14 de maio de 2016
A vinda do Espírito Santo
Pentecostes era uma das festas tradicionais judaicas. Nela se ofereciam a Deus as primícias das colheitas do campo. Tratava-se de uma das três grandes festas chamadas da “peregrinação”, pois nelas os israelitas deviam peregrinar até Jerusalém para adorar a Deus no Templo. Os judeus da diáspora (residentes no estrangeiro) designavam-na pela palavra grega pentecosté (qüinquagésimo), por ser celebrada 50 dias depois da Páscoa.
“Estavam todos” presentes no cenáculo, diz São Lucas nos Atos. Era toda a Igreja nascente:cerca de 120 pessoas, entre as quais os 12 apóstolos, os 72 discípulos e as santas mulheres.
Encontravam-se absortos na oração quando se fez ouvir um ruído estrondoso e um vento impetuoso. Em seguida, aparecem pequenas chamas. Segundo uma piedosa e antiga tradição, a primeira língua de fogo — a mais rica — pousou sobre a cabeça de Nossa Senhora, e a partir dela se multiplicou para os outros.
Por que essas manifestações exteriores? Deus quis tornar visível a plenitude que entregava, o ímpeto de amor, a grandeza do dom que descia.
O “vento impetuoso” pode ser visto como a chegada da torrente de graças que estavam sendo derramadas sobre todos os presentes. Eram graças místicas eficazes e superabundantes que “invadiram” o cenáculo.
Além do fenômeno auditivo, e talvez sensitivo, terá havido um certo perfume? A ideia nos parece plausível.
O fogo, feito de luz e calor, era o melhor elemento para simbolizar o ardor próprio à ação restauradora e entusiasmante do Espírito Santo. Ao pairarem sobre as cabeças de Maria e dos demais presentes, as chamas se apresentavam sob a forma de línguas de fogo. Nelas podemos ver simbolizadas as labaredas que a pregação daqueles varões suscitaria.
“... ficaram todos cheios do Espírito Santo”. De Maria a Igreja exclama: “cheia de graça”, e de fato Ela o foi desde o primeiro instante de sua Imaculada Conceição. No cenáculo recebe uma plenitude ainda maior. Nessa passagem dos Atos vemos também os apóstolos, de acordo com suas respectivas missões, serem inundados dos mais especiais dons. Lembraram-se, então, com amor e compreensão, de tudo o que o Mestre lhes ensinara, estando prontos para percorrer o mundo pregando a Boa Nova.
Saiba mais:
12 de maio de 2016
Fátima: Era uma Senhora mais brilhante que o sol...
Era uma Senhora
vestida de branco, mais brilhante que o sol, expargindo luz mais clara e
intensa que um copo de cristal cheio de água cristalina, atravessado
pelos raios do sol mais ardente. Seu semblante era de uma inenarrável
beleza, nem triste, nem alegre, mas sério, talvez com uma suave
expressão de ligeira censura...
13
de maio de 1917. Lúcia de Jesus, 10 anos, Francisco Marto, 9 anos e
Jacinta Marto, 7 anos, após a Missa na igreja de Aljustrel, lugarejo de
Fátima, foram pastorear o rebanho de ovelhas nas terras do pai de Lúcia,
na Cova da Iria.
Após
um como que clarão de relâmpago, num céu luminoso e sereno, sobre uma
carrasqueira de metro e pouco de altura apareceu-lhes a Mãe de Deus.
Segundo
as descrições da Irmã Lúcia, era “uma Senhora vestida toda de branco,
mais brilhante que o sol, espargindo luz mais clara e intensa que um
copo de cristal cheio de água cristalina,
atravessado pelos raios do sol mais ardente”. Seu semblante era de uma
inenarrável beleza, nem triste, nem alegre, mas sério, talvez com uma
suave expressão de ligeira censura. Como descrever em pormenores seus
traços? De que cor os olhos, os cabelos dessa figura celestial? Lúcia
nunca o soube dizer ao certo!
Saiba mais:
11 de maio de 2016
Bernadete: a menina a quem a Virgem apareceu
No último Sábado os cooperadores do Sodalício Nossa Senhora da Saúde tiveram ocasião de assistir mais uma formativa palestra do arauto Sr. Paulo Teixeira Campos. O palestrante já havia feito uma exposição sobre Nossa Senhora de Lourdes, e, atendendo pedidos insistentes, tratou desta vez sobre vida da jovem vidente: Bernadete Soubirous.
Com efeito, ao longo deste século e meio, as ásperas rochas de Massabielle tornaram-se palco das mais espetaculares conversões e curas, legando à Santa Igreja Católica um tesouro espiritual de valor incalculável.
Em Lourdes fatos se revestem de uma grandiosidade peculiar, diante da qual nossa língua emudece. Ali está, diante de nós, a sublimidade do milagre. Entretanto, não se pode falar de Lourdes sem nos lembrarmos com veneração da personagem ligada de modo indissociável a essa história de bênçãos e misericórdias.
