10 de novembro de 2017

Em honra a São Judas Tadeu



            No inspirador panorama da Serra da Cantareira, na Vila Machado, em Mairiporã, encontra-se uma pequena, acolhedora e bela Capela dedicada a São Judas Tadeu, o Apóstolo patrono das causas impossíveis.
            Diz-se que a gratidão é a mais frágil das virtudes; entretanto os fiéis desta comunidade, pertencentes à Paróquia Nossa Senhora das Graças, gratos por tantos benefícios recebidos desse Santo, não podiam deixar passar a festa de seu Padroeiro sem uma intensa manifestação de gratidão, promovendo um tríduo com cerimônias religiosas e encontros sociais, cientes de que, estreitando-se os laços que os unem a Deus, criam-se também vínculos mais fortes no convívio humano, porque feitos através da fé.
            Foram celebradas as santas Missas para a comunidade, que pôde se beneficiar também, a cada dia, com alguns minutos de adoração ao Santíssimo Sacramento, culminando com uma solene bênção. Outras inúmeras atividades, entre elas uma concorrida procissão, se desenvolveram na comunidade, contando com a presidência do capelão Pe. Alex Barbosa de Brito.
           Os Cooperadores do Sodalício de Nossa Senhora da Saúde, de São Paulo,  tiveram papel importante na elaboração e execução dos atos em louvor ao Santo padroeiro.




2 de novembro de 2017

México: Centenário de Fátima



          Com a Basílica de Nossa Senhora de Guadalupe, na cidade do México, repleta de fiéis, encerrou-se o Congresso comemorativo do Centenário de Fátima.
          O Congresso teve início na Basílica Antiga com um cortejo para introduzir a Virgem de Fátima. Em nome dos presentes, Mons. Pedro Agustin Ribera (antigo reitor desta Basílica e cônego honorário da Basílica atual) coroou solenemente a Imagem Peregrina.
          Ao longo do dia foram várias as exposições sobre importância das aparições de Fátima para os dias atuais.
          Entre os expositores estiveram: Pe. Rogelio Alcántara da Comissão para a Doutrina da Fe da Arquidiocese do México); Sr. Estebán Arce (um conhecidoa presentador do principal canal de televisão - Televisa); Sr. Manuel Capetillo (Pregador leigo e apresentador do canal católico María Visión); Sr. Roberto ÓFarrill (Apresentador católico de televisão); e o Sr. José Antonio Dominguez (Arautos do Evangelho).
         Houve também uma Hora Santa com exposição do Santíssimo Sacramento, dirigida por Mons. Pedro Agustin.
         O Congresso contou com a presença de aproximadamente 1000 pessoas.
         Um sacerdote arauto, Pe. Carlos Alberto Soares Correia,  atendeu confissões ao longo do dia.
         As 19,00 hs. realizou-se a procissão luminosa, com a recitação do rosário na explanada da Basílica.
         Em seguida, houve a Celebração Eucarística presidida por Mons. Adolfo Miguel Castaño, Bispo Auxiliar da Arquidiocese da Cidade do México, e concelebrada por vários sacerdotes.
         O evento foi transmitido integralmente pelo programa “Adelante en la Fé”, da televisão via internet da Arquidiocese.
         Além dos Arautos do Evangelho pertencentes à Ordem Primeira, também os Cooperadores-Arautos mexicanos tiveram papel de destaque nas homenagens a Maria Santíssima.

 (clicar sobre as fotos)


Purgatório: é certa sua existência



             A existência do Purgatório foi ensinada pela Igreja desde os tempos mais remotos e foi aceita com indubitável fé quando a Palavra de Deus foi pregada. A doutrina é revelada na Sagrada Escritura e crida por milhões e milhões de crentes de todos os tempos.
             Entretanto, as idéias de alguns sobre este tema tão importante muitas vezes são vagas e superficiais; são como pessoas que cerram seus olhos e caminham deliberadamente no fio de um precipício.
             Seria bom recordar que a melhor maneira de diminuir nossa estadia no Purgatório - o ainda mais, evitá-lo -  é ter uma clara idéia dele, e de pensar bem nele e adotar os remédios que Deus nos oferece para evitá-lo. Não pensar nele é fatal. É cavar para si mesmos a fossa, e preparar para si um terrível, longo e rigoroso Purgatório.

