14 de setembro de 2014

A Santa Cruz de Cristo



             A piedade católica, movida pelo Espírito Santo, modelou ao longo dos séculos, variadas formas de devoção àquilo que representa, de maneira tocante, a Redenção do gênero humano: a Santa Cruz de Jesus Cristo, cuja festa comemoramos hoje.

              A condenação à morte pelo suplício da cruz era uma morte ignominiosa, reservada para os ladrões e assassinos. Segundo nos relata Cícero, os romanos tinham duas maneiras de eliminar os criminosos: uma nobre, a decapitação, e outra ignominiosa, que era a morte pela cruz. Portanto, Cristo morreu pela maneira mais cruel, a morte pela cruz.
              No suplício da cruz o condenado, ao ser pregado na cruz, chegava ao máximo da dor, uma vez que ao ter suas mãos pregadas na cruz, cada prego lhe dava uma descarga nos nervos, que fazia com que o condenado gritasse de dor. Na cruz o condenado perdia muito sangue e, em geral morria de asfixia, após muitas horas de sofrimento e, se continuava vivo, suas pernas eram quebradas e, neste caso, a morte era instantânea por asfixia. Com efeito, na cruz, a respiração é lenta e mais curta, pois o ar penetra os pulmões, mas não consegue fluir e o condenado tem sede de ar, semelhantemente ao asmático em plena crise.
              Bem, estamos rememorando esses fatos, para lhes dizer como foi cruel e dolorosa a morte de Jesus na Cruz. Entretanto, segundo os Evangelhos, Cristo ressuscitou e a cruz vazia passou a indicar para o cristão uma fonte de salvação e de ressurreição.
              Eusébio de Cesareia, o primeiro grande historiador da Igreja recorda o acontecimento com estas palavras: "Um sinal extraordinário aparece no céu. (...) Quando o sol começava a declinar, Constantino vê com os próprios olhos, no céu, mais acima do sol, o troféu de uma cruz de luz sobre a qual estavam traçadas as palavras IN HOC SIGNO VINCES. Foi tomado por um grande estupor e, com ele, todo seu exército".
              O sol começa a se por quando as tropas de Constantino vêem repentinamente surgir no céu um grande sinal luminoso, com uma frase chamejante: "In hoc signo vinces" "Com este sinal vencerás".
              Diz a história que, no dia 27 de outubro do ano 312 depois de Cristo, dois exércitos se defrontam às portas de Roma. O primeiro sai dos Muros Aurelianos para posicionar-se ao longo das margens do Tibre, junto à Ponte Milvio, comandado por Marcos Aurélio Valério Massêncio. O segundo, que desceu de Trier (na Alemanha) rumo a Roma, se coloca ao longo da via Flaminia, guiado por Flávio Valério Constantino. Os dois contendores lutam pelo título de Augusto do Ocidente, um dos quatro cargos supremos, na Tetrarquia, o novo sistema de governo do Império, ideado por Diocleciano.                      
               Com efeito, Constantino venceu e deu total liberdade aos cristãos, até então perseguidos pelo Império Romano. Com este fato histórico, a Cruz de Cristo, antes venerada com respeito, passou a ser símbolo de vitória, pois do lenho da cruz partiu a salvação do mundo. Daí, na exaltação da Santa Cruz e na Sexta Feira da Paixão cantar a Igreja, ao apresentar a cruz para que os fieis prestem adoração ao Cristo crucificado e morto: "Eis o lenho da cruz, do qual pendeu a salvação do mundo."
               A cruz para o cristão, portanto não é símbolo de morte, mas de vida. Ela é nossa única esperança. A cruz está sempre presente na vida da Igreja, quer na celebração da Eucaristia, que no Batismo e demais sacramentos. O sinal da cruz é o indicativo de que a pessoa é cristã e nós o usamos sempre no início da Missa, com esse sinal nós somos abençoados e abençoamos em nome do PAI, do FILHO e do ESPÍRITO SANTO. Portanto, exaltar a cruz é exaltar a morte de Cristo e proclamar que Ele está vivo e por seu  sacrifício na Cruz nos obteve a salvação.
              Bendita e louvada seja a cruz bendita do Senhor, símbolo de vida e de ressurreição.

12 de setembro de 2014

O Santo Nome de Maria



              Este nome tem mais virtude do que todos os nomes dos Santos para confortar os débeis, curar os enfermos, iluminar os cegos, abrandar os corações endurecidos, fortificar os que combatem, dar ânimo aos cansados e derrubar o poderio dos demônios.

            O nome de Maria é um nome salvador, sobretudo nos perigos de ordem moral. Quantas tentações por ele foram vencidas, quantos pecados evitados, quantos imundos corações purificados, quantas penosas confissões extraídas de almas que se cria para sempre fechadas!
            É também um nome de consolação e de alegria. Ele dissipa a tristeza na alma que o pronuncia.
            Tendes medo de Deus e de seus julgamentos? Pensai em Maria e invocai seu nome: vossa confiança em Deus renascerá. Tendes medo dos homens, diante dos quais vos cobristes de vergonha e perdestes a reputação? Pensai em Maria e invocai seu nome: e não tereis mais receio de levantar os olhos diante de vossos semelhantes. Esmaga-vos o peso da humilhação ou da dor física? Pensai em Maria, invocai seu nome, e sereis aliviado. Tendes a horrível morte que rompe e põe fim a tudo? Pensai em Maria, invocai seu nome, e tereis coragem de aceitar esse supremo sacrifício.
            O nome de Maria é um nome de força. Quaisquer que sejam os inimigos que vos ameaçam, venham eles do Inferno, como o demônio que vos tenta; ou venham do mundo, como os adversários que vos perseguem, invocai o poderoso nome de Maria e a todos vencereis.
            Quaisquer que sejam vossas próprias fraquezas, provenham elas do orgulho, da inveja, da sensualidade ou da preguiça, confiai vosso débil coração à solicitude da Virgem, invocai o poderoso nome de Maria, e vos vencereis a vós mesmos.
            Os espíritos malignos tremem ante a Rainha dos Céus, e fogem como se corre do fogo, ao ouvir seu santo nome. Causa-lhes pavor o santo e terrível nome de Maria, que para o cristão é um extremo amável e constantemente celebrado.
            Não podem os demônios comparecer nem poder por em jogo suas artimanhas onde veem resplandecer o nome de Maria. Como trovão que ressoa no céu, assim caem derrubados ao ouvirem o nome de Santa Maria. E quanto mais amiúde se profere este nome, e mais fervorosamente se invoca, mais céleres e para mais longe escapam.
            Nesta data a Igreja Católica comemora este Santo Nome. Invoquemo-lo, pedindo sua intercessão   junto ao seu Divino Filho.

11 de setembro de 2014

Cooperadores de Miami na Festa da Virgem da Caridade



                 No último dia 8, um grupo de terciários norte-americanos da cidade de Miami participou das comemorações em homenagem a Nossa Senhora da Caridade. O evento foi realizado no Bank United Center, em Coral Gables, Florida.
                 Os cooperadores puderam saudar o Arcebispo metropolitano Dom Thomas Wenski,  o Bispo Auxiliar  Mons. Peter Baldaccino e também o Cardeal brasileiro de Aparecida do Norte Dom Raymundo Damasceno, que concelebraram a Eucaristia.

(clique sobre as fotos para vê-las em tamanho maior)

9 de setembro de 2014

Nossa Senhora de Guadalupe



          No último Sábado os Cooperadores de Nossa Senhora da Saúde, desta Capital, receberam a visita do representante dos Arautos do Evangelho no México, Sr. Guillermo Azurmendi. Ele vive naquele país há nove anos e pôde relatar aos presentes todas as suas impressões sobre aquela nação, em especial sobre a grande devoção do povo mexicano à sua padroeira: Nossa Senhora de Guadalupe.


