado por Diocleciano.
             O sol começa a se por quando as tropas de Constantino vêem repentinamente surgir no céu um grande sinal luminoso, com uma frase chamejante: “In hoc signo vinces” “Com este sinal vencerás”.
              Eusébio de Cesareia, o primeiro grande historiador da Igreja recorda o acontecimento com estas palavras: “Um sinal extraordinário aparece no céu. (…) Quando o sol começava a declinar, Constantino vê com os próprios olhos, no céu, mais acima do sol, o troféu de uma cruz de luz sobre a qual estavam traçadas as palavras IN HOC SIGNO VINCES. Foi tomado por um grande estupor e, com ele, todo seu exército”.
             Com efeito, Constantino venceu e deu total liberdade aos cristãos, até então perseguidos pelo Império Romano. Com este fato histórico, a Cruz de Cristo, antes venerada com respeito, passou a ser símbolo de vitória, pois do lenho da cruz partiu a salvação do mundo. Daí, na exaltação da Santa Cruz e na Sexta Feira da Paixão cantar a Igreja, ao apresentar a cruz para que os fieis prestem adoração ao Cristo crucificado e morto: “Eis o lenho da cruz, do qual pendeu a salvação do mundo.”
             A cruz para o cristão, portanto não é símbolo de morte, mas de vida. Ela é nossa única esperança. A cruz está sempre presente na vida da Igreja, quer na celebração da Eucaristia, que no Batismo e demais sacramentos. O sinal da cruz é o indicativo de que a pessoa é cristã e nós o usamos sempre no início da Missa, com esse sinal nós somos abençoados e abençoamos em nome do PAI, do FILHO e do ESPÍRITO SANTO. Portanto, exaltar a cruz é exaltar a morte de Cristo e proclamar que Ele está vivo e por seu sacrifício na Cruz nos obteve a salvação.
             Bendita e louvada seja a cruz bendita do Senhor, símbolo de vida e de ressurreição.