            Assim começou um sacerdote arauto a explicar a doutrina da Igreja Católica sobre a existência do Purgatório numa palestra para cooperadores dos Arautos do Evangelho.
             Logo no início, depois da Celebração Eucarística, para ilustrar tão palpitante tema mencionou o exemplo de um príncipe polonês ateu, citado na obra “Almas Benditas”, livrinho excelente, com aprovação eclesiástica. Depois, durante 40 minutos discorreu sobre o tema, com base no Catecismo da Igreja Católica.
             Segue o exemplo citado:
             Houve um príncipe polonês, que por uma razão política, foi exilado de seu pais natal, e chegado à França, comprou ali um lindo castelo. Desafortunadamente, perdeu a Fé de sua infância e estava, ocupado em escrever um livro contra Deus e a existência da vida eterna. Dando um passeio uma noite em seu jardim, se encontrou com uma mulher que chorava amargamente. Perguntou-lhe o porquê de seu desconsolo.
             "Oh, príncipe, ela replicou, sou a esposa de John Marie, seu mordomo, o qual faleceu faz dois dias. Ele foi um bom marido e um devoto servente de Sua Alteza. Sua enfermidade foi larga e gastei todos os recursos em médicos, e agora não tenho dinheiro para ir a oferecer uma Missa por sua alma".
             O príncipe, tocado pelo desconsolo desta mulher, lhe disse algumas palavras, e ainda que professava já não crer mais na vida eterna, lhe deu algumas moedas de ouro para que mandasse celebrar a Missa por seu defunto esposo.

             Um tempo depois, também de noite, o príncipe estava em seu estúdio trabalhando febrilmente em seu livro. Escutou um ruidoso tocar a porta, e sem levantar a vista de seus escritos, convidou a pessoa a entrar. A porta se abriu e um homem entrou e parou defronte à escrivaninha do príncipe. Ao levantar a vista, qual não foi a surpresa do príncipe ao ver a John Marie, seu mordomo morto, que o olhava com um doce sorriso.
             "Príncipe, lhe disse, venho agradecer-lhe pelas Missas que você permitiu que minha mulher encomendasse por minha alma. Graças ao preciosíssimo Sangue de Cristo, oferecido por mim, vou agora ao Céu , mas Deus me permitiu vir aqui e agradecer-lhe por suas generosas esmolas".
             Logo acrescentou solenemente "Príncipe, há um Deus, uma vida futura, um Céu e um Inferno". Dito isto, desapareceu.
             O Príncipe caiu de joelhos e recitou o Credo (Creio em Deus, Pai todo poderoso, Criador do Céu e da Terra...).
                                                             * * * * *
             Dia de Finados: rezemos pelas almas do Purgatório!

31 de outubro de 2017

Solenidade de Todos os Santos

      
        Santo Agostinho diversas vezes em seus escritos recorda-se do Monte Olimpo. Montanha tão alta que lá não se sente nem ventos, nem nuvens, nem chuvas. Nem mesmo as aves podem lá pousar, porque fica tão alto, que o ar ali é muito puro e subtil, e por isso não se podem lá produzir e sustentar as nuvens que precisam de ar mais denso.
        Por esta mesma razão, nem as aves nem os homens podem lá viver, porque, sendo o ar tão rarefeito e leve, não é suficiente para poder respirar. Alguns que conseguiram subir tiveram de levar consigo esponjas molhadas para que, pondo-as no nariz, pudessem adensar o ar, e respirar melhor. Estes alpinistas lá no cimo do monte escreviam certas letras no pó, e no ano seguinte encontravam-nas tão inteiras e bem formadas como as tinham deixado, pois lá não chegavam nem os ventos nem as chuvas.
         Pois bem, este é o estado de perfeição a que subiram e chegaram os que possuem uma inteira conformidade com a vontade de Deus. Subiram tão alto e alcançaram tamanha paz, que não há nuvem, nem ventos, nem chuvas que lá cheguem, nem aves de rapina que salteiam nem roubam a paz e alegria de seu coração, são estes os Bem-aventurados de quem Nosso Senhor fala no Evangelho desta Solenidade de Todos os Santos.
                                                                      ***
          Na Solenidade de Todos os Santos a Igreja celebra todos aqueles que já se encontram na plena posse da visão beatífica, inclusive os não canonizados. Sim, alegremo-nos, porque santos são também — no sentido lato do termo — todos os que fazem parte do Corpo Místico de Cristo: não só os que conquistaram a glória celeste, como também os que satisfazem a pena temporal no Purgatório, e os que, ainda na Terra de exílio, vivem na graça de Deus.