A modesta pastorinha a quem Nossa Senhora apareceu é o primeiro e maior prodígio de Lourdes: ela simboliza a íntegra fidelidade aos apelos de conversão e penitência, que naqueles dias foram lançados pela Rainha dos Céus, os quais haveriam de chegar aos mais longínquos recantos da Terra.
Um dos critérios de prudência adotados pela Santa Igreja para verificar a autenticidade de revelações como as que recebeu Bernadette, consiste em observar atentamente a conduta dos videntes. Neles, se reflete invariavelmente a veracidade e o teor do que dizem ver: seu testemunho pessoal é decisivo.
No caso de Lourdes, tal como depois sucedeu com os pastorinhos de Fátima, a mudança operada em Bernadette pode ser considerada um milagre da graça. Seus gestos, modos, palavras e, sobretudo sua piedade adquiririam indescritível brilho pelo contato com a Rainha dos Céus: "Na sua atitude, nos seus traços fisionômicos, via-se que a sua alma estava arrebatada. Que paz profunda! Que serenidade! Que elevada contemplação! O olhar da criança para a aparição não era menos maravilhoso que o seu sorriso. Era impossível imaginar algo tão puro, tão suave, tão amável..."
Após os êxtases, ela mantinha a clave de sublimidade que a pervadira: o modo como fazia o sinal-dacruz, sua compostura durante a oração e sua fineza de trato, aliados à simplicidade, eram mais distintos que os de qualquer dama que tivesse passado a vida inteira exercitando-se na arte do "savoir-plaire".
Até mesmo o Pe. Peyramale, o pároco de Lourdes, célebre pela desconfiança em relação a todos os fatos ocorridos com Bernadette, confessou: "tudo nela evolui de maneira impressionante"
8 de maio de 2016
Aula de Teologia para Cooperadores
Realizou-se na sede do Sodalício Sagrada Família, de Cooperadores dos Arautos do Evangelho, de São Paulo, mais um Encontro sobre Teologia, iniciado com a Santa Missa celebrada pelo Pe. Antônio Jacos, EP, após a qual o arauto Sr. Roberto Kazuo explanou profusamente a respeito do grande benefício posto por Deus à nossa disposição, que é a sua graça. Pôde, então, demonstrar que por este meio quis o Criador estabelecer um modo pelo qual suas criaturas inteligentes participassem da sua própria vida.
Partindo do princípio de que pelo pecado original nossos primeiros pais perderam o estado de graça em que foram criados, e que por isso todos os seus descendentes ficaram privados desse grande benefício, explicou que a recuperação dessa graça inicial dá-se com o Sacramento do Batismo, instituído, para isso, por Nosso Senhor Jesus Cristo.
Entre os vários pontos que abordou, enriquecidos por muitas ilustrações, o expositor reportou-se ao atual ateísmo prático que é cada vez mais dominante na sociedade. Muitas pessoas fazem abstração da graça e vivem à margem dessas verdades, como se Deus não existisse. Advertiu, então, que desprezar a graça e cair em pecado equivale a trocar o céu por bagatelas, à semelhança daqueles silvícolas que para receberem espelhinhos entregavam ouro precioso.
O programa encerrou-se com um convívio, no qual todos foram contemplados com uma saborosa refeição.
(clique sobre as fotos para aumentá-las de tamanho)
3 de maio de 2016
O milagroso afresco da Mãe do Bom Conselho
Antes de iniciar a exposição, atendeu confissões e celebrou a Eucaristia. Ao final foi servido saboroso lanche aos presentes.
Segue um apanhado sobre o aparecimento do milagroso afresco na pequenina e encantadora cidade italiana, localizada nas proximidades de Roma:
Cantos, risos, sons de instrumentos musicais… O povo italiano, artístico por natureza, sempre celebrou seus padroeiros com alegre e popular pompa. No dia 25 de abril de 1467, a pequena cidade de Genazzano comemorava a festa de São Marcos. A Divina Providência reservara-lhe algo de especial para essa jornada. Por volta das quatro da tarde, as pessoas reunidas na Praça de Santa Maria viram um espetáculo todo celestial.
Que nuvem prateada é essa, cruzando velozmente os céus e emitindo raios esplendorosos? De onde vem e para onde vai?
— E essas vozes angelicais? Que músicas maravilhosas! Nunca as havíamos escutado antes!
Tais eram as perguntas e exclamações dos habitantes de Genazzano, ao verem nos céus uma nuvem luminosa que descia aos poucos e foi colocar-se junto a uma parede inacabada duma antiga igreja em reconstrução. Este templo, dedicado havia séculos a Nossa Senhora do Bom Conselho, estava aos cuidados dos religiosos de Santo Agostinho.
“De repente” — relata um historiador — “os sinos da alta torre que a população tinha diante dos seus olhos começaram a repicar, embora todos vissem e soubessem que não eram tocados por mãos humanas. Em seguida, os demais sinos das igrejas da cidade começaram em uníssono a lhes fazer eco, tocando a toda força. Fascinada e tomada por santos sentimentos, a multidão logo encheu o recinto da capela em reforma, comprimindo-se em torno do local onde a nuvem pousara.
“Pouco a pouco, os raios de luz cessaram de brilhar, a nuvem começou a clarear lentamente e um objeto belíssimo surgiu diante de seus surpresos olhos. Era uma imagem de Nossa Senhora, tendo o Divino Menino Jesus em seus braços. Ela parecia lhes sorrir e dizer: ‘Não temais. Eu sou vossa Mãe, e vós sois e continuareis sendo meus filhos queridos’”.
O “Códice dos milagres”
Incontáveis são os casos de aleijados, paralíticos e cegos que, ao entrar na capela de Nossa Senhora do Bom Conselho, ficaram inteiramente curados de seus males. Nos 110 dias subsequentes à chegada de Nossa Senhora, há nada mais que 161 milagres registrados!
Além de impressionantes curas, narram-se casos de exorcismos, aparições de Nossa Senhora àqueles que, mesmo distantes de Genazzano, rezaram confiadamente à Mãe do Bom Conselho.
Todos viram o morto levantar a cabeça
Conta-se neste códice o fato de um desolado senhor, Antonietto de Castelnuovo, o qual, tendo morrido repentinamente seu fiel servidor, Constantino de Carolis, não cessava de verter abundantes lágrimas. Em certo momento, prostrou-se por terra ao lado do cadáver, e pôs-se a exclamar: “Ó Santíssima Virgem de Genazzano, eu Vos imploro, se assim for o melhor, rogai a Deus por mim para que devolva meu servidor, e Vos prometo conduzi-lo a Genazzano diante de vossa Santa Imagem”.
A soberana Imperatriz dos Céus, Maria, a Santíssima Mãe do Bom Conselho, invocada com tão viva fé, atendeu de bom grado essa ardente e dolorida súplica. Inopinadamente, todos viram o servidor morto levantar no mesmo instante a cabeça, abrir os olhos e começar a sentar-se no chão, estando até mesmo ele tomado de estupor. Ele viu seu senhor aflito e, com a língua já destravada, disse-lhe: “Por caridade, dê-me um pouco de comida”. Em seguida, pôs-se de pé e, dirigindo-se para os que o circundavam, declarou-se curado e livre de qualquer incômodo ou sofrimento.
Imediatamente, ambos empreenderam jubilosos o caminho de Genazzano, a fim de, diante do santo afresco, agradecer tão imenso favor
Libertação de um criminoso
Além de libertar dos grilhões espirituais, a Senhora do Bom Conselho não deixou de atender réus de morte que Lhe pediram perdão e auxílio.
Giovanni di Andrea di Sarzano, um criminoso retido na prisão de Siena, recebera por veredicto a pena de morte. Um sacerdote tentou convencê-lo a receber os últimos Sacramentos, mas em vão, pois o condenado não acreditava que iria morrer…
Esgotados os recursos para conduzi-lo à penitência, o padre nada mais pôde senão afirmar: “Se a milagrosa Madonna recentemente aparecida em Genazzano não te livra da morte, tu estarás amanhã indubitavelmente na eternidade”. E partiu desgostoso da cadeia.
Pouco tempo depois, Giovanni se lança com o rosto por terra, começa a chorar incessantemente e a exclamar: “Ó Virgem Santíssima, se me fizerdes esta grande graça, irei imediatamente prostrar-me aos vossos pés para agradecer-Vos tão estupendo milagre”. Dito isso, vê romperem-se os grilhões de seus pés, e cheio de espanto e vontade de fugir, atenta para uma janelinha daquela prisão. Ela estava muito alta, mas Giovanni aproxima-se, tenta a façanha, e sobe com toda facilidade, como se existisse uma escada invisível.
Uma vez no alto fica assustado por ver embaixo um precipício profundíssimo. Impossível lançar-se por ali sem se fazer em pedaços… “Tomando ânimo e cheio de vivíssima fé por ter visto despedaçarem-se os grilhões milagrosamente e por ter subido até aquela janela sem saber como, faz o sinal da Cruz, volta a recomendar-se com fervor a Maria Santíssima de Genazzano e se atira sem demora, dizendo repetidamente ao lançar-se e cair: ‘Ó Santa Maria de Genazzano, ajudai-me’. Que prodígio digno da Imperatriz dos Céus! Como se uma nuvenzinha celeste o tivesse levado até embaixo, chega ao solo intacto, ileso, sem nenhum dano”.
As autoridades municipais, dando-se conta do ocorrido, e sendo notória a intervenção sobrenatural, liberaram-no. Arrependido, exultante e agradecido, Giovanni dirige-se a Genazzano para encontrar-se com sua maternal libertadora.
1º de Maio: Homenagem a São José
No último fim de semana, os Cooperadores do Sodalício Nossa Senhora da Saúde, abrilhantaram as cerimônias em honra ao Pai adotivo de Cristo Jesus, na capela de São José Operário e São Francisco de Assis, na Serra da Cantareira, município de Mairiporã-SP.
O coral “Regina Angelorum”, do mesmo sodalício, não só entoou músicas sacras durante a Celebração Eucarística, como acompanhou a procissão que se realizou nas imediações da capela.
O Pe. Luiz Francisco Beccari EP celebrou a Santa Missa e presidiu o caminhada com a imagem do patrono. Uma banda do setor masculino composta de jovens Arautos entoou cânticos durante a procissão.
29 de abril de 2016
O Reino de Maria virá!
No último Sábado o sacerdote arauto Pe. Caio Newton da Fonseca explanou para os cooperadores do Sodalício de Nossa Senhora da Saúde, da capital paulita, o interessante tema "O Reino de Maria, época futura de esplendor e glória".
Satisfez a todos os participantes, partindo da noção dos termos "mundo" e "reino", terminando por elucidar sobre o significado da promessa de Nossa Senhora de Fátima: "Por fim o meu Imaculado Coração triunfará".
Para que o leitor possa aquilatar a importância do assunto tratado, reproduzimos aqui um trecho da "Oração Abrasada", de São Luiz MariaGrignion de Montfort, constante do seu "Tratado da Verdadeira devoção à Santíssima Virgem" :
"Lembrai-vos, Senhor.... É tempo de cumprir o que prometestes. Vossa divina fé é transgredida; vosso Evangelho desprezado; abandonada, vossa religião; torrentes de iniqüidade inundam toda a terra, e arrastam até os vossos servos; a terra toda está desolada, a impiedade está sobre um trono; vosso santuário é profanado, e a abominação entrou até no lugar santo. E assim deixareis tudo ao abandono, justo Senhor, Deus das vinganças? Tornar-se-á tudo afinal como Sodoma e Gomorra? Calar-vos-eis sempre? Não cumpre que seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu, e que a nós venha o vosso reino?
Não mostrastes antecipadamente a alguns de vossos amigos uma futura renovação de vossa
Igreja? Não se devem os judeus converter à verdade? Não é esta a expectativa da Igreja? Não vos clamam todos os santos do céu:
Senhor Jesus, Lembrai-vos de dar à vossa Mãe uma nova Companhia, a fim de por ela renovar todas as coisas, e a fim de terminar por Maria Santíssima os anos de graça, assim como por ela os começastes...
Divino Espirito Santo, lembrai-vos de produzir e de formar filhos de Deus, com Maria, vousa divina e fiel Esposa. Formastes Jesus Cristo, cabeça dos predestinados com ela e nela, e com ela e nela deveis formar todos os seus membros; nenhuma pessoa divina engendrais na Divindade, mas só vós, unicamente vós, formais todas as pessoas divinas, fora da Divindade, e todos os santos que têm existido e hão de existir até ao fim do mundo, são outros tantos produtos de vosso amor unido a Maria Santíssima. O reino especial de Deus Pai durou até ao dilúvio, e foi terminado por um dilúvio de água; o reino de Jesus Cristo foi terminado por um dilúvio de sangue, mas vosso reino, Espírito do Pai e do Filho, está continuando presentemente, e há de ser terminado por um dilúvio de fogo, de amor e de justiça.
Quando virá esse dilúvio de fogo do puro amor, que deveis atear em toda a terra de um modo tão suave e tão veemente que todas as nações, os turcos, os idólatras, e os próprios
judeus hão de arder nele e converter-se? Seja ateado esse divino fogo que Jesus Cristo veio trazer à terra, antes que ateeis o fogo de vossa cólera, que há de reduzir tudo a cinzas".
28 de abril de 2016
O grande santo mariano
Puro como um Anjo, zeloso como um Apóstolo, sofredor como um penitente, foi ele o incansável missionário do amor a Jesus, por meio de Maria, na previsão de uma plêiade de almas abrasadas que viriam em tempos futuros.
São Luís Maria Grignion de Montfort difundiu na Igreja a escravidão de amor à Sabedoria Eterna e Encarnada, Jesus Cristo, pelas mãos de Maria. Primogênito de uma família de 18 irmãos, nasceu em Montfort, França, em 31 de janeiro de 1673.
Desde jovem teve muita devoção à Sagrada Eucaristia e à Santíssima Virgem. Herdou de seu pai o temperamento colérico. Foi São Luis Grignion de Montfort.jpgEla quem o fez dominar seu próprio mau gênio e o colocou nas sendas da santidade.
Fez-se sacerdote em 1700, sempre com muito desejo de ser missionário. O lema de sua vida sacerdotal era: ser escravo de Maria.
Por sua fidelidade à doutrina da Igreja e seu ardente zelo em difundir a devoção a Nossa Senhora, foi perseguido pelos jansenistas e galicanos, chegando, inclusive, a ser proibido de confessar e pregar, ou seja, de exercer plenamente seu ministério sacerdotal em numerosas dioceses. Recorreu ao papa Clemente XI, do qual recebeu uma bênção e o título de Missionário Apostólico, para continuar sua obra evangelizadora na própria França.
São Luís pregou 200 missões e retiros, sempre exaltando a devoção a Nossa Senhora como sendo o caminho mais rápido e seguro de ir a Jesus.
Fundou a Companhia de Maria, congregação de sacerdotes missionários; as Filhas da Sabedoria, freiras dedicadas à assistência aos doentes nos hospitais e à instrução de meninas pobres; e os Irmãos de São Gabriel, congregação de irmãos leigos voltados para o ensino.
Suas obras: "Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem", "O segredo de Maria", "O segredo admirável do Santo Rosário" são universalmente conhecidas e recomendadas pelo grande bem que fazem às almas.
São Luís morreu em Saint Laurent- sur-Sèvre, em 28 de abril de 1716, aos 43 anos de idade.
(Revista Arautos do Evangelho, Abril/2003, n. 16, p. 47)
Saiba mais: Acesse aqui
25 de abril de 2016
Nossa Senhora do Bom Conselho
Dia 26, festa de Nossa Senhora do Bom Conselho.
O Blog dos Cooperadores dos Arautos do Evangelho traz novamente para você esta belíssima história cheia de milagres e conversões. O afresco de Nossa Senhora do Bom Conselho encontra-se na cidade de Genazzano, na Itália Com ele, um constante milagre acontece desde o século XV: está suspenso no ar sem fixação nenhuma, afastado da parede cerca de três centímetros.
Compartilhe esta história com sua família e amigos. Clique aqui
22 de abril de 2016
A Maravilhosa história de Nossa Senhora de Lourdes
Depois de uma semana de frutuoso apostolado, os membros do Sodalício de Nossa Senhora da Saúde, da capital paulista, tiveram a grata satisfação de párticipar neste último sábado de uma formativa palestra em sua sede social. O conferencista arauto Paulo Teixeira Campos discorreu com entusiasmo sobre a verdadeira história das aparições de Nossa Senhora em Lourdes na França, no ano de 1858.
Especializado na matéria, tendo lido mais de 60 obras a respeito, pôde entrar em detalhes habitualmente desconhecidos do grande público católico, agradando enormemente a todos os participantes da palestra.
Se o caro leitor quiser saborear matéria dos Arautos sobre este interessante tema, acesse aqui.
Especializado na matéria, tendo lido mais de 60 obras a respeito, pôde entrar em detalhes habitualmente desconhecidos do grande público católico, agradando enormemente a todos os participantes da palestra.
Se o caro leitor quiser saborear matéria dos Arautos sobre este interessante tema, acesse aqui.
14 de abril de 2016
Como é belo o cerimonial!
Eis um apanhado sobre esta necessidade intrínseca no ser humano, que é o cerimonial.
Ao participarmos de um grandioso cortejo, ou então uma solene celebração litúrgica, com incenso, turibulo, instrumentos musicais, cânticos magníficos e cerimonial impregnado de esplendor, nos dizemos a nós mesmos: “Como tudo isso é belo! Como é rico e magnífico! Como é bela uma cerimônia!”
E analisando a história, vemos que desde os primórdios da humanidade, o cerimonial faz parte de nossas vidas, e por incrível que pareça, todos os dias, por vezes sem nos darmos conta.
Uma refeição em família, todos se reúnem à mesa, onde o pai se assenta em seu local de costume, tendo ao seu lado sua esposa, ambos rodeados de seus filhos a travarem uma agradável conversa. É uma cerimônia do dia-a-dia, mesmo que seja de singela simplicidade.
Já na época de Nosso Senhor Jesus Cristo, eram realizados no templo inúmeras cerimônias, sobretudo tendo como ápice as festividades da Páscoa, na qual se comemorava a passagem do povo eleito pelo Mar Vermelho e a libertação da escravidão aos egípcios.
E não somente entre os Israelitas, o cerimonial estava presente entre todos os povos; egípcios, com suas honras prestadas ao Faraó, gregos e suas aberturas de jogos e campeonatos, povos nórdicos com danças e festividades em louvor a chegada da primavera e por aí vai.
O cerimonial é uma necessidade intrínseca no ser humano, e ele pode ser admirado em diversos aspectos da natureza, por exemplo, ao vermos a cena de dezenas de golfinhos saltando e rodopiando alegremente em meio a um magnifico por do Sol.
Ou ainda, uma gigantesca baleia, o maior de todos os seres vivos da terra superando todas as expectativas de seu físico, dá um magnifico salto retirando seu enorme corpo da água deixando aqueles que assistem extasiados.
Esses gestos “cerimoniosos” que vemos nos animais, também estão presentes nas espetaculares “apresentações” da natureza que Deus, em sua infinita bondade, concedeu aos homens o dom de comtemplar
Por exemplo, um magnífico por do Sol, quando seus últimos raios deixam de vislumbrar no horizonte em um esplendoroso degrade multicolorido, tornando-se cada vez mais intenso até atingir o seu auge, e nobremente deixar de banhar a terra com seu calor até a alvorada do dia seguinte… É de encantar a mais fria das almas!
Ou ainda, o suave desenrolar da doce queda de milhares de cristais congelados que se deitam sobre o solo, formando um belíssimo tapete de singular alvura, conferindo a terra um aspecto paradisíaco e repleto de inocência… Um ambiente dourado dos sonhos primaveris de todas as crianças.
Ao ver esses exemplos, podemos nos perguntar: “Por que existe isso? Qual a necessidade de haver, todos os dias, gestos, fenômenos e ocasiões tão solenes? Por que o Cerimonial atrai tanto os homens?”
A resposta a essa pergunta, se dá ao fato de Deus ter inserido no homem um instinto cerimonioso. O Criador representou na sua obra, grandes e pequenas cerimonias, essas são prefiguras de cerimônias superioras.
Mas por que isso? Para sobretudo nos preparar para as cerimônias que nos estão reservadas no Céu, onde esse desejo de sublimidade e esse instinto do Divino será inteiramente saciado nas pompas e alegrias de nosso Pai, na eternidade.
(Arquivo "Arautos do Evangelho"
4 de abril de 2016
Amor santo e ira santa
No último Sábado os Cooperadores do Sodalício de Nossa Senhora da Saúde, da capital paulista, puderam apreciar uma importante matéria para sua formação católica. O Pe. David C.Francisco, EP, desenvolveu o tema "Amor santo e ira santa", mostrando como o Evangelho nos ensina a misericórdia que devemos ter para com os pecadores arrependidos, mas ao mesmo tempo a ira sagrada contra o pecado, que é a maior ofensa ao Criador.
Segue abaixo um apanhado do assunto tratado, acompanhado de duas ilustrações: "Jesus perdoa a pecadora" e "Jesus expulsa os vendilhões do Templo":
Ousado e ardente, o amor humano é uma paixão “forte como a morte” (Ct 8, 6). Quem é tomado pelo amor quer, quer muito, e quer tanto que está disposto a tudo para alcançar o objeto de seu entusiasmo. Distinto do mero sentimento — pois consiste na vontade posta em movimento —,o amor não é irracional; com efeito, a vontade adere ao que a inteligência indica ser desejável.
Entretanto, ele não procura de igual modo os seus desejos, mas se lança com tanto maiorempenhoquanto mais apetecível for o bem buscado: é maior a determinação do cientista em conquistarum prêmio internacional que em disputar um título municipal! 

Ora, sendo Deus o Bem almejável por excelência, a Religião — que “liga” a alma ao Criador — é precisamente a motivação mais possante para mover a vontade; por isto, nada existe no mundo capaz de deter aquele cujo amor é movido por uma questão religiosa.
Naturalmente, isto vale para o bem e o mal. Mas quando a graça santifica a paixão natural, do amor humano surge a virtude da caridade que, por sua vez, torna o homem capaz de façanhas muito acima de sua natureza: para este amor, simplesmente, nada é impossível!
Não apenas em razão de sua Pessoa divina, mas também por causa da excelência de sua natureza criada, o amor de Jesus é de uma perfeição insuperável. Seu amor por nós é tão grande que absolutamente nada poderá vencê-lo (cf. Jo 10, 29; Rm 8, 38-39). Sobretudo, seu amor por Deus supera nosso entendimento: além da virtude da caridade, Jesus-Homem constitui com o Filho de Deus uma só Pessoa! Deste amor intensíssimo fluem todos os bens, pois “de sua plenitude todos nós recebemos” (Jo 1, 16).
Se tal é o amor de Cristo, como explicar atitudes de radical intransigência, como a de expulsar do Templo os vendilhões? Ter-Se-ia Ele deixado dominar pela ira? Então, em Jesus não era tudo santo, equilibrado e harmônico com seu amor a Deus?
Sim, era, mas o amor e o ódio se complementam, porque só tem verdadeiro amor quem odeia o contrário. Manifestação de amor ao Pai, a ira de Cristo levou-O muitas vezes a tomar atitudes que hoje seriam consideradas “intolerantes”, mas que refletiam na Terra as disposições do Senhor, pois “a ira de Deus se revela, do alto do Céu, contra toda a impiedade e iniquidade dos homens” (Rm 1, 18). Esta ira, longe de ser pecado, é louvável, porque consiste em “desejar a vingança conforme à ordem da justiça” e “corrigir todo mal” (São Tomás de Aquino. Suma Teológica. III, q.15, a.9). Foi dado aos Apóstolos reconhecê-lo, ao lembrar-se do Salmo: “O zelo de vossa casa me consome” (Jo 2, 17).
Apesar da intensidade, em Cristo a perfeição da ira não prejudicava o gozo da contemplação, por não existir n’Ele conflito algum entre suas faculdades. Que belo equilíbrio entre o santo amor e a sagrada ira! Em admirável e divina harmonia, “misericórdia e ira estão sempre em Deus, grandemente misericordioso, porém capaz de cólera” (Eclo 16, 12).
(Editorial da revista “Arautos do Evangelho”, nº 167).Confessai-vos bem!
Realizou-se recentemente na sede
do Sodalício Sagrada Família, de Cooperadores dos Arautos do Evangelho de São
Paulo, mais um Encontro de Formação Católica, no qual o Pe. David C. Francisco, EP, discorreu amplamente
sobre a Reconciliação, também conhecida como Sacramento da Confissão.
Além de
Cooperadores do mesmo Sodalício, estava presente grande número de simpatizantes
dos Arautos.
Entre os muitos esclarecimentos,
vivamente acompanhados pelos presentes, o expositor frisou que todos ser humano
tem motivos para pedir perdão dos seus pecados, pois, como afirma São João
Evangelista, quem diz que não comete pecado é mentiroso, entendendo-se que mesmo
as pessoas virtuosas , ainda que levemente, estão sujeitas às debilidades da natureza humana. Por isto,
Nosso Senhor Jesus Cristo instituiu este importantíssimo Sacramento, quando
afirmou aos apóstolos: “Àqueles a quem perdoardes os pecados, serão perdoados e
àqueles que lhes retiverdes, ser-lhe-ão retidos”.
O programa iniciou-se com a
celebração da Santa Missa em homenagem ao glorioso São José --
precedida de atendimento espiritual aos interessados -- e foi encerrado
com um serviço de pizza para os participantes.
31 de março de 2016
E o Verbo de Deus se fez Carne
“Naquele tempo, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, a uma Virgem, prometida em casamento a um homem chamado José. Ele era descendente de Davi e o nome da Virgem era Maria.
O anjo lhe disse: ‘Alegra-Te, cheia de graça, o Senhor está contigo!'
Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus Lhe dará o trono de seu pai Davi. Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim.
Maria perguntou ao anjo: ‘Como acontecerá isso, se Eu não conheço homem algum?
O anjo respondeu: ‘O Espírito virá sobre Ti, e o poder do Altíssimo Te cobrirá com sua sombra. Por isso, o menino que vai nascer será chamado Santo, Filho de Deus.
Maria, então, disse: ‘Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em Mim segundo a tua palavra!"
E o Verbo se fez Carne e habitou entre nós.
(Devido à Semana Santa, a festa da Anunciação foi transferida do dia 25 para o dia 4)
SAIBA MAIS: Acesse AQUI
27 de março de 2016
Cristo ressuscitou verdadeiramente!
O Corpo de Jesus acabava de ser posto no sepulcro. Tudo parecia concluído.
O profeta de Nazaré morrera na cruz, como um vil escravo. Os apóstolos, aterrorizados, tinham desaparecido; algumas mulheres, depois de o terem seguido até ao Sepulcro, voltavam para suas pousadas, derramando lágrimas.
Dir-se-ia que os príncipes dos sacerdotes e os fariseus triunfavam incontestavelmente; e contudo, coisa estranha! pareciam temer ainda aquele personagem prodigioso, que tantas vezes os tinha espantado com o seu poder.
Aquelas trevas que envolveram a cidade durante a sua agonia, aquele tremor de terra no momento da sua morte, aquele véu do Santo-dos-Santos rasgado miraculosamente, afiguravam-se a todos, como presságios sinistros.
E o que mais que tudo os inquietava é que o Crucificado tinha anunciado que ressuscitaria três dias depois da sua morte.
Ao predizer a sua morte, e a sua morte na cruz, Jesus ajuntava que ressuscitaria ao terceiro dia. “Destruí este templo, dizia ele aos Judeus, falando do templo do seu corpo, e eu o reconstruirei em três dias.”
Em tal assombro os lançaram estes temores que sem se importar com o descanso sabático, foram imediatamente ter com Pilatos. “Senhor, disseram-lhe eles, lembramo-nos que aquele impostor, quando ainda vivia, anunciou que ressuscitaria ao terceiro dia depois da sua morte. Fazei-nos pois o favor de mandar guardar o seu sepulcro até ao fim do terceiro dia, para que não venham os seus discípulos tirar o cadáver e dizerem depois ao povo que ele ressuscitou dentre os mortos. Pois este segundo erro ainda seria mais perigoso que o primeiro.”
Pilatos execrava aqueles homens, sobretudo depois que eles lhe extorquiram uma sentença que a sua consciência lhe exprobrava como um crime. Por isso respondeu-lhes com desprezo: “Tendes a vossa guarda: ide lá, e mandai guardar esse sepulcro, como bem vos parecer.”
Os príncipes dos sacerdotes e os chefes do povo foram ao jazigo onde repousava o corpo do Crucificado. Selaram a pedra que defendia a entrada, e colocaram soldados à volta do monumento a fim de impedir que alguém se aproximasse.
E, feito isto, retiraram-se plenamente seguros: parecia-lhes impossível que um morto tão bem preso e tão bem guardado lhes pudesse escapar. De três em três horas, novas sentinelas iam render as que tinham acabado o seu quarto de guarda.
O Filho de Deus esperava, na paz e silêncio do sepulcro, o momento fixado pelos decretos eternos.
Ao romper da aurora do terceiro dia, a sua alma, voltando do limbo, reuniu-se ao corpo e, sem nenhum movimento na colina, o Cristo glorificado saiu do sepulcro. E os guardas nem sequer perceberam que estavam vigiando um sepulcro vazio.
Mas eis que, momentos depois, começa a terra a tremer violentamente, e um anjo desce do Céu, à vista dos soldados aturdidos, rola a pedra que fechava a entrada da gruta e senta-se sobre aquela pedra como um triunfador no seu trono. O seu rosto brilha como o relâmpago, o seu vestido alveja como a neve, os olhos despedem chamas e fixam os guardas que para ali caem com o rosto no pó, quase mortos de pasmo. Era o anjo da ressurreição que descia do Céu para anunciar a todos que Jesus, o grande Rei, o vencedor da morte e do inferno, acabava de sair do sepulcro.
O Senhor ressuscitou verdadeiramente! Aleluia!
Fonte: Jesus Cristo, sua vida, sua paixão, seu triunfo
Pe. Berthe, da Congregação do Ssmo. Redentor - pgs 408-9
SAIBA MAIS:
http://www.arautos.org/especial/58009/A-Luz-venceu-as-trevas-.html
26 de março de 2016
Sábado Santo: Jesus descido da Cruz e posto no Sepulcro
V/. Nós vos adoramos, ó Cristo, e Vos bendizemos.
R/. Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.
Leitura:
No lugar em que Ele foi crucificado havia um jardim, e no jardim um sepulcro novo, em que ninguém ainda fora depositado. Foi ali que depositaram Jesus por causa da Preparação dos judeus e da proximidade do túmulo. Depois (José de Arimateia) rolou uma grande pedra à entrada do sepulcro e foi-se embora. Maria Madalena e outra Maria ficaram lá, sentadas defronte do túmulo (Jo 19, 41-42; Mt 27, 60-61).
Meditação:
Maria deu a luz um único Filho. Seu claustro materno não foi habitado por mais ninguém, a não ser Jesus. Assim também o Santo Sepulcro. O tempo avançava, eram demoradas as diligências para obterem a permissão de Pilatos, descer da Cruz o Corpo sagrado do Senhor não era operação rápida, todas as circunstâncias favoreceram a escolha de um túmulo nas proximidades. Sepulcro virgem, pois nem antes, nem depois, algum outro nele fora sepultado.
“Mais uma vez os acontecimentos são conduzidos pela Sabedoria de Deus. Evitou-se assim qualquer sombra de dúvida sobre a Ressurreição. Foi Jesus que ressuscitou e não o cadáver de qualquer outra pessoa. E dada a proximidade do Sepulcro, tornou-se mais fácil comprovar, tanto pelos discípulos quanto pelos soldados romanos postos ali pelos fariseus, a falsidade da suposição do roubo de Seu Corpo.
“O Salvador foi depositado num túmulo que não era o Seu, dando assim a conhecer que morria pela salvação dos outros; por que haveria de ser colocado num sepulcro próprio Quem não havia morrido por Si? Por que haveria de ter túmulo na terra Aquele cujo trono permanecia no Céu? Por que haveria de ter sepultura própria Quem não esteve no sepulcro mais do que três dias, não como morto, mas como que descansando num leito? O sepulcro é a habitação da morte; não era necessário, portanto, que Cristo, que era a vida, tivesse habitação de morte; nem necessitava habitação de defunto Quem nunca morre” (Santo Agostinho).
“Depois que o Corpo do Senhor foi sepultado (os outros foram para casa) unicamente continuaram ali as mulheres, que mais O haviam amado...” (São Remígio).
“As mulheres perseveraram em seu dever, esperando o que Jesus havia prometido; por esta razão mereceram ser as primeiras que viram a Ressurreição, porque ‘quem persevera até o fim, se salvará’” (São Jerônimo).
Felizes as Santas Mulheres! Mais felizes ainda somos nós, pois temos a Jesus em Corpo, Sangue, Alma e Divindade na Eucaristia. Nela nós O adoramos, não com “uma grande lápide” de permeio, mas tão somente através dos véus das Sagradas Espécies e da custódia.
Oração:
Ó meu Jesus morto e sepultado, aqui me encontro eu, em companhia das Santas Mulheres para Vos adorar. Com elas Vos peço a graça de jamais me separar de Vós e, permanecendo assim unido habitualmente a Vós por um dom sobrenatural, possa com São Paulo afirmar: “já não sou eu que vivo, é Cristo Jesus que vive em mim” (Gal 2, 20).
Sim, Vós sois morto e colocado num túmulo para que eu tenha vida e de maneira superabundante. Que a vida neste transe, afastada de Vós, penetre no mais fundo de minha alma, a ponto de participar do Vosso próprio poder: “Tudo posso n'Aquele que me conforta” (Fl 4,13).
A Vós, ó Virgem, recorro a fim de que me obtenhais de Jesus sepultado, a confirmação na graça de Deus para, um dia, seguindo os Vossos caminhos e os d'Ele, possa eu ressuscitar para a glória.
(Parte da Via Sacra, de autoria de Mons. João Clá Dias)
Assinar:
Postagens (Atom)














