12 de setembro de 2017

O Santo Nome de Maria e o Cerco de Viena


Dia 12 de setembro a Igreja celebra o Santo Nome de Maria. Contaremos o empolgante fato histórico que deu origem à dedicação deste dia para louvar o bendito nome da Mãe de Deus, nas palavras de Mons. João Scognamiglio Clá Dias.
O Santo Nome de Maria e o Cerco de Viena
“A Áustria é uma árvore imensa, cujo tronco é Viena. Derrubado este, os galhos cairão por si!”
Com estas palavras Karah Mustafá pôs termo final à discussão do grande conselho otomano que havia se reunido em Belgrado. Imediatamente, Maomé IV ordenou o início dos preparativos de uma imensa expedição militar que deveria conquistar a capital do império austríaco!
Um poderoso exército de 200 mil homens foi posto sob as ordens do impetuoso maometano cujas palavras atearam o fogo da guerra, ou seja, o próprio Karah Mustafá.
* Beato Inocêncio XI, um homem providencial
As notícias chegadas do Oriente espalharam-se céleres por toda Europa, mas infelizmente, ela estava dividida. O protestantismo, surgido no século XVI, continuava a se infiltrar nas nações cristãs ao longo do século XVII. Reis e Príncipes, esquecidos da concórdia cristã envolviam-se em perpétuas querelas e alguns não hesitavam em firmar infames alianças com o sultão de Istambul, a fim de favorecer seus egoísmos e amores-próprios como tristemente era o caso de Luis XIV, Rei de França.
Entretanto, um anjo velava pela Europa, o Santo Padre, o Papa Beato Inocêncio XI. Ele tentava, por todos os meios unir os príncipes cristãos. Mas, bem sabia que a salvação não viria dos homens, mas somente de Deus, e por isso implorava a intervenção divina através do poderoso e santo nome de Maria!
Com efeito, o Santo Padre resolvera num Capítulo de São Pedro em Roma, coroar de ouro e pedras preciosas a imagem de Nossa Senhora do Bom Conselho de Genazzano, a fim de que Ela obtivesse a constituição de uma Liga Católica. No dia 17 de novembro de 1682, foi a Santa Imagem do Bom Conselho coroada perante grande multidão de fiéis, por um cônego que representava o Sumo Pontífice.
A intercessão da Medianeira de todas as graças não demorou a se fazer sentir:
No dia 31 de março, o Imperador da Áustria, Leopoldo I, e o Rei da Polônia, João Sobieski, prometeram unir seus esforços contra o enorme exército que Maomé IV preparava com a intenção de apoderar-se de Viena.
* O Cerco de Viena
Em abril de 1683, o Grão-Vizir Mustafá pôs-se em marcha rumo a Viena.
No primeiro dia de maio, Leopoldo I passa em revista o exército imperial, que se compunha de 40 mil homens, e entrega o comando ao Duque Carlos de Lorena, que havia sido despojado de suas terras por Luis XIV, e encontrava-se, desde então, junto ao Imperador.
Após grave conversa com seus conselheiros, Leopoldo I decide abandonar a capital e refugia-se na cidade de Lintz.
O valoroso e destemido Conde Stahrenberg foi nomeado governador da cidade. O Duque de Lorena ordenou que 10 mil guerreiros ficassem com o Conde Stahrenberg para defender as muralhas de Viena. Corn os outros 30 mil, Carlos de Lorena iria tentar deter o avanço dos turcos.
No momento que o exército otomano cruzava o Rio Raab, os austríacos apresentaram-se para a batalha, mas logo foram rechaçados pelo numerosa tropa inimiga.
Desde 14 de julho de 1683, Viena ficou cercada, e completamente separada do exército imperial, que se havia retirado para a margem esquerda do Danúbio.
Um bosque de 25 mil tendas de campanha se estendia em forma de meia lua, rodeando a cidade; entre todas se distinguia a tenda do Grão-Vizir, verde por fora e radiante de ouro e prata por dentro, e com tantas salas e aposentos que mais parecia urna cidade fantástica, que uma tenda de campanha.
Nunca a Europa tinha sido tão ameaçada. O momento era de uma importância enorme. A meia lua, senhora dos muros de Viena, teria mudado todo o curso da História Universal.
* Iniciam-se os combates
O Grão-Vizir Karah Mustafá, não tardou em exigir que a cidade de Viena se rendesse incondicionalmente.
Após curta deliberação, os corajosos defensores fizeram ouvir a sua resposta: um formidável bombardeio!
Deu-se início a terríveis batalhas. Durante seis semanas os turcos atacaram e bombardearam ininterruptamente Viena, tentando tomá-la de assalto, enquanto a fome e a doença devastavam interiormente a capital do Império. Os habitantes preferiam, no entanto, ser sepultados nas ruínas da cidade e morrerem em defesa da Cristandade, a entregarem-se covardemente.
A cada dia esgotavam-se as provisões de pólvora e grande era a escassez de víveres.
No dia 4 de setembro, explode uma mina que faz tremer metade da cidade. Karah Mustafá dá ordem de avançarem contra a cidade. Já os turcos cravavam suas bandeiras nas muralhas, mas Stahrenberg conseguiu rechaçá-los após violentos combates e inúmeros atos de heroísmo.
Entretanto, os ataques tomavam-se cada vez mais violentos e ameaçadores, e o conde já se preparava para a luta nas ruas. Escolhe um, dentre os mais ousados cavaleiros, e manda-o levar uma mensagem ao exército do Duque de Lorena. O apelo é desesperado:
‘Não há mais tempo! Se não vierdes, estamos perdidos! Viena cairá!”
Carlos de Lorena, nada podia fazer...
* A poderosa intercessão de Maria
Nossa Senhora não é a mestra das obras inacabadas! Tendo - através de seu fiei servidor, o Papa Inocêncio XI - conseguido a formação da liga católica, Ela levaria a bom termo a sua providencial intercessão.
Na noite de 11 de setembro, os sitiados puderam ver, sobre as alturas da cordilheira do norte, o fulgor de inúmeras fogueiras. Era o Rei da Polônia, João Sobieski, que cumpria a sua promessa e avançava com um exército de 70 mil homens!
Felizes augúrios da intercessão da invencível Mediadora foram notados por todos em certas coincidências que assinalaram os preparativos da jornada: o exército polonês, depois de muitas dificuldades, conseguiu pôr-se em marcha no glorioso dia 15 de agosto, festa da Assunção; e o encontro de todas as forças aliadas, deu-se no dia 8 de setembro, festa da Natividade de Maria. Nesse dia, João Sobieski, feito comandante-em-chefe das tropas cristãs, preparou-se recebendo o Pão dos Anjos.
O domingo, dia 12 setembro de 1683 foi verdadeiramente um dia do Senhor. Ao raiar da aurora pode-se contemplar um quadro magnífico: trinta e dois principes, acompanhados por milhares de nobres assistiram à Santa Missa celebrada pelo delegado do Papa, Marco de Aviano, religioso capuchinho, com fama de santidade. Acolitava o Santo Sacrifício com os braços em Cruz o próprio João Sobieski. Todos comungaram, e o Padre Marco de Aviano deu a bênção, dizendo:
– Em nome do Santo Padre, digo-vos que, se tiverdes confiança em Deus, a vitória é vossa!
O Soberano polonês, após armar cavaleiro seu filho e incitar o exército ao combate, afirmou:
– A batalha de hoje decidirá não apenas a libertação de Viena, mas a conservação da Polônia e a salvação da cristandade inteira!
A atenção dos povos da Europa voltavam-se para Viena, e todos uniam-se aos defensores da Cristandade, pois o Papa dera ordem de expor o Santíssimo Sacramento em todas as Igrejas do Continente.
* A batalha decisiva
Ao brado de ‘Deus é nosso auxílio!” os oitenta e quatro mil homens que formavam as tropas cristãs, arremeteram contra os duzentos mil soldados do império otomano.
As nove horas da manhã, o Duque de Lorena deu início ao combate com a ala esquerda. A batalha se generalizou somente às duas horas da tarde, pois o centro das forças católicas avançava lentamente. Os muçulmanos lutavam com ferocidade, os cristãos com ousadia. A terra estremecia corn o troar dos canhões e com o estrondo galopante da cavalaria.
Não havia colina em que não se travasse uma luta tremenda. Entre o vozerio do combate, subia até o céu, como um brado de guerra, o dulcíssirno nome de Maria.
A cavalaria polonesa havia se adiantado demasiadamente no campo inimigo e quase foi envolvida pelas tropas do Grão-Vizir. O exército imperial veio em seu auxílio e conseguiu libertá-la.
As seis da tarde, a situação ainda não estava definida no campo de batalha, sendo a superioridade numérica dos turcos esmagadora.
Finalmente os alemães penetraram no campo do adversário pelo lado esquerdo; uma hora depois, os poloneses faziam o mesmo pelo lado direito. Como uma poderosa tenaz começaram a apertar o centro do exército de Mustafá.
O Grão-Vizir compreendeu que não podia mais sustentar o combate, e, chamando seus filhos, começou a chorar como uma criança. Em seguida, suplicou ao chefe dos tártaros:
- Salva-me, se podes!
Mas ele respondeu:
- Conheço bem esse rei dos poloneses: é irresistível! Pensemos antes em fugir e salvar nossas vidas!
Os turcos começaram então a fugir, e grande foi o desastre que se abateu sobre eles. O acampamento muçulmano inteiro, com suas imensas riquezas, caiu em poder dos católicos. Viena estava salva!
João Sobieski foi o primeiro a entrar na tenda do Grão-Vizir. O eleitor da Baviera, o Príncipe de Waldeck e muitos outros príncipes do Império vieram até ele e abraçaram-no com imenso afeto.
No dia 13 de setembro, o monarca e suas tropas vitoriosas entraram na cidade. O governador Stahrenberg, a frente de urna multidão, foi a seu encontro. Dirigiram-se todos para a Igreja de São Roque e São Sebastião, e lá foi entoado o Te Deum em agradecimento por tão esplêndida e miraculosa vitória.
O Rei da Polônia, ao deixar a Igreja, foi envolvido pelo povo que lhe beijava as mãos, as botas e o manto e bradava: ‘Fuit homo missus a Deo, cui nomen erat Johannes (Jo 1, 6)”, repetindo assim as palavras do Evangelho que São Pio V aplicara a Dom João d’Austria, o vitorioso de Lepanto: ‘Houve um homem enviado por Deus, cujo nome era João”.
O perigo havia sido imenso, Stahrenberg, defensor da cidade, já não tinha sob suas ordens mais de 4 mil homens: 5 mil haviam tombado em combate e os restantes jaziam nos hospitais e enfermarias improvisados.
Inocêncio XI, cujos auxílios tomaram possíveis a vitória do exército católico, mandou iluminar a Cidade Eterna e fez percorrer pelas cidades italianas a bandeira conquistada aos turcos. O bem-aventurado Sumo Pontífice havia sido, na realidade, a alma da liga católica. Desde o início viu no nome de Maria os primeiros raios fulgurantes da estrela anunciadora da vitória!
Por isso, instituiu no dia 12 de setembro a festa do Santíssimo Nome de Maria, para perpetuar a lembrança da libertação de Viena e para mostrar ao povo cristão quanta é a confiança que se deve ter na invocação deste dulcíssimo nome: Maria! Foi por meio dEle que se alcançou o memorável triunfo da Fé e da Civilização Cristã.