 A filiação divina nos confere uma qualidade
          Em que consiste, pois, essa bem-aventurança? Na segunda leitura (I Jo 3, 1-3) São João nos dá a resposta: “Vede que grande presente de amor o Pai nos deu: de sermos chamados filhos de Deus. E nós realmente o somos” (I Jo 3, 1a). Na verdade, por ocasião do Batismo, embora a natureza humana continue a mesma, com inteligência, vontade e sensibilidade, acrescenta-se em nós uma qualidade: a participação na própria natureza divina, que nos assume por completo.  A graça, explica São Boaventura, “é um dom que purifica, ilumina e aperfeiçoa a alma; que a vivifica, a reforma e a consolida; que a eleva, a assimila e a une a Deus, tornando-a aceitável; pelo que semelhante dom justamente chama-se graça, pois nos faz gratos, isto é, graça gratificante”.
         Sendo um bem do espírito, não pode ser vista com os olhos materiais, pois estes captam só o que é sensível, mas comprovamos, isto sim, seus efeitos. Santa Catarina de Sena, a quem Nosso Senhor concedera a graça de contemplar o estado das almas, chegou a afirmar a seu confessor: “Meu pai, se vísseis o fascínio de uma alma racional, não duvido que daríeis cem vezes a vida pela sua salvação, porque neste mundo nada há que se lhe possa igualar em beleza”.
       Imaginemos um vitral esplendoroso, com uma perfeita combinação de cores, fabricado com vidro da melhor qualidade, contendo até ouro na sua composição. Uma vez posto na janela, se não é iluminado, que valor terá peça tão espetacular? Entretanto, a partir do momento em que os raios de luz sobre ele incidem, brilhará com extraordinários matizes, desdobrando-se em mil reflexos multicoloridos.
        Da mesma forma como a luz ilumina o vitral, também a graça confere nova qualidade à alma humana, que é, por assim dizer, submersa na natureza divina.

Uma semente da glória futura

 


            Filhos de Deus... “nós o somos! Se o mundo não nos conhece é porque não conheceu o Pai. Caríssimos, desde já somos filhos de Deus, mas nem sequer se manifestou o que seremos” (I Jo 3, 1b-2a).
         De fato, enquanto permanecemos neste mundo, em estado de prova, temos a graça santificante, recebida no Batismo, e as graças atuais, que Deus derrama sobre nós ao longo da nossa existência. Todavia, estamos apenas no começo do caminho, pois, só quando contemplarmos a Deus face a face, esta graça se transformará em glória e chegaremos ao “estado de homem feito, a estatura própria da maturidade de Cristo” (Ef 4, 13).

A ideia da felicidade eterna

         Esta é a felicidade absoluta da qual os Santos, já gozam em plenitude na eternidade e com a qual nenhuma consolação desta vida é comparável. Nossa ideia a propósito da felicidade é tão humana, que julgamos, muitas vezes, possuí-la em grau máximo ao obter algo que muito desejamos. A mera inteligência do homem não alcança a compreensão da felicidade do Céu, pois em relação a Deus somos como formigas que, andando pela terra, levantassem a cabeça para olhar o voo de uma águia no céu. A diferença entre uma formiga e uma águia é ridícula perto da infinitude existente entre a razão humana e a inteligência divina. E ainda que, dotados de uma capacidade incomum, passássemos trezentos bilhões de anos estudando, nosso verbo continuaria falho e não encontraríamos termos para nos expressarmos devidamente a respeito de Deus.

Um empréstimo da inteligência divina

        Pois bem, em seu infinito amor, Deus quis dar às criaturas inteligentes, Anjos e homens, um empréstimo de sua luz intelectual, o lumen gloriæ. O eminente dominicano padre Santiago Ramírez define o lumen gloriæ como “um hábito intelectual operativo, infuso per se, pelo qual o entendimento criado se faz deiforme e torna-se imediatamente disposto à união inteligível com a própria essência divina, e se torna capaz de realizar o ato da visão beatífica”.
         Esse “fazer-se deiforme” significa que quem entra na bem-aventurança e contempla a Deus face a face se torna semelhante a Ele, como afirma São João na continuação de sua Epístola: “Sabemos que, quando Jesus se manifestar, seremos semelhantes a Ele, porque O veremos tal como Ele é” (I Jo 3, 2b). Só no Céu veremos a Nosso Senhor Jesus Cristo de fato, uma vez que enquanto viveu na Terra ninguém O viu tal qual Ele é.

Sigamos o exemplo daqueles que nos precederam na graça e nos esperam na glória!

       O homem, ainda quando privado da graça, tem uma apetência de infinito que não descansa enquanto não for saciada pela união com Deus. É o que revela Santo Agostinho, em suas Confissões: “E eis que Tu estavas dentro de mim e eu fora, e fora Te procurava; e, disforme como era, lançava-me sobre as coisas belas que criaste. Tu estavas comigo, mas eu não estava contigo. Retinham-me longe de Ti aquelas coisas que, se não estivessem em Ti, não existiriam”.  Essa felicidade imensa e indescritível, para a qual todos nós somos criados, só a atingiremos seguindo os passos daqueles que nos precederam com o sinal da Fé e que já gozam dela, por sua fidelidade a tal chamado.

       Peçamos que essa bem-aventurança eterna seja também para nós um privilégio, pelos méritos de Nosso Senhor Jesus Cristo, das lágrimas de Nossa Senhora e da intercessão de todos os Santos que hoje comemoramos, a fim de um dia nos encontrarmos em sua companhia no Céu. Enquanto lá não chegarmos, podemos nos relacionar com essa enorme plêiade de irmãos celestes, membros do mesmo Corpo, por um canal direto muito mais eficiente do que qualquer meio de comunicação moderno: a oração, o amor a Deus e o amor a eles enquanto unidos a Deus. Tenhamos a certeza de que, do alto, eles nos olham com benevolência, rogam por nós e nos protegem.

Finados e Festa de Todos os Santos


 

Que bela festa! É como se Todos os Santos e Finados fosse uma só festa. 
Dum lado, a Igreja militante, sobre a terra, roga à Igreja triunfante do céu, 
e doutro lado, roga pela Igreja sofredora e paciente do purgatório. E as três
Igrejas  são uma única Igreja. 


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30 de outubro de 2017

Campos: Encontro Regional de Cooperadores Arautos



           No último fim de semana realizou-se na cidade de Campos-RJ um Encontro Regional de Cooperadores, que contou com a presença de delegações de várias cidades do Norte e Nordeste Fluminense.
           Seguem algumas fotos:





Avançando, com Jesus e Maria



            Os Arautos do Evangelho em Fortaleza-Ce, através de seus Cooperadores, continuam com sua missão evangelizadora preparando a cada dia, por meio de Maria Santíssima, almas que desejam consagrar-se a Nosso Senhor Jesus Cristo.

Cooperadores dos Arautos do Evangelho em missão na cidade de Pacajus (CE)

           Outubro de 2017 se despede! Foram cento e cinquenta fieis divididos em cinco grupos de paróquias diversas, que ao longo de semanas de preparação se colocaram à proteção de Maria Santíssima, como seus escravos de amor. As atividades prosseguem com dois grupos em formação para consagração em breve.

   
             Neste último sábado, 28, os Arautos do Evangelho estiveram na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, na cidade de Pacajus (CE), onde se realizou solenemente a Consagração a Jesus por Maria durante celebração eucarística presidida por um sacerdote arauto.


            A Consagração a Nossa Senhora em Pacajus (CE) foi realizada dentro das festividades do 16o. Aniversário do Apostolado do Oratório.

         Em sábado anterior, 21, a Consagração a Nossa Senhora foi realizada na Capela Nossa Senhora de Fátima, município de Eusébio.


Capela Nossa Senhora de Fátima - Eusébio (CE)
    
           Assim, Nossa Senhora, como um exército em ordem de batalha e com doçura e amor de Mãe Misericordiosa, vai avançando, vai conquistando mais corações para o Reino de seu Filho.


27 de outubro de 2017

Consagração a Jesus por Maria em Santo André



              Realizou-se na Paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Santo André-SP, mais uma cerimônia de consagração a Jesus por Maria, segundo o método de São Luiz Maria Grignion de Montfort.
              Os mais de 100 consagrados frequentaram durante várias semanas um curso preparatório ministrado por Cooperadores dos Arautos do Evangelho do Sodalício Nossa Senhora da Saúde de São Paulo.
              O pároco Pe. Vanderlei Ribeiro celebrou a Missa e presidiu a Consagração. O Coral Regina Angelorum, do mesmo Sodalício abrilhantou o evento religioso com cânticos especialmente selecionados para a ocasião.

A igreja repleta de fiéis

                                                                              (clicar sobre as fotos)
Coroação solene da imagem pelo pároco


Consagração presidida pelo Pe. Vanderlei
 



 Ósculo da corrente e entrega do corpo e alma a Maria


Coral Regina Angelorum abrilhanta a cerimônia


Cooperadores oferecem ao pároco livro de São José, obra de Mons. João Clá


 Foto de lembrança
 


25 de outubro de 2017

Milagres de Frei Galvão em vida




             A Igreja celebra hoje a memória do primeiro Santo brasileiro, Santo Antonio Santana Galvão, conhecido como Frei Galvão. Era ele um homem de muita e intensa oração. Alguns fenômenos místicos em sua vida foram presenciados por testemunhas. Fenômenos como o dom da cura, dom de ciência, bilocação, levitação, foram famosos durante sua vida, sempre em vista do bem de doentes, moribundos e necessitados.
             Aqui seguem alguns milagres que a Casa de Frei Galvão apresenta, inclusive em quadros a óleo existentes no convento:
               O afresco acima é referente a este primeiro fato, que passamos a narrar:
            Aconteceu em Guaratinguetá. Frei Galvão apenas iniciava seu sermão quando se formou grande tempestade. Quando viram que a tormenta desabava, muitos fiéis pensaram em se retirar. Lendo seus pensamentos, Frei Galvão lhes disse que ficassem, pois que nada sofreriam. De fato, o temporal que assolou a cidade não caiu sobre o Largo da Matriz, onde todos “puderam acabar de ouvir a prática que, como sempre, produziu grandes frutos para as almas”.

             Foi por volta de 1810. Capataz de uma monção que vinha de Cuiabá, “abicada à noitinha em Potunduba, à margem do Tietê” (município de Jaú), Manoel Portes, que havia chicoteado um membro de sua flotilha, foi por este mortalmente apunhalado. Sentindo-se perdido, invocou por Frei Galvão, para se confessar. As tripulações, atônitas, presenciaram a chegada do frade àquele local deserto. Aproximando-se do agonizante, ouviu as suas últimas palavras, absolveu-o e desapareceu de relance, deixando estarrecidos a todos. Nesse mesmo momento, Frei Galvão, que pregava numa igreja, em São Paulo, interrompera a prática, para pedir à assistência que com ele orasse pela salvação da alma de um cristão que, longe dali, estava agonizando. 

         Em uma fazenda, distante léguas de São Paulo, uma mulher, gravemente enferma em melindroso parto, clamava por Frei Galvão. Seu marido acorreu ao Mosteiro da Luz, à procura do Frade, que se achava, no entanto, de viagem ao Rio de Janeiro. Retornando à fazenda, ele se surpreendeu ao encontrar a esposa livre de todo perigo, estando muito grata a Frei Galvão que, durante a noite, a tinha ouvido em confissão, abençoando a seguir a água de um copo, que ela bebeu, o que foi o bastante para que se normalizasse seu estado. O homem partiu então para o Rio de Janeiro para agradecer ao Frade. Lá, foi informado pelo Guardião do Convento que "Frei Galvão não arredou pé daqui".
                Interrogado a respeito, Frei Galvão respondeu: "Como se deu, não sei; mas a verdade é que naquela noite lá estive". 


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24 de outubro de 2017

Santo Antonio Maria Claret



  Em 24 de outubro é comemorada a festa de Santo Antônio Maria Claret,Bispo e Confessor.

             Ordenado sacerdote, tornou-se missionário. E revelou-se como o típico pregador popular (e gostaria de acentuar a palavra “popular”), com algumas características eminentes. Por exemplo, tinha voz possante, capaz de se fazer ouvir pelas multidões que enchiam as praças públicas onde ele pronunciava seus sermões, pois o espaço interno das igrejas era insuficiente para conter todos os fiéis desejosos de escutá-lo. E não raro, as mesmas praças se verificavam pequenas para reunir o público que comparecia às suas pregações.

             Quando se dirigira de uma cidade para outra, sua fama de orador sacro era tal que grande parte da população de onde falara o acompanhava, processionalmente, até deparar com os habitantes da localidade vizinha, para a qual ele falaria. Durante o encontro, o Santo fazia um sermão de despedida de uns e de saudação aos outros, comovendo a alma de todos.
             Sendo um orador popular muito vivo, interessante, ardente, profundo, sólido, substancioso e dotado de carismas extraordinários, davam-se fatos espetaculares durante as suas homilias. Por exemplo, às vezes ele interrompia suas palavras, apontava para uma mulher na assistência e lhe dizia de súbito: “A senhora pensa que não morrerá tão cedo, e terá vários anos pela frente. Sua morte se dará dentro de... — suspense! — seis meses”. Naturalmente, a indicada desmaiava, caía em prantos, etc.
            Noutras ocasiões afirmava: “Vou expulsar o demônio que está pairando sobre este auditório”. E em seguida pronunciava a fórmula do exorcismo. Estrépito, raio em céu sereno caem os sinos do campanário e a população fica apavorada. Havia conversões em massa, pois bem podemos imaginar o efeito de pregações dessa natureza.
                              Veja mais:AQUI

19 de outubro de 2017

Em Miami, celebração do Centenário das aparições de Nossa Senhora de Fátima




                  No último dia 13 os cooperadores (terciários)  de Miami, Estados Unidos, promoveram na Igreja Good Shepherd Catholica a Celebração do Centenário da última aparição de Nossa Senhora em Fátima.
                  Houve procissão com a Imagem Peregrina, recitação do rosário, solene Coroação e a Santa Missa celebrada pelo Pe. Antonio Guerra, EP, e concelebrada pelo pároco Pe. Jesus Arias e Pe. Alejando Flores.
                 Também estiveram presentes, atendendo confissões e participando de vários atos, os sacerdotes  arautos Pe. Marcos Faez e  Pe. Jorge Maria Storn.
                 Por volta de 800 fiéis se fizeram presentes à cerimônia em homenagem à Virgem Santíssima.




17 de outubro de 2017

Sou todo vosso minha querida Mãe






   
           "Sou todo vosso minha querida Mãe, com tudo quanto tenho e possuo”. Com estas palavras os novos consagrados glorificaram a Nosso Senhor Jesus Cristo pelas mãos de Maria neste domingo, 15 de outubro, em mais uma cerimônia de Consagração a Nossa Senhora promovida pelos cooperadores-arautos de Fortaleza e realizada na sede dos Arautos do Evangelho.
 

           
             Os neo-consagrados, provenientes das cidades de Eusébio e Pacatuba, após lido e assinado o pergaminho contendo a fórmula da Consagração de si mesmo a Jesus Cristo, a Sabedoria Encarnada, pelas mãos de Maria, seguiram o conselho de usar “pequenas cadeias de ferro”, abençoadas na ocasião pelo sacerdote arauto que presidia a cerimônia, a fim de lembrarem-se daquelas cadeias do pecado e da escravidão do demônio, de que o santo batismo os livrou, que agora simbolizam a união total do fiel escravo de Maria, a Jesus Cristo. 
       
            São inúmeras as repercussões narradas por estes novos escravos amorosos de Maria, das mudanças operadas pela Graça em suas vidas, no tocante à emenda de vida, no afervoramento da fé e na busca da santificação.