Transcrevemos aqui um resumo da linda história da Padroeira da América Latina.

          Num sábado de mil e quinhentos e trinta e um, perto do mês de dezembro, um índio de nome Juan Diego, mal raiava a madrugada, ia do seu povoado a Tlatelolco, para participar do culto divino e escutar os mandamentos de Deus. Já amanhecia, quando chegou ao cerrito chamado Tepeyac e escutou que do alto o chamavam:
          - Juanito! Juan Dieguito!
          Subiu até o cimo e viu uma senhora de sobre-humana grandeza, cujo vestido brilhava como o sol, e que, com voz muito branda e suave, lhe disse:
           - Juanito, menor dos meus filhos, fica sabendo que sou Maria sempre Virgem, Mãe do verdadeiro Deus, por quem vivemos. Desejo muito que se erga aqui um templo para mim, onde mostrarei e prodigalizarei todo o meu amor, compaixão, auxílio e proteção a todos os moradores desta terra e também a outros devotos que me invoquem confiantes. Vai ao Bispo do México e manifesta-lhe o que tanto desejo. Vai e põe nisto todo o teu empenho.
            Chegando Juan Diego à presença do Bispo Dom Frei Juan de Zumárraga, frade de São Francisco, este pareceu não dar crédito e respondeu:

    - Vem outro dia, e te ouvirei com mais calma.
            Juan Diego voltou ao cimo do cerro, onde a Senhora do céu o esperava, e lhe disse:
            - Senhora, menorzinha de minhas filhas, minha menina, expus a tua mensagem ao Bispo, mas parece que não acreditou. Assim, rogo-te que encarregues alguém mais importante de levar tua mensagem com mais crédito, porque não passo de um joão-ninguém. Ela respondeu-lhe:
             - Menor dos meus filhos, rogo-te encarecidamente que tornes a procurar o Bispo Amanhã dizendo-lhe que eu própria, Maria sempre Virgem, Mãe de Deus, é que te envio.
             Porém no dia seguinte, domingo, o Bispo de novo não lhe deu crédito e disse ser Indispensável algum sinal para poder-se acreditar que era Nossa Senhora mesma que o enviara. E o despediu sem mais aquela.
             Segunda-feira, Juan Diego não voltou. Seu tio Juan Bernardino adoecera gravemente e à noite pediu-lhe que fosse a Tlatelolco de madrugada, para chamar um sacerdote que o ouvisse em confissão. Juan Diego saiu na terça-feira, contornando o cerro e passando pelo outro lado, em direção ao Oriente, para chegar logo à Cidade do México, a fim de que Nossa Senhora não o detivesse. Porém ela veio a seu encontro e lhe disse:
             - Ouve e entende bem uma coisa, tu que és o menorzinho dos meus filhos: o que agora te assusta e aflige não é nada. Não se perturbe o teu coração nem te inquiete coisa alguma. Não estou aqui, eu, tua mãe? Não estás sob a minha sombra? Não estás porventura sob a minha proteção? Não te aflija a doença do teu tio. Fica sabendo que ele já sarou. Sobe agora, meu filho, ao cimo do cerro, onde acharás um punhado de flores que deves colher e trazer-mo.
              Quando Juan Diego chegou ao cimo, ficou assombrado com a quantidade de belas rosas de Castela que ali haviam brotado em pleno inverno; envolvendo-as em sua manta, levou-as para Nossa Senhora. Ela lhe disse:
               - Meu filho, eis a prova, o sinal que apresentarás ao Bispo, para que nele veja a minha vontade. Tu é o meu embaixador, digno de toda a confiança.
               Juan Diego pôs-se a caminho, agora contente e confiante em sair-se bem de sua missão. Ao chegar à presença do Bispo, lhe disse:
               - Senhor, fiz o que me ordenaste. Nossa senhora consentiu em atender o teu pedido. Despachou-me ao cimo do cerro, para colher ali várias rosas de Castela, trazê-las a ti, entregando-as pessoalmente. Assim o faço, para que reconheças o sinal que pediste e assim cumpras a sua vontade. Ei-las aqui: recebe-as.

   Desdobrou em seguida a sua branca manta. À medida em que as várias rosas de Castela espalhavam-se pelo chão desenhava-se no pano e aparecia de repente a preciosa imagem de Maria sempre Virgem, Mãe de Deus, como até hoje se conserva no seu templo de Tepeyac.
                A cidade inteira, em tumulto, vinha ver e admirar a sua santa imagem e dirigir-lhe suas preces.
                Obedecendo à ordem que a própria Nossa Senhora dera ao tio Juan Bernardino, quando devolveu-lhe a saúde, ficou sendo chamada como ela queria: “Santa Maria sempre Virgem de Guadalupe”.
 (“Nican Mopohua”, 12ª edición, Buena Prensa, México, D.F., 1971, p. 3-19.21)

5 de setembro de 2014

O Nascimento da Santíssima Virgem



              O nascimento de Maria traz ao mundo o anuncio jubiloso de  uma boa nova: a  Mãe do Salvador já está entre nós. Ele é o alvorecer prenunciativo de nossa salvação, o início  histórico da obra da Redenção.     

              Dia 8, festa da Natividade da Mãe de Deus.
              Como celebraremos o nascimento de Maria?
              Essa pergunta, feita por São Pedro Damião em seu "Segundo Sermão sobre a Natividade de Nossa Senhora", ainda surge hoje quando se trata de comemorar essa solenidade. O acontecimento é grande demais. E assim o santo justificou sua perplexidade:
              “Por ocasião do nascimento de Maria, as trevas desaparecem, o céu recobre-se de cores festivas, toda a natureza se enche de júbilo. Jesus ainda não aparece, mas seus primeiros raios
resplandecem em Maria, como numa aurora de graça e amor”.
              "Às trevas do paganismo e à falta de fé dos judeus, representadas pelo templo de Salomão, sucede o dia luminoso no templo de Maria. É justo, portanto, cantar este dia e Aquela que nele nasceu. Mas como poderíamos celebrá-la dignamente? Podemos narrar as façanhas heroicas de um mártir ou as virtudes de um santo, porque são humanas. Mas como poderá a palavra mortal, passageira e transitória exaltar Aquela que deu à luz a Palavra que permanece? Como dizer que o Criador nasce da criatura?"


               E Santo Afonso de Ligório comenta:
               "A nossa celeste menina, tanto por causa de seu ofício de medianeira do mundo, como em vista de sua vocação para Mãe do Redentor, recebeu, desde o primeiro instante de sua vida, graça mais abundante que a de todos os Santos reunidos. E que admirável espetáculo para o Céu e para a Terra, não seria a alma dessa bem-aventurada menina, encerrada ainda no seio de sua mãe! Era a criatura mais amável aos olhos de Deus, pois que, já cumulada de graças e méritos, podia dizer:  'Quando era pequenina agradei ao Altíssimo'.
               E ao mesmo tempo era a criatura mais amante de Deus, de quantas até então haviam existido.
               "Houvera, pois, nascido imediatamente após a sua Imaculada Conceição, e já teria vindo ao mundo mais rica em méritos e mais santa do que toda a corte dos Santos. Imaginemos, agora, quanto mais santa nasceu a Virgem, vendo a luz do mundo só depois de nove meses, os quais passou adquirindo novos merecimentos no  seio materno!"

4 de setembro de 2014

A transladação da Santa Casa de Loreto



                No último Sábado os cooperadores do Sodalício de Nossa Senhora da Saúde puderam assistir em sua sede social a uma interessante palestra proferida por um sacerdote arauto.
               O tema da exposição foi a “Transladação da santa casa de Loreto” da cidade palestina de Nazaré para a cidade italiana de Loreto.
               Um vídeo contando a impressionante  história, com narrativas de cientistas e técnicos que examinaram a fundo o material e inscrições contidos nas sacrais paredes da Santa Casa, ilustrou a tese de que ela foi transportada por meio de uma ação angélica, e não por mãos humanas.
           De qualquer forma, ficou evidente para todos que naquela residência viveu Maria Santíssima por longos anos e que ali o Verbo de Deus se fez Carne, e habitou entre nós.



3 de setembro de 2014

Missão Mariana em Santo André



             No último Domingo mais de 100 cooperadores dos Arautos do Evangelho, pertencentes aos sodalícios de Nossa Senhora da Saúde, São Paulo Miki e Sagrada Família-Granja Viana, realizaram uma Missão Mariana na Paróquia de Nossa Senhora do Paraíso, na cidade de Santo André.
             Abençoados pelos pároco Pe. Vanderlei, os cooperadores-terciários, portando uma imagem do Imaculado Coração de Maria,  partiram em diversos grupos para visitar as residências dos católicos dos vários bairros pertencentes à Paróquia.
             Durante a peregrinação, além de distribuir grande número estampas e material religioso, proferiam uma palavra de conforto e alento espiritual para as inúmeras famílias anfitreãs.
             Era grande o contentamento dos fiéis ao receberem a Virgem em suas casas, muito especialmente por parte dos doentes imobilizados em seus leitos de dor.

Cooperadores são divididos em grupos, recebem a bênção e partem para a campanha 
(clicar sobre as fotos para vê-las em tamanho maior)
Os vários grupos visitam diversos bairros da Paróquia



A recepção por parte dos fiéis é calorosa
 






No final, a Imagem entra solenemente é é coroada pelo pároco


Celebração da Eucaristia, abrilhantada pelo coral dos cooperadores


Pe. Vanderlei recebe de presente exemplares de livro de Mons. João Clá Dias


Os fiéis rezam diante da imagem e recebem a lembrança da Missão



Foto final de alguns dos cooperadores participantes


Imagem Peregrina em Jabaquara



                    Dando continuidade à peregrinação da imagem do Imaculado Coração de Maria, cooperadores-terciários do Sodalício Nossa Senhora da Saúde, continuam visitando famílias católicas; desta vez num dos pontos nobres da Capital.
                    Difundindo a mensagem da Virgem aos três pastorinhos de Fátima, e recitando com os familiares o santo rosário, tão desejado por Ela, os cooperadores aproveitam suas horas vagas à noite para levar conforto às almas sedentas do sobrenatural.
                   As fotos aqui apresentadas são de uma das peregrinações no bairro paulistano de Jabaquara.





Imagem Peregrina em lares católicos de Mairiporã




             Nas últimas três semanas cooperadores do Sodalício de Nossa Senhora da Saúde, desta capital, deram continuidade ao apostolado de visitas da Imagem Peregrina de Fátima aos lares de famílias católicas de São Paulo e cidades vizinhas..
             Como sempre a recepção dos anfitreães tem sido calorosa, não faltando cenas de viva emoção.
             Nas fotos aqui apresentadas vemos uma família de visitadores atuando em várias residências de Mairiporã, São Paulo.




29 de agosto de 2014

O martírio de São João Batista



           Hoje, dia 29, a Igreja comemora o martírio daquele de quem Cristo disse ser o maior  entre os nascidos de mulher. Foi ele quem anunciou e batizou Jesus.

Acesse aqui:

27 de agosto de 2014

Primeira Missa de um sacerdote arauto



            No último Sábado realizou-se na Basílica de Nossa Senhora do Rosário, dos Arautos do Evangelho, a primeira Missa do néo-sacerdote Felipe Garcia, filho de um veterano casal de terciários de São Paulo. O néo-sacerdote, juntamente com outros onze irmãos de vocação, foi ordenado no dia anterior pelo Prefeito Emérito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, Cardeal Franc Rodé, que veio de Roma exclusivamente para a ordenação.
            Os cooperadores/terciários do Sodalício Nossa Senhora da Saúde, ao qual pertencem os genitores do novo presbítero, prestigiou a cerimônia religiosa comparecendo em grande número.
            Ao final puderam auferir a indulgência plenária, concedida pela Igreja aos que osculam as mãos consagradas dos sacerdotes recém ordenados.

 (clique nas fotos para vê-las em tamanho maior)




Santo Agostinho e sua santa mãe



           Celebraremos nos dias 27 e 28 consecutivamente, a festa de Santa Mônica e de Santo Agostinho (bispo e doutor da Igreja), mãe e filho que foram elevados à glória dos altares. Conheçamos um pouco mais da história destes grandes Santos.

           Santa Mônica nasceu numa família católica e teve boa educação. Sujeitou-se perfeitamente a seu marido, sofrendo mau proceder e maus tratos com paciência, que servia de exemplo a outras mulheres, e ela o ganhou a Deus no fim da vida. Possuía um talento particular em unir as pessoas divididas. Depois que enviuvou, deu-se às obras de piedade; fazia grandes esmolas e servia os pobres.    
            Mônica jamais deixava de levar sua oferta ao altar, nem de ir duas vezes à igreja, pela manhã e à noite, para ouvir a Palavra de Deus e fazer as orações, que eram toda sua vida. Deus comunicava-se a ela por visões; sabia distinguir sonhos e pensamentos naturais. Assim era Santa Mônica.
        Seu filho, Agostinho, jovem de grande inteligência, estudou na Universidade de Cartago, onde aprendeu doutrinas totalmente contrárias à cristã e entregou-se à libertinagem. Quando Santa Mônica soube da vida que Agostinho levava, mais aflita do que se o tivesse visto morto, passou a rezar por sua conversão.
              Aos 29 anos, Agostinho foi ensinar retórica em Roma. Foi contra a vontade de sua mãe. Ele a enganou dizendo que iria acompanhar um amigo até o porto. Lá morava em casa de um maniqueu. Depois foi a Milão, no ano 384, tendo trinta anos de idade. Ai conheceu Santo Ambrósio.
             A princípio, não prestava atenção às coisas que dizia o Santo; mas, insensivelmente, as coisas entravam-lhe no espírito com as palavras, e viu que a doutrina católica era pelo menos sustentável. Resolveu então, de repente, deixar os maniqueus e ficar na qualidade de catecúmeno na Igreja Católica.
       Santa Mônica foi procurá-lo. Ela não ficou admirada quando ele disse que ainda não era católico, tinha certeza de o ver cristão antes de sair desta vida, e continuava suas orações. Santo Agostinho foi batizado por Santo Ambrósio na Vigília da Páscoa daquele ano.
        Um dia, Santo Agostinho e sua mãe, apoiados a uma janela com extrema doçura, esquecendo todo o passado e levando os pensamentos para o futuro, indagaram qual seria a vida eterna dos santos. 
        Então sua mãe disse: Meu filho! Quanto ao que me concerne, não tenho mais nenhum prazer nesta vida. Não sei o que ainda faço aqui agora, nem porque cá estou. A única coisa que me fazia desejar ficar aqui era ver-vos um cristão católico antes de morrer. Deus me concedeu mais do que isso, eu vos vejo consagrado a seu serviço, tendo desprezado a felicidade terrestre.
        Cinco dias após essa conversa, Mônica ficou doente com febre. Ela morreu no nono dia da doença, com cinquenta e seis anos e aos trinta e três de Santo Agostinho, no mesmo ano de seu batismo, 387.
Santo Agostinho voltou de Óstia para Roma, onde trabalhou para a conversão dos maniqueus escrevendo dois livros: Da Moral e dos Costumes, da Igreja Católica; e, Da Moral e dos Costumes dos maniqueus.
            Santo Agostinho viveu setenta e seis anos, sendo quarenta na qualidade de padre e de bispo. Faleceu em 28 de agosto de 430 na cidade de Hipona.
                  (Blog Eremo Nossa Senhora da Divina Providência)