8 de setembro de 2017

Natividade da Virgem Maria



             O nascimento de Maria traz ao mundo o anuncio jubiloso de  uma boa nova: a  Mãe do Salvador já está entre nós. Ele é o alvorecer prenunciativo de nossa salvação, o início  histórico da obra da Redenção.    

              Hoje é festa da Natividade da Mãe de Deus.
              Como celebraremos o nascimento de Maria?
              Essa pergunta, feita por São Pedro Damião em seu "Segundo Sermão sobre a Natividade de Nossa Senhora", ainda surge hoje quando se trata de comemorar essa solenidade. O acontecimento é grande demais. E assim o santo justificou sua perplexidade:
              "Por ocasião do nascimento de Maria, as trevas desaparecem, o céu recobre-se de cores festivas, toda a natureza se enche de júbilo. Jesus ainda não aparece, mas seus primeiros raios resplandecem em Maria, como numa aurora de graça e amor".
              "Às trevas do paganismo e à falta de fé dos judeus, representadas pelo templo de Salomão, sucede o dia luminoso no templo de Maria. É justo, portanto, cantar este dia e Aquela que nele nasceu. Mas como poderíamos celebrá-la dignamente? Podemos narrar as façanhas heroicas de um mártir ou as virtudes de um santo, porque são humanas. Mas como poderá a palavra mortal, passageira e transitória exaltar Aquela que deu à luz a Palavra que permanece?
               Como dizer que o Criador nasce da criatura?"

               Santo Afonso de Ligório comenta:
               "A nossa celeste menina, tanto por causa de seu ofício de medianeira do mundo, como em vista de sua vocação para Mãe do Redentor, recebeu, desde o primeiro instante de sua vida, graça mais abundante que a de todos os Santos reunidos. E que admirável espetáculo para o Céu e para a Terra, não seria a alma dessa bem-aventurada menina, encerrada ainda no seio de sua mãe! Era a criatura mais amável aos olhos de Deus, pois que, já cumulada de graças e méritos, podia dizer:  'Quando era pequenina agradei ao Altíssimo'.
               E ao mesmo tempo era a criatura mais amante de Deus, de quantas até então haviam existido.
               "Houvera, pois, nascido imediatamente após a sua Imaculada Conceição, e já teria vindo ao mundo mais rica em méritos e mais santa do que toda a corte dos Santos. Imaginemos, agora, quanto mais santa nasceu a Virgem, vendo a luz do mundo só depois de nove meses, os quais passou adquirindo novos merecimentos no  seio materno!"

SAIBA MAIS

29 de agosto de 2017

VI Romaria do Apostolado do Oratório a Canindé CE




Procissão dos Oratórios do Imaculado Coração de Maria
abre a VI Romaria pelas ruas de Canindé(CE)

Canindé (CE) recebe pela sexta vez os romeiros do Apostolado do Oratório
No ano do Centenário de Fátima, os Arautos do Evangelho promoveram neste domingo, 27 de agosto, a VI Romaria à Basílica de São Francisco das Chagas. A comemoração de tão significativa data para os devotos de Maria Santíssima que se dirigiram ao santuário franciscano foi marcada inicialmente com a procissão dos Oratórios do Imaculado Coração de Maria conduzidos por coordenadores do Apostolado do Oratório - Maria, Rainha dos Corações provenientes de diversas cidades do Estado do Ceará. 

Os Cooperadores de Fortaleza tomaram parte ativa nesta atividade apostólica.
Procissão dos Oratórios parte diante da Igreja de Nossa Senhora das Dores
A procissão partiu da Igreja Nossa Senhora das Dores até à Basílica pelas estreitas ruas do centro de Canindé tendo a frente a força juvenil de membros do Projeto Futuro e Vida, dos Arautos do Evangelho, com seus instrumentos musicais entoando hinos eucarísticos intercalados com orações em honra a Mãe de Deus. Cooperadores dos Arautos do Evangelho; Coordenadores, participantes e familiares do Apostolado do Oratório e um grande número de simpatizantes cantavam e rezavam a uma só voz ao longo do trajeto que unia os dois templos católicos.  



Ao final da procissão, os participantes da VI Romaria se perfilaram defronte à Basílica-Santuário e ali mesmo através dos alto-falantes da Basílica receberam as boas-vindas do Pároco e Reitor do Santuário de São Francisco das Chagas, Frei Marconi Lins de Araújo, OFM, que coroou a Imagem Peregrina do Imaculado Coração de Maria sob os olhares dos fieis que encheram a Basílica para a Santa Missa celebrada logo em seguida por um sacerdote arauto.  

Frei Marconi Lins, OFM, Reitor do Santuário de São Francisco das Chagas
acolheu os Arautos do Evangelho na entrada da Basílica

A celebração eucarística foi iniciada com o tradicional cortejo formado pelos coordenadores de oratórios que durante o ofertório depositaram no altar seus respectivos oratórios representando todas as famílias participantes dessa obra de evangelização. Ao final da Santa Missa se aproximaram do presbitério todos aqueles que desejavam bênçãos especiais para seus objetos religiosos e reunindo-se tiraram uma fotografia com os Arautos do Evangelho.


A programação da tarde constou de visita ao Mosteiro do Santíssimo Sacramento, das Irmãs Clarissas, onde se realizou a segunda Missa celebrada por outro sacerdote arauto.
Na capela lotada daquele mosteiro foi realizada a imposição de escapulários na grande maioria dos romeiros.

Antes de partirem para suas cidades de origem os romeiros quiseram despedir-se de Canindé passando pelo monumento de São Francisco de Assis erguido em honra ao fundador da Ordem Franciscana.
 
Por Fim, o Meu Imaculado Coração triunfará!!!!

22 de agosto de 2017

Nossa Senhora, Rainha do Universo



            Em meio ao júbilo de toda a corte celeste, o Pai Eterno A coroou, comunicando-Lhe a onipotência da súplica; o Filho, a sabedoria; e o Espírito Santo o amor.

