19 de outubro de 2013

Homenagem à Virgem de Fátima



          No último dia 13, completando-se 96 anos da sexta aparição da Santíssima Virgem Maria aos três pastorinhos de Fátima, o Sodalício Sagrada Família prestou homenagem à Santa Mãe de Deus.
          Nesta data, a missa das 10:00h da Paróquia São Pedro Apóstolo, no bairro paulistano da Mooca foi solenizada pelo Coral do Sodalício, ocasião em que o Revmo. Pe. Jesus Andrade da Silva anunciou a presença da imagem, que, conduzida em cortejo pelos Cooperadores, foi colocada em lugar de destaque do presbitério.
       Ao final da celebração, como mostram as fotos, o público presente acorreu para venerar de perto a belíssima imagem de Nossa Senhora.


18 de outubro de 2013

São Lucas, Evangelista e historiador



          Queiram ou não os homens, em se tratando de Deus, jamais conseguirá o silêncio encobrir os acontecimentos ou a própria verdade; sobretudo quando Ele próprio deseja a divulgação de seus atos ou intervenções na História. Tal seria que, encarnando-se o Verbo para redimir o gênero humano, ficassem Ele e sua obra relegados ao esquecimento. 
          Assim, apesar de Jesus não nos ter deixado uma só obra escrita, não houve homem algum que tenha sido objeto de tantos comentários, cuja biografia tenha sido tão conhecida e divulgada.
          Desde o início de sua vida pública, as palavras, ações e milagres do Messias prometido e esperado convulsionaram o cenário político, social e religioso já bastante movimentado daqueles tempos.
          As multidões ansiavam e até pressentiam que algo novo e grandioso estava para realizar-se naqueles dias. Como sucedeu isto?
       Reconstituir o fio cronológico dos acontecimentos e, a partir daí, reestruturar ordenadamente as circunstâncias que cercaram a vida do Salvador, mesmo antes de seu nascimento como também depois de sua morte, tem sido uma tarefa de grande alcance e levada a cabo com êxito por numerosos autores, ao longo dos séculos. Mas, quem seria capaz de revelar as sábias e especialíssimas intervