4 de novembro de 2016

O dom de Sabedoria

             No último Sábado, os cooperadores do Sodalício Nossa Senhora da Saúde, da capital paulista, puderam apreciar uma interessante palestra sobre “O dom de Sabedoria”, proferida pelosacerdote arauto Pe. Jorge Manoel, orientador espiritual dos Arautos do Evangelho em Portugal.


              Sobre o tema tratado seguem algumas reflexões:
              Sábio, pela definição filosófica clássica, é quem conhece e julga as coisas pela razão natural, por suas últimas e mais altas causas. Entretanto,quando alguém as julga por instinto divino, possui o
dom sobrenatural de sabedoria.
              É próprio deste dom do Espírito Santo conceder à alma uma visão profunda de todas as realidades, segundo o prisma divino. Por isso, pode acontecer que uma alma simples e ignorante, sem estudos teológicos, possua “pelo dom de sabedoria um conhecimento profundíssimo das coisas divinas que pasma e maravilha aos mais eminentes teólogos”.
             Tal foi o que sucedeu, por exemplo, a Santa Joana d’Arc, ante seus pérfidos juízes; ou a Santa Bernadete e aos Pastorinhos de Fátima, ao serem inquiridos sobre a veracidade das aparições de Nossa Senhora, em Lourdes e em Fátima.
               E como tudo no universo criado tem uma estreita relação com seu Criador, até mesmo as mínimas coisas, se são contempladas à luz da sabedoria,nos manifestam sua ligação com Deus.
               Sendo este dom infundido no Batismo, é possível a qualquer cristão encontrar nos pequenos acontecimentos do dia a dia as lições que o Altíssimo deseja transmitir-lhe.
               Deus, que tem todo o universo nas mãos, nos derrama com abundância suas graças. Nós, todavia, como temos as nossas vistas postas nas coisas deste mundo, não vemos a imensidade destas graças em torno de nós e fixamos nossa atenção apenas nas coisinhas corriqueiras da vida concreta.
               Em nosso tempo hodierno, onde prevalecem a correria e o poder do dinheiro, a mentalidade do homem se prende ao palpável e ao programado, fruto de uma concepção ateu-prática da existência, em  que tudo funciona sem Deus.
               Quando acontece algo inesperado, uma desgraça qualquer, todos procuram uma explicação natural e um modo humano para resolver. Não há lugar para a sabedoria em seus domínios…
               Devemos levantar voo com as asas espirituais que Deus nos concede para nos beneficiarmos de suas graças: é só parar, olhar para Ele, aproximarmo-nos e pedir.

1 de novembro de 2016

Novos Cooperadores em Cuiabá



            Casais que consonaram com o carisma dos Arautos também podem ser membros, são os Cooperadores, também conhecidos como Terciários. Mais do que por palavras, a propagação do Evangelho deve ser feita pelo exemplo de uma vida cristã em todas as atitudes diárias, no lar, no ambiente profissional e social. À isso são chamados os novos Terciários recebidos no dia de Nossa Senhora Aparecida, foram 20 os investidos dos símbolos da instituição, a cerimônia solene encheu de júbilo a todos, especialmente aos membros anteriores.
            Com o coração abrasado rezamos a Mãe Aparecida por eles e suas famílias, que possam unidos a Mons. João Clá levar adiante a obra dos Arautos do Evangelho.


31 de outubro de 2016

Amigos e intercessores



           Nos dois últimos finais de semana o arauto Antonio Oliveira Queiroz brindou os cooperadores do Sodalício Nossa Senhora da Saúde, da capital paulista, com duas interessantes palestras, em que o tema principal foi a existência dos Anjos e sua hierarquia celeste.
 


           Segue um apanhado do assunto para conhecimento de nossos caros leitores:

         Temos sempre junto a nós intercessores e amigos que, em qualquer necessidade ou tribulação, nos defendem e nos auxiliam para alcançarmos o termo final de nossa missão. Quem são eles?
          Em sua infinita bondade e misericórdia para com o gênero humano, Deus destinou para cada homem um Anjo da Guarda, que constantemente lhe vela e cuida: "Aos seus Anjos Ele mandou que te guardem em todos os teus caminhos. Eles te sustentarão em suas mãos, para que não tropeces em alguma pedra" (Sl 90, 11-12).
          Sim, ele é nosso companheiro nesta vida e na eternidade. Entretanto, é um amigo discreto que, apesar de quase nunca se revelar como tal, admoesta, ensina, ajuda e inspira de muitas maneiras: ora por uma aguilhoada na consciência, ora por um conselho, ora pela sensibilidade a algum fenômeno natural. Basta uma condição: sermos sensíveis às suas moções.

    Organizados de forma hierárquica em nove coros
         Mas, quem são os Anjos? São espíritos puros, inteligentes, cheios da graça divina desde o início de sua existência na aurora da primeira manhã da criação. Dotados de inteligência e vontade, "são criaturas pessoais e imortais", que "superam em perfeição todas as criaturas visíveis".
          São Tomás de Aquino ensina, com base nas Escrituras, estarem eles distribuídos e ordenados em nove coros: "Isaías fala dos Serafins; Ezequiel, dos Querubins; Paulo, dos Tronos, das Dominações, das Virtudes, das Potestades, Principados; Judas fala dos Arcanjos, enquanto o nome dos Anjos está em muitos lugares".
          Não julguemos, todavia, que no interior dos coros angélicos reina uma monótona uniformidade. Os Anjos são tão diferentes entre si que cada um deles pode ser considerado uma espécie única. E são de tal modo numerosos, afirma Dionísio, "que ultrapassam o deficiente e limitado campo de nossos números físicos".
          Estes sublimes espíritos organizam-se de forma hierárquica, constituindo uma como que corrente ou escada que se dirige para o alto. Quanto mais elevada a posição nela ocupada, maior é o conhecimento de Deus. Contudo, isto não é causa de tristeza aos que ocupam posições inferiores, porque as capacidades, apetências e glória de todos são satisfeitas de maneira plena pelo próprio Criador, na visão beatífica. Não há entre eles, portanto, "sentimento de infelicidade. Pelo contrário, as qualidades dos Anjos que lhes são superiores constituem para eles motivo de admiração".
          Quanto a nós, homens e mulheres,  dispomos individualmente de um príncipe da corte celeste que nunca nos abandona, por mais que sejamos culpados ou passemos por terríveis situações. Ele é um fiel guardião pronto a inclinar-nos ao bem ou comunicar-nos a vontade divina. Porém, é respeitoso e quer nossa colaboração e atenção às suas inspirações.
                                       (Ir. Rita de Kássia Carvalho Defanti da Silva-Arautos do Evangelho)

25 de outubro de 2016

O primeiro santo brasileiro




           Sempre voltado para o bem dos outros, Frei Antônio de Sant'Ana Galvão é um modelo para os cristãos brasileiros.

          Dia 25 de outubro celebramos a festa de Santo Antônio de Sant'Ana Galvão, o nosso Frei Galvão. Ele é o primeiro santo brasileiro e foi canonizado pelo pelo papa Bento XVI durante sua visita ao Brasil (São Paulo) no dia 11 de maio de 2007.

          As "pílulas" de Frei Galvão
          Entre as numerosas graças recebidas pela intercessão de Frei Galvão destacam-se, pela simplicidade e pela maravilhosa confiança na Mãe de Deus que encerram, as pílulas miraculosas.
          Esse costume tão característico de nosso Santo - ininterruptamente seguido por  milhares de fiéis desde quando ele era vivo até os dias de hoje - comprova, pelas graças e feitos portentosos que opera, não ser uma mera crença popular. A Irmã Célia Cadorin explica a origem das pílulas.

          Diz a história que certo dia apresentaram a Frei Galvão um moço com muitas dores, sem poder expelir uns cálculos renais. O santo religioso movido de compaixão, depois de rezar teve uma súbita inspiração. Escreveu em três papelinhos a seguinte frase do ofício da Santíssima Virgem Maria: "Post partum Virgo inviolata permansisti: Dei Genitrix intercede pro nobis", ou seja: "Depois do parto, ó Virgem, permanecestes intacta; Mãe de Deus, intercedei por nós".
          Enrolou os papeizinhos em forma de pílula e deu ao jovem para que os tomasse como remédio.
           Logo depois o moço expeliu um grande cálculo e ficou curado. Mais tarde um homem aflito procurou Frei Galvão, dizendo que sua esposa, que ia dar à luz, estava muito mal. Novamente ele se lembrou do versículo do ofício de Nossa Senhora escreveu, enrolou e mandou as pílulas para a mulher. Depois de tomá-las, ela deu à luz sem nenhum problema.
           Estes e outros fatos se propagaram rapidamente e os pedidos dos célebres papelinhos, ou pílulas, ficaram muito freqüentes.
           Frei Galvão ensinou às irmãs do Recolhimento a fazerem pílulas, de modo que, mesmo em sua ausência, as pudessem dar às pessoas que viessem pedir na portaria do Convento.
           No início as pílulas eram procuradas sobretudo pelas parturientes. Com o tempo, porém, começaram a ser usadas por quem sofria de enfermidades diversas, de modo especial problemas renais, cálculos ou pedras nos rins. E até para a conversão de pecadores. Hoje em dia são solicitadas por homens, mulheres e jovens que nas doenças - principalmente câncer - ou em dificuldades de toda espécie, invocam a intercessão do servo de Deus e as tomam com fé.
                               
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19 de outubro de 2016

O dom de Sabedoria na vida de Plínio Corrêa de Oliveira



               Nos dois últimos fins de semana os arautos-cooperadores do Sodalício Nossa Senhora da Saúde, da capital paulista, foram agraciados com formativas palestras proferidas pelo Prof. Roberto Kasuo. O tema desenvolvido foi “O dom de sabedoria na mente, vida e obra de Plínio Corrêa de Oliveira”, com base na coleção do mesmo nome escrita pelo fundador dos Arautos do Evangelho, Mons. João Scognamiglio Clá Dias.
               O expositor serviu-se de muitos exemplos e até de fatos por ele presenciados nos contatos pessoais com Dr. Plinio, falecido em 1995.




18 de outubro de 2016

São Lucas, Evangelista



                 Queiram ou não os homens, em se tratando de Deus, jamais conseguirá o silêncio encobrir os acontecimentos ou a própria verdade; sobretudo quando Ele próprio deseja a divulgação de seus atos ou intervenções na História. Tal seria que, encarnando-se o Verbo para redimir o gênero humano, ficassem Ele e sua obra relegados ao esquecimento.
                 Assim, apesar de Jesus não nos ter deixado uma só obra escrita, não houve homem algum que tenha sido objeto de tantos comentários, cuja biografia tenha sido tão conhecida e divulgada.
                 Desde o início de sua vida pública, as palavras, ações e milagres do Messias prometido e esperado convulsionaram o cenário político, social e religioso já bastante movimentado daqueles tempos.
                 As multidões ansiavam e até pressentiam que algo novo e grandioso estava para realizar-se naqueles dias. Como sucedeu isto?
         Reconstituir o fio cronológico dos acontecimentos e, a partir daí, reestruturar ordenadamente as circunstâncias que cercaram a vida do Salvador, mesmo antes de seu nascimento como também depois de sua morte, tem sido uma tarefa de grande alcance e levada a cabo com êxito por numerosos autores, ao longo dos séculos. Mas, quem seria capaz de revelar as sábias e especialíssimas intervenções de Deus no curso da História, para criar o clima psicológico e preparar os espíritos com vistas à magna obra redentora? Quiçá somente no dia do Juízo possamos ter uma visão global e minuciosa desse mais belo agir da Providência.
                      São Lucas, sob esse ponto de vista, foi o escritor sagrado mais bem-sucedido. Hoje, dia 18, é dia deste santo evangelista.

Saiba mais:
Mons. João Clá Dias, EP
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11 de outubro de 2016

 Senhora Aparecida, Rainha do Brasil



           No longínquo ano de 1717 uma pequena imagem de Nossa Senhora da Conceição foi encontrada no Rio Paraíba. Era Aquela que em seguida veio a receber o nome de Nossa Senhora Aparecida, Rainha do Brasil.
           Os três pescadores, Domingos Alves Garcia, seu filho João Alves e Felipe Pedroso, cunhado de Domingos e tio de João, encontraram a imagem da Virgem. Primeiramente, na rede de João Alves apareceu o corpo da imagem, e depois, mais abaixo, a sua cabeça!
            Felipe Pedroso, por ser o mais velho, levou para casa a imagem diante da qual ele e a família começaram a rezar. Aos poucos o povo começou a afluir em grande quantidade à pequena casa do pescador, a fim de pedir graças e milagres à Virgem que "apareceu" nas águas do rio. Assim começou a devoção à Padroeira do Brasil.
            Nos dias de hoje, quando entramos na sala dos milagres da majestosa Basílica de Aparecida e vemos todas as manifestações de gratidão dos peregrinos e devotos, nos vêm à mente todos os favores que a Mãe da família brasileira concedeu a seus filhos ao longo de quase três séculos....
            Nos momentos de aflições e dificuldades, nas horas tristes e sofridas, Maria sempre ouviu as preces do povo brasileiro.
            Temos a firme convicção de que hoje, mas até do que no passado, a intercessão e o amparo de nossa Padroeira são urgentes e necessários. Peçamos, pois, a Nossa Senhora da Conceição Aparecida que abençõe e proteja a família brasileira para que nela habitem a fé, a esperança e a caridade, e para que ela possa se mirar de exemplo da Sagrada Família de Nazaré.

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7 de outubro de 2016

Nossa Senhora do Rosário



          Na última aparição, em outubro de 1917, a Virgem Maria disse por fim o seu nome: "Sou a Senhora do Rosário"; e voltou a lembrar a recomendação já feita antes: "Continuem a rezar o terço todos os dias".

            Foi durante aquela aparição que Nossa Senhora disse às três crianças: " ... Continuem a recitar o Rosário todos os dias em honra de Nossa Senhora do Rosário, para obter a paz no mundo e o fim da guerra...
           As mensagens transmitidas por Nossa Senhora em Fátima são de proveito para todos nós, rezemos o Santo Rosário; ofereçamos nossas orações  àqueles que mais necessitam, e estaremos alegrando de forma indizível  o Sagrado Coração de Jesus.  
Fator decisivo de grandes vitórias
             Foi, sobretudo, nos momentos de grandes perigos e provações para a Igreja, que o Rosário teve um papel decisivo, propiciou a perseverança dos católicos na Fé e levantou uma barreira contra o mal.
        Ao ver a Europa ameaçada pelos exércitos do império otomano, que avançavam por mar e por terra, devastando tudo e perseguindo os cristãos, o Papa São Pio V mandou rezar o Rosário em toda a Cristandade, implorando a proteção de Nossa Senhora. Ao mesmo tempo, com o auxílio da Espanha e de Veneza, reuniu uma esquadra no Mar Mediterrâneo para defender os países católicos
              A sete de outubro de 1571, a frota católica encontrou a poderosa esquadra otomana no golfo de Lepanto. E apesar da superioridade numérica do adversário, os cristãos saíram triunfantes, afastando definitivamente o risco de uma invasão. Antes de travar-se o combate, todos os soldados e marinheiros católicos rezaram o Rosário com grande devoção.
             A vitória, que parecia quase impossível, deveu-se à proteção da Virgem Santíssima, a qual - segundo testemunho dado pelos próprios muçulmanos - apareceu durante a batalha, infundindo-lhes grande terror.
         No século XVIII, para comemorar a vitória do Príncipe Eugênio de Saboya sobre o exército otomano, devida também à eficácia do Rosário, o Papa Clemente XI ordenou que a festa de Nossa Senhora do Rosário fosse celebrada universalmente.

                                                                      * * * * *

         Hoje, dia 7 de outubro,  a Igreja comemora Nossa Senhora do Rosário.  Conheça mais sobre a devoção e as graças que recebem aqueles que praticam a reza do terço, bem como a história da última aparição de Nossa Senhora em Fátima.
      
Assista ao VÍDEO com palavras de MONS. JOÃO CLÁ DIAS
AQUI

5 de outubro de 2016

Visita do encarregado do apostolado dos Arautos de São Domingos



                 Os Cooperadores de Nossa Senhora da Saúde, da capital paulista, tiveram a honra de receber em sua sede social o sacerdote Juan Pablo Merizalde Escallón, EP, encarregado das atividades apostólicas dos Arautos do Evangelho em São Domingos, na América Central.
                Ele celebrou a Santa Missa e participou de um animado convívio com as famílias deste grupo de cooperadores.


4 de outubro de 2016

O mestre do fundador dos Arautos



                  Com base na obra recentemente lançada por Mons. João Clá Dias, fundador dos Arautos do Evangelho, sobre “O dom de Sabedoria na vida e obra de Dr. Plínio Corrêa de Oliveira”, o Pe. Caio Newton da Fonseca, EP, proferiu interessante palestra para os cooperadores do Sodalício paulistano de Nossa Senhora da Saúde.
                  A conferência foi precedida pela Celebração Eucarística.


 São Francisco de Assis: Pobreza para os homens, riqueza para Deus



              Eis uma das maravilhas a serem admiradas em Assis: extremos opostos que não entram em conflito, mas se equilibram de forma prodigiosa.

               Ao percorrermos o Velho Continente, não raro encontramos lugares intensamente marcados pelas virtudes das pessoas que ali viveram. Há neles um perfume imponderável de santidade que confere ao ambiente certa unção, um ar de sobrenatural que se irradia até mesmo pela natureza.
               Paradigma disso é Assis, ligada de modo indelével a seu filho mais ilustre: São Francisco.
               Ainda hoje o local convida a imaginar o Poverello passeando pelos aprazíveis campos dos arredores, encantando-se com as belezas naturais e, a partir delas, compondo seu Cântico das Criaturas, no total despego dos bens deste mundo: “Bem-aventurados os que têm um coração de pobre, porque deles é o Reino dos Céus!” (Mt 5, 3).
               Como ponto auge desta cidade-relicário, no alto da Collis Paradisi, a Colina do Paraíso, se eleva a imponente basílica que abriga sua sepultura e reflete o espírito deste varão de sóbrio aspecto, inflamado de zelo pela Sagrada Eucaristia.
               Tal como sua alma, o prédio é austero em sua exterioridade, mas esplendoroso por dentro. Em meio à euforia das cores e das luzes que entram tamisadas por magníficos vitrais, seus arcos góticos e sua majestade apontam para o alto, levando o visitante que ali tem a graça de estar a uma atitude de enlevo e adoração “Àquele que se assenta no trono e ao Cordeiro”, e que deve receber “louvor, honra, glória e poder pelos séculos dos séculos” (Ap 5, 13).
               As paredes do templo, repletas de encantadores afrescos, registram inúmeros fatos da vida daquele que, apesar de não se haver considerado merecedor da dignidade sacerdotal, exortava ao amor e à veneração ao Sacramento do Altar. Pregando a pobreza para os homens, São Francisco desejava para o culto toda riqueza e grandiosidade.
              Tem-se a impressão de que o esplendor do templo atende aos rogos do Santo Fundador a seus filhos espirituais: “supliqueis aos clérigos que sobre todas as coisas honrem o Santíssimo Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo [...]. Os cálices, os corporais, os ornamentos do altar, tudo quanto pertence ao Sacrifício, tenham como coisas preciosas. E se, nalguma parte, o Santíssimo Corpo do Senhor estiver com muita pobreza abandonado, que eles, como manda a Igreja, O coloquem em lugar precioso e bem guardado”.1
                “Eis uma das maravilhas a serem admiradas em Assis: extremos opostos que nascem dos troncos benditos da Igreja, que não entram em conflito, mas se equilibram de forma prodigiosa, manifestando, pelos fulgores da alma de um Santo, algumas das infinitas perfeições do Criador”. 2

Revista Arautos do Evangelho 142
1  SÃO FRANCISCO DE ASSIS. Primeira Carta aos Custódios, n.2-4. In: Escritos. Braga:
Franciscana, 2001, p.100-101.
2  CORRÊA DE OLIVEIRA, Plinio -Cintilações da alma franciscana. In: Dr. Plinio. São Paulo.
Ano III. N.31 (Out., 2000); p.34.

1 de outubro de 2016

A Santa da "pequena via"


               Na festa de Santa Teresinha do Menino Jesus, Mons. João Scognamiglio Clá Dias, superior geral dos Arautos do Evangelho,  nos fala sobre a vida desta Santa, e sobre a via de santificação aberta por ela, chamada de "pequena via".

Veja o vídeo. Acesse AQUI

28 de setembro de 2016

Os três Arcanjos



         Comemoramos no dia 29 de setembro a festa de três grandes Arcanjos. Não deixemos de aqui nos lembrarmos destes grandes personagens do mundo angélico, aos quais devemos prestar, além do culto de veneração, toda a gratidão que merecem da nossa parte, por cooperarem ativamente na história da salvação.

          O nome desses Arcanjos foram revelados pela Sagrada Escritura. Notemos que os três terminam com a palavra “El”, que significa “Deus”.          Como nos esclarece o Papa Bento XVI isto quer dizer que: “Deus está inscrito nos seus nomes, na sua natureza. A sua verdadeira natureza é a existência em vista d’Ele e para Ele. Explica-se precisamente assim também o segundo aspecto que caracteriza os Anjos: eles são mensageiros de Deus. Trazem Deus aos homens, abrem o céu e assim abrem a terra. Exatamente porque estão junto de Deus, podem estar também muito próximos do homem.
           “Quis ut Deus, quem como Deus?” Este sinal de fidelidade, que em hebraico se diz Mi-ka-el, passou a ser o nome daquele serafim que por sua caridade ímpar foi o primeiro a levantar-se em defesa da Majestade ofendida. Tal é a significação do nome de nosso glorioso Arcanjo, cujo brado de guerra precipitou Lúcifer e seus anjos revoltados no abismo eterno.
            Encontramo-lo na Sagrada Escritura, sobretudo no Livro de Daniel e no Apocalipse. Este último nos narra: “houve no Céu uma grande batalha” (Ap 12, 7). Luta entre anjos e demônios, luta da luz contra as trevas, da fidelidade contra a soberba, da humildade e da ordem contra o orgulho e
a desordem. “Miguel e os seus anjos pelejavam contra o dragão, e o dragão com os seus anjos pelejavam contra ele” (Ap 12, 7). 
            Vemos que São Miguel defende a causa da unicidade de Deus contra a soberba do dragão. É a perene tentativa da serpente de fazer crer aos homens que Deus deve desaparecer, para que eles se possam tornar grandes.
             Quando o augustíssimo Tabernáculo – o seio virginal de Maria Santíssima – estava preparado, Deus enviou o Arcanjo Gabriel (Cf. Lc. 1, 26). É ele o Arcanjo da Anunciação. Aquele que disse aos pastores de Belém, eu vos trago uma grande alegria (cf. Lc 2,10). E quando ele terminou a mensagem uma multidão de anjos se juntou a ele e cantaram: “Glória a Deus no mais alto dos céus e na terra paz aos homens, por Ele amados” (Lc 2,14)    Sabe-se que seu nome significa “Deus se mostrou Forte” ou “Força de Deus”. A Daniel essa força profetizara a destruição do pecado, referindo-se à vinda do Messias (cf. Dn 9,21ss). Mas agora essa força se mostra suave, uma vez que a voz celeste desta vez se dirige à Virgem de Nazaré. O anjo se inclina, pois está diante de sua Rainha, e saúda: “Ave, ó cheia de graça, o Senhor é contigo” (Lc 1,28). Ele bate à porta de Maria, esta lhe confia o seu “sim”, e o Arcanjo, portador da mais sublime resposta, o leva ao trono do Todo Poderoso, e eis que o Verbo se faz Carne e passa a habitar entre nós (cf. Jo 1, 14).
            Ele é o anjo da boa notícia! Não nos esqueçamos que ele apareceu também  a Zacarias para anunciar o nascimento de São João Batista (cf. Lc 1, 11ss), e para isso declarou seu título: “Eu sou Gabriel, o que está diante do trono de Deus, e fui enviado para te falar e te trazer esta feliz nova (Lc 1, 19).
           Oh! Arcanjo São Gabriel, a humanidade será sempre grata a ti, trouxeste do céu boas novas a este mundo que estava em perigo. Sim! Tu és o Arcanjo da Santa Alegria!
           São Rafael, falado em um só livro da Sagrada Escritura, é o acompanhante do jovem Tobias, e por isso sua função é tida como guia de todos os que viajam. Foi ele que sugeriu ao seu jovem protegido o remédio para a cura da cegueira do pai, por isso, etimologicamente seu nome significa “Deus curou”.
          Assim, São Rafael, o anjo da caridade, da confiança, protetor dos desvalidos, dos Tobias da vida de todos os dias, ampara-nos com requintes de bondade e misericórdia.

23 de setembro de 2016

São Pio de Pietrelcina



                Este digníssimo seguidor de São Francisco de Assis nasceu no dia 25 de Maio de 1887 em Pietrelcina, na arquidiocese de Benevento, filho de Grazio Forgione e de Maria Giuseppa de Nunzio. Foi baptizado no dia seguinte, recebendo o nome de Francisco. Recebeu o sacramento do Crisma e a Primeira Comunhão, quando tinha 12 anos.
                Era tido por um menino retraído porque raras vezes brincava com os demais. Quando lhe pediam explicações a este respeito, respondia que "eles blasfemavam". Seus silêncios correspondiam a precoces mas profundas meditações, a momentos de oração entremeados da prática de austeridades as quais já apontavam para a vocação que desde os 5 anos ele percebia claramente: ser capuchinho.
                Aos 16 anos, no dia 6 de Janeiro de 1903, entrou no noviciado da Ordem dos Frades
Menores Capuchinhos, em Morcone, tendo aí vestido o hábito franciscano no dia 22 do mesmo mês, e ficou a chamar-se Frei Pio. Terminado o ano de noviciado, fez a profissão dos votos simples e, no dia 27 de Janeiro de 1907, a dos votos solenes.

                No convento, começou exercendo a função de diretor espiritual e mestre dos noviços. Além desse encargo, confessava os habitantes do povoado que freqüentavam a igreja conventual. Foram estes que, pouco a pouco, notaram as características especiais do novo padre: suas Missas às vezes duravam três horas, pois com freqüência entrava em êxtase, e os conselhos que ele dava no confessionário revelavam alguém que "lia as almas".
                Certa vez chegou uma jovem de Florença, muito atribulada, pois um familiar próximo tivera a desgraça de cometer suicídio, jogando-se no Rio Arno. Já havia ouvido falar do padre de San Giovanni, e depois da Missa dirigiu- se à sacristia para falar com ele . Apenas este viu a moça, inteiramente desconhecida dele, disse-lhe com doçura:
                - Da ponte ao rio demora alguns segundos... A jovem, surpresa e chorando, só pôde responder:
                - Obrigada, padre.
                Fatos maravilhosos como esse se repetiam todos os dias. Chegavam incrédulos que saíam arrependidos de sua falta de Fé. Pessoas tomadas de desespero recuperavam a confiança e a paz de alma. Enfermos retornavam curados a seus lares.
                O dia 25 de maio de 1917 merece especial registro em sua longa e santa vida. Ele completava 30 anos. Enquanto rezava no coro da igreja, foi agraciado com os estigmas da crucifixão de Jesus, os quais permaneceram nele por mais de 50 anos.
               Depois da Ordenação Sacerdotal, recebida no dia 10 de Agosto de 1910 em Benevento, precisou de ficar com sua família até 1916, por motivos de saúde. Em Setembro desse ano de 1916, foi mandado para o convento de Santa Maria das Graças, situado em São Giovanni Rotondo, onde permaneceu até à morte. Foi uma alegria para ele poder dedicar-se à vida de comunidade e seguir a regra dos capuchinhos.


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21 de setembro de 2016

São Mateus, Apóstolo



             É extraordinário não ter Jesus escolhido seus apóstolos precisamente entre os santos, nem no interior do templo, mas nas praças públicas, mesmo entre os empregados da alfândega. Saía da cidade de Cafarnaum e dirigia-se para o mar da Galiléia, onde costumava pregar à multidão, quando ao passar, avistou um publicano, Levi, filho de Alfeu, também chamado Mateus, sentado à mesa de cobrança de impostos, e disse-lhe: Segue-me. E aquele, tudo abandonando, levantou-se e seguiu-o. E Levi ofereceu a Jesus um grande banquete em sua casa. Estando este à mesa,
chegaram muitos publicanos e pecadores que se sentaram à mesa com ele e com os discípulos, que em grande número o tinham acompanhado.
               Mas os fariseus e os escribas, vendo que Jesus comia com os publicanos e os pecadores, murmuraram e disseram aos discípulos: Por que motivo come o vosso Mestre com os publicanos e os pecadores e vós com ele? Malgrado a aparente piedade, de que se jactavam, aqueles homens estavam cheios de desprezo pelos outros. Respondeu-lhes Jesus? Os sãos não tem necessidade de médico, mas sim os enfermos. Ide, e aprendei o que vos digo: quero misericórdia e não sacrifício; porque não vim chamar os justos e sim os pecadores.
                Quão grande é a bondade de Jesus Salvador! Quem ainda poderá desesperar, seja por causa de seus pecados, seja por causa de suas más inclinações? Aí está um médico capaz, não apenas de curar os doentes, mas de ressuscitar os mortos; um médico caridoso, que se sobrecarregará com as nossas doenças e as nossas iniqüidades; um médico tão bom que se transmuda em remédio para os nossos males.
                 Mas o publicano Mateus também não merecerá que o amemos e imitemos? Era um homem de negócios e de dinheiro, um burocrata, um financista. Contudo, mal Jesus o chama, levanta-se, tudo abandona e segue-o, testemunha-lhe publicamente a gratidão com um grande banquete. E nós, que talvez nos julguemos muito melhores do que os publicanos, o Senhor chama-nos, o Senhor diz-nos há muito tempo: Vinde e segui-me! E ficamos surdos ao seu apelo.
Ah! Roguemos ao bem-aventurado publicano, cuja festa celebramos, que nos seja dado seguir o Senhor, tal como o fez.
                  De publicano transformado em apóstolo. São Mateus perseverou até o fim. Depois de receber o Espírito Santo com a abundância de suas graças, no dia de Pentecostes, pregou durante vários anos na Judéia às ovelhas perdidas da casa de Israel: em seguida, levou o Evangelho às nações longínquas, Pérsia e à Etiópia, e confirmou com o sangue as verdades que pregava.

(Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XVI, p. 350 à 357)
Por Padre Rohrbacher

20 de setembro de 2016

Cooperadores Arautos na 43a. Festa de San Gennaro




              San Gennaro, cujo sangue conservado em famoso relicário na Itália, acabava de se liquefazer milagrosamente em Nápoles, nas mãos do Cardeal Crescenzio Sepe, também foi homenageado nas ruas do bairro paulistano da Mooca.
              Os Cooperadores de Nossa Senhora da Saúde participaram de uma procissão em homenagem ao mártir italiano, que é padroeiro da Paróquia que traz o seu nome.
              O Coral Regina Angelorum, composto por cooperadores do Sodalício de Nossa Senhora da Saúde, se encarregou da solenização da Eucaristia celebrada pelo Bispo Emérito de Bragança Paulista, Dom José Maria Pinheiro.
               Foi viva a  impressão causada no público presente pela apresentação musical e pelos cortejos realizados.
               Ao final da cerimônia eucarística o Bispo cumprimentou pessoalmente cada um dos componentes do coral, além de deixar-se fotografar com o conjunto.

 (clicar sobre as fotos)





19 de setembro de 2016

 Sangue de São Januário volta a liquefazer-se



           Inexplicável aos olhos da ciência, o sangue do mártir San Gennaro continua a desafiar aos incrédulos, liquefazendo-se todos os anos na presença de multidões de fiéis. O que pensar a respeito?
               
                 Os fiéis católicos de Nápoles foram mais uma vez protagonistas da miraculosa liquefação do sangue de San Gennaro, padroeiro da cidade, ocorrido hoje, dia 19, as 10,38 hs., nas mãos do Cardeal Crescenzio Sepe.            
                 Trata-se de um acontecimento maravilhoso que ocorre regularmente há séculos com a relíquia do santo que se conserva em um relicário de ouro  na Capela do Tesouro da Catedral.
             A história do mártir San Gennaro (São Januário) é comovente. No ano 305, em plena perseguição dos cristãos promovida pelo imperador Diocleciano, foram presos em Pozzuoli, cidade vizinha a Nápoles, os diáconos Sósio e Próculo, e os leigos Eutíquio e Acúrcio. O delito era terem eles confessado de público a sua fé católica, recusando-se a oferecer sacrifícios aos deuses pagãos.
               Gennaro, bispo de Benevento, quando soube do ocorrido, decidiu confortá-los visitando-os na prisão. Isso repetiu-se várias vezes, chamando a atenção do governador da província, que mandou prendê-lo juntamente com dois outros companhantes, Festo e Desidério.
                 Os três futuros mártires suportaram heroicamente os interrogatórios e torturas a que foram submetidos. Os juízes tentaram convencer o bispo Gennaro a apostatar de sua fé, e não conseguindo seu intento colocaram-no num forno alimentado pelas chamas, de onde saiu ileso sem sofrer qualquer dano em seu  corpo ou em suas vestes.  Mas os inimigos foram inexoráveis e, visando ridicularizar publicamente os três heróicos cavaleiros de Cristo, fê-los desfilar na frente do carro do governador, carregados de pesadas cadeias de ferro até à vizinha Pozzuoli. Chegando o lúgubre cortejo a Pozzuoli, foram colocados no mesmo cárcere em que se encontravam seus quatro amigos. Forjou-se então a sentença capital:  todos eles deveriamser lançados às feras.
                 Os sete condenados foram postos no meio do anfiteatro, enquanto  o público bradava pelo sangue dos mártires, e as esfomeadas feras eram soltas para devorá-los, mas... decepção, nenhuma quis sequer aproximar-se de suas vítimas.
                 O populacho, entretanto, aos gritos exigia a morte do santo bispo e de seus companheiros, afirmando que era por magia que as feras não lhes havia feito nenhum mal.
               Foram então condenados à decapitação, o que finalmente se deu nas proximidades.
               A tradição narra que uma mulher cristã muito piedosa, que presenciou a morte do bispo Gennaro, recolheu parte de seu sangue imediatamente após a sua morte. Era costume da época os cristãos recolherem um pouco de sangue numa ampola para ser colocada diante de seu túmulo.
                 Quanto às demais relíquias, tempos depois os fiéis de Nápoles obtiveram que fossem transladadas da pequena igreja de San Gennaro, vizinha a Solfatara, onde se achavam sepultadas.
Durante um período de guerras os restos do santo foram levados a Benevento, depois ao mosteiro do Monte Vergine, e só em l497 voltou solenemente a Nápoles que, a partir de então honra e venera a San Gennaro como seu patrono.

                 Um prodígio que se repete regularmente ao longo dos anos
                 Ninguém até hoje conseguiu explicar o permanente prodígio que ocorre com a relíquia de San Gennaro.  Um recipiente de cristal, sustentado por um relicário metálico, contém uma certa quantidade de sangue solidificado. Durante o ano, em três ocasiões distintas ele se liquefaz diante da multidão de fiéis sem explicação humana: no sábado anterior ao primeiro domingo de maio; na festa do santo em 19 de setembro; e em 16 de dezembro, aniversário da erupção do Vesúvio de 1631.
          Os fiéis lotam a igreja nestas festas. Um sacerdote expõe a relíquia sobre o altar, defronte à urna que contém a cabeça de San Gennaro. Em seguida gira vagarosamente o relicário para emonstrar que a massa enegrecida que aparece no interior da ampola está completamente solidificada e totalmente aderente ao cristal. A partir desse momento um grupo de fiéis denominado “parenti di San Gennaro” inicia uma ladainha de orações com invocações especiais do santo. Enquanto são feitas as súplicas pedindo o milagre, o ministro de Deus continua girando o relicário.
          De repente, sem que haja prévio aviso, os fiéis observam que a massa contida na ampola começa a derreter-se para em poucos segundos converter-se num líquido espesso. Em seguida, o sacerdote gira várias vezes o relicário para demonstrar que seu conteúdo não está mais colado ao cristal, se liquefez e segue na horizontal, não mais acompanhando o giro do relicário. Isso vai-se repetindo até que o delegado da chamada comissão laica vendo o sangue inteiramente liquefeito e borbulhante, faz sinal com um lenço indicando que o milagre está reconhecido. É o momento do sacerdote anunciar solenemente: “O milagre aconteceu!” Então, os fiéis expressam seu júbilo e sua fé com aplausos, orações em alta voz  e cânticos. Entoa-se o Te Deum e a relíquia é venerada pelo clero. Logo se formam grandes filas dos que desejam oscular o relicário, manifestando sua veneração ao padroeiro.
             Este singular acontecimento tem sido minuciosamente examinado por pessoas de opiniões opostas. Muitas têm sido as explicações naturalistas, mas até agora nenhuma chegou a convencer.
Entretanto, com base em rigorosas investigações de peritos pode-se afirmar que não se trata de nenhum truque.
Normalmente o conteúdo da ampola, tanto em forma sólida como líquida, ocupa somente metade ou pouco mais do recipiente.  Mas durante as liquefações de maio e de setembro o volume do conteúdo aumenta progressivamente, de forma perceptível, até encher totalmente o frasco. E este aumento de volume traz consigo um aumento de peso. Entre o peso máximo e o mínimo chegou-se a registrar a diferença de 27 gramas. Essas variações de peso e volume são de si inexplicáveis cientificamente. Além disso, o sangue, habitualmente frio e sólido, ao tornar-se líquido se aquece, tomando a temperatura de sangue novo recém-derramado. As pesquisas realizadas por cientistas em todos os tempos são unânimes em confirmar que se trata de sangue humano, e uma delas utilizando o espectroscópio, afirma tratar-se de sangue arterial.
           A Igreja não se opõe a que as investigações continuem, nem descarta a possibilidade de haver uma explicação natural para o fenômeno. A fé católica ensina que Deus é onipotente e que tudo quanto existe é fruto de sua criação. Mas ela é muito cuidadosa em afirmar categoricamente se um determinado fenômeno é de origem sobrenatural.
            Uma vez estabelecida a plena certeza de tratar-se de um milagre, aumentam os motivos para avivar nossa fé e para louvarmos a Deus.
             Os napolitanos têm San Gennaro como seu protetor contra os flagelos, os terremotos e as erupções do Vesúvio. Quando o milagre não se realiza nas datas indicadas, consideram eles que a demora é sinal de um ano de calamidade. Por isso a liquefação do sangue do mártir católico é esperada ansiosamente por todas as classes de pessoas.

18 de setembro de 2016

Jornada de Formação Católica



             Realizou-se na sede do Sodalício Sagrada Família, de São Paulo,  mais um programa de Formação Católica, para Cooperadores  e Simpatizantes dos Arautos do Evangelho, tendo como pronto principal, a Santa Missa, celebrada pelo Pe. Hamilton Naville, EP
            Na palestra do dia um arauto explicou para os presentes, com base em obras do Prof. Plínio Corrêa de Oliveira -- ilustrando com exemplos --, que a origem das crises que abalam atualmente a humanidade encontra-se na desordem de tendências dos homens, as quais geram doutrinas erradas, estendendo-se aos fatos e às instituições, o que foi acompanhado com muito interesse pelos presentes.


15 de setembro de 2016

De pé, a mãe dolorosa junto da cruz, lacrimosa



                Ó Santa mãe,por favor, fazei que as chagas do amor em mim se venham gravar.  

                O que Jesus padeceu venha a sofrer também eu, causa de tanto penar.
 

                Ó dá-me, enquanto viver, com Jesus Cristo sofrer, contigo sempre chorar!
Quero ficar junto à cruz, velar contigo a Jesus, e o teu pranto enxugar.

Virgem Mãe tão santa e pura, vendo eu a tua amargura, possa contigo chorar.

 Que do Cristo eu traga a morte, sua paixão me conforte, sua cruz possa abraçar.

 Em sangue as chagas me lavem e no meu peito se gravem, para não mais se apagar.


             No julgamento consegue que às chamas não seja entregue quem soube em ti se abrigar.

             Que a santa cruz me proteja, que eu vença a dura peleja, possa do mal triunfar.

              Vindo, ó Jesus, minha hora, por essas dores de agora, no céu mereça um lugar.


                     (Seqüência de Nossa Senhora das Dores - rezada na Liturgia  da Festa de hoje)