            Hoje a Igreja comemora Nossa Senhora, Rainha. Essa augusta prerrogativa da Virgem nos é apresentada com maior profundidade pelo santo Fundador dos Redentoristas, ao iniciar ele seus belos e piedosos comentários sobre a Salve Rainha:
            "Tendo sido a Santíssima Virgem elevada à dignidade de Mãe de Deus, com justa razão a Santa Igreja A honra, e quer que de todos seja honrada com o título glorioso de Rainha. Se o Filho é Rei justamente a Mãe deve considerar-se e chamar-se Rainha. Desde o momento em que Maria aceitou ser Mãe do Verbo Eterno, diz São Bernardino de Siena, mereceu tornar-se Rainha do mundo e de todas as criaturas. Se a carne de Maria, não foi diversa da de Jesus, como, pois, da monarquia do Filho pode ser separada a Mãe?
             Por isso deve julgar-se que a glória do reino não só é comum entre a Mãe e o Filho, mas também que é a mesma para ambos.
       "Se Jesus é Rei do universo, do universo também é Maria Rainha. De modo que quantas são as criaturas que servem a Deus, tantas também devem servir a Maria. Por conseguinte, estão sujeitos aos domínio de Maria os Anjos, os homens e todas as coisas do Céu e da Terra, porque tudo está também sujeito ao império de Deus. 
             Eis por que Guerrico abade Lhe dirige estas palavras: "Continuai, pois, a dominar com toda a confiança; disponde a vosso arbítrio dos bens de vosso Filho; pois, sendo Mãe, e Esposa do Rei dos reis, pertence-Vos como Rainha o reino e o domínio sobre todas as criaturas."
Veja mais: AQUI

21 de agosto de 2017

São Pio X, um dos maiores papas da Igreja


São Pio X, Papa - Festa dia 21 de agosto.
             Era o segundo de dez filhos de uma família rural da província de Treviso. Ordenado em 1858, estudou direito canônico e a obra de São Tomás de Aquino. Em 10 de Novembro de 1884 foi elevado a Bispo de Mântua, e em 1896 a Patriarca de Veneza sendo eleito Papa em 4 de Agosto de 1903 com 55 dos 60 votos possíveis no conclave.
            O seu lema era "Renovar todas as coisas em Cristo". Por esta razão, foi um defensor intransigente da ortodoxia doutrinária e governou a Igreja Católica com mão firme numa época em que esta enfrentava um laicismo muito forte e diversas tendências do modernismo, encarado por ele como a síntese de todas as heresias nos campos dos estudos bíblicos e teologia.
             Na lápide do seu túmulo na Basílica de São Pedro no Vaticano, lê-se: A sua tiara era formada por três coroas: pobreza, humildade e bondade. Foi beatificado em 1951 e canonizado em 3 de setembro de 1954 por Pio XII.
             Pio X introduziu grandes reformas na liturgia e codificou a Doutrina da Igreja Católica, sempre num sentido tradicional e facilitou a participação popular na Eucaristia. Foi um Papa pastoral, encorajando estilos de vida que refletissem os valores cristãos. Permitiu a prática da comunhão eucarística frequente e fomentou o acesso das crianças à Eucaristia quando da chegada à chamada idade da razão. Promoveu ainda o estudo do canto gregoriano e do catecismo (ele próprio foi autor de um catecismo, designado por Catecismo de São Pio X). Criou a Pontifícia Comissão Bíblica e colocou as bases do Código de Direito Canônico, promulgado em 1917 após a sua morte. Publicou dezesseis encíclicas.
              É considerado um dos maiores dos Papas da Igreja.

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20 de agosto de 2017

Maria Santíssima sobe ao Céu em corpo e alma



              A Igreja comemora hoje a festa da Assunção, e nos convida a meditar sobre a glória inefável da Virgem Maria, o Paraíso de Deus.

              Maria Santíssima, cumprida sua missão nesta Terra, e toda ardente do desejo de se unir ao seu adorável Filho na eternidade, adormeceu suavemente no Senhor. Não foi a morte vestida de luto e tristeza, mas antes o amor divino, adornado de luz e alegria, que veio romper o fio de tão nobre vida. E sem que seu corpo virginal sofresse as injúrias da corrupção, também Ela ressuscitou e foi levada gloriosamente aos Céus, de onde saiu a recebê-La Jesus, com a bem-aventurada companhia dos Anjos e dos Santos.
              Maria entra na mansão celestial. Toda formosa e resplandecente, como a bendita entre todas as mulheres, a cheia de graça, a predileta de Deus, a imaculada, a mais bela de todas as criaturas.


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8 de agosto de 2017

São Domingos de Gusmão e a origem do Santo Rosário



          Hoje, 8 de agosto, a Igreja Católica comemora São Domingos de Gusmão.
         Foi ele o varão escolhido por Deus para a insigne graça de receber o Santo Rosário das mãos da Virgem Santíssima. O fato se deu em 1214, na França, na cidade de Toulouse, quando o santo orava e fazia penitência pelos pecados dos homens, obstáculo para a conversão dos albigenses. Domingos passou três dias e três noites rezando e macerando o seu corpo com o objetivo de aplacar a cólera divina. Quando parecia morto pelas disciplinas, Nossa Senhora lhe apareceu acompanhada de três princesas celeste. Com sua voz materna, disse-lhe:
         – “Sabes tu, meu querido Domingos, de que arma se serviu a Santíssima Trindade para reformar o mundo?”
        – Ó Senhora! respondeu ele, Vós o sabeis melhor que eu, porque depois de vosso Filho, Jesus Cristo, fostes o principal instrumento de nossa Salvação.
         Respondeu-lhe Maria Santíssima:
      – “Sabei que a peça principal da bateria foi a saudação angélica, que é o fundamento do Novo Testamento; e portanto, se queres ganhar para Deus esses corações endurecidos, reza meu saltério”.
      Após a aparição, São Domingos entrou na Catedral de Toulouse, enquanto os sinos tocavam sem intervenção humana, para reunir os fiéis.
        Quando o santo começou a pregar, uma espantosa tormenta desatou, houve tremor de terra, o sol se velou, ouvia-se terríveis trovões e relâmpagos. Uma imagem da Virgem levantou três vezes os braços para pedir a Deus justiça para aqueles que não se arrependessem e recorressem à Sua proteção.
         São Domingos orou e, por fim, cessou a tormenta. Pôde ele, então, continuar sua pregação, e com tal zelo e fogo, que os habitantes da cidade abraçaram quase todos a devoção ao Santo Rosário. Em pouco tempo, viu-se uma substancial mudança na vida das pessoas.
       São Domingos de Gusmão fez desta fundamental prática de devoção mariana um eficaz instrumento para suas próprias necessidades, e usou-a com enorme fruto enquanto método de pregação.
        Os benefícios do Rosário de tal forma enriqueceram a vida da Igreja, que Papas, Santos e doutores incentivaram a sua prática com especial empenho.

XIII Congresso Internacional de Cooperadores dos Arautos do Evangelho



          No último final de semana do mês de Julho, os Cooperadores dos Arautos do Evangelho,  também conhecidos como Terciários, foram surpreendidos pela pergunta:
São José: Quem o conhece?
          Certamente, todos os que tiveram a graça de participar do 13º. Congresso Internacional dos Cooperadores dos Arautos do Evangelho, realizado no Seminário Arautos do Evangelho – Thabor, localizado na Serra da Cantareira, em cujo complexo também se encontra a Basílica Menor Nossa Senhora do Rosário – todos responderiam de forma muito tímida em relação a seu próprio conhecimento a respeito das grandezas da Vocação do Patriarca da Santa Igreja e pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, o glorioso São José! De fato, após as brilhantes e entusiásticas exposições que tiveram lugar no Congresso, esse conhecimento foi aumentado exponencialmente.
         Durante dois dias, Cooperadores dos Arautos do Evangelho, vindos de todas as partes do Brasil e de vários países do mundo, num total aproximado de 800 pessoas, puderam apreciar as exposições do Revmo. Pe. Ricardo Basso, EP e Revmo. Pe. Alex Britto, EP que, de maneira muito clara e com muita vivacidade explanaram detalhes impressionantes e desconhecidos da vida e da Missão do grande Patriarca. Como foi ele escolhido pela Providência para cuidar dos dois tesouros mais preciosos que Deus colocou nesta terra: Jesus Menino e a Santíssima Virgem.
         Infelizmente, a grande maioria dos católicos não tem acesso e, portanto, não conhece as maravilhas que a respeito de São José apresentam os Evangelhos, os Santos Padres da Igreja e os grandes estudiosos exegetas, especialistas na matéria. Durante dois dias inteiros (no Sábado e no Domingo), os Terciários congressistas estabeleceram um rico contato com a vida do glorioso São José.
         Ao final do último dia de Congresso, foram os Terciários brindados com um presente especialíssimo: estando impossibilitado de ir ao Congresso, Monsenhor João Clá Dias, Fundador dos Arautos do Evangelho, fez chegar a todos a sua mais recente Obra sobre a vida deste grande Santo: São José: Quem o conhece? O contentamento e o entusiasmo de todos diante deste presente foi estupendo, fenomenal. Havia um comentário de que Monsenhor estava se dedicando, nos últimos meses, a escrever este livro, mas, no Congresso, todos tiveram oportunidade exclusiva de ter em mãos, por uma especial gentileza do Fundador, essa Obra que, em 467 páginas aborda aspectos inéditos da vida e da Missão do grande Patriarca São José.
         Mais do que conhecer a vida do pai do Menino Jesus e Patriarca da Igreja, o estudo deste livro, juntamente com a memória das imensas graças recebidas durante estes dias de convívio fraterno, irá permitir a todos os participantes aumentarem substancialmente a sua devoção ao santo Pai adotivo do Menino Jesus.
         Durante o Congresso, os Terciários também puderam ter contato com duas Autoridades Eclesiásticas: o Bispo Auxiliar de São Paulo, Dom Sérgio de Deus, que celebrou a Santa Missa inaugural do Congresso no dia 28 de Julho, sexta feira e, com Dom Frei Jaime Splenger, OFM, Arcebispo de Porto Alegre, que além de celebrar a Santa Missa no Domingo pela manhã, participou ativamente da conferência da parte da manhã, proferida pelo Pe. Alex Brito, além de compartilhar um animado almoço junto com os Terciários.
         Durante o segundo dia de Congresso, no Sábado, houve também a belíssima cerimônia de recepção de novos Terciários. Em torno de 100 pessoas, de vários Estados brasileiros receberam a túnica de Cooperadores dos Arautos do Evangelho, assinando, ao mesmo tempo, o termo de compromisso que os liga à Instituição.
         Enfim, esperamos que os frutos deste Congresso se faça valer num aumento esplendoroso da devoção a São José por todos os participantes e também por todos aqueles que possam ser influenciados pelo apostolado desenvolvido pelos Terciários dos Arautos do Evangelho.
         Afinal, como cita Monsenhor João Clá na introdução do referido livro “a atuação de São José no terceiro milênio há de ser decisiva. Não foi por acaso que, na última aparição de Nossa Senhora em Fátima, os pastorinhos viram-no abençoar o mundo três vezes. O alcance profético dessas bênçãos ainda está por ser explicitado, mas, sem dúvida, elas marcarão os acontecimentos vindouros e terão um papel determinante para o cumprimento da promessa feita pela Santíssima Virgem na Cova da Iria: ‘Por fim o meu Imaculado Coração triunfará”.
         Seguem algumas fotos do evento:

Abertura do Congresso com a coroação de Maria e entrada solene de São José
(clique sobre as fotos)

Celebração Eucarística 

100 novos terciários recebem suas túnicas e assinam compromisso



Cortejo em direção ao auditório

Dois dias de conferências, iniciadas com uma homenagem musical à Virgem Maria

Adoração ao Santíssimo Sacramento

Um presente de Mons. João Clá: "São José, quem o conhece?"

Duas das delegações presentes: Fortaleza e Maringá


Alguns "flashs" de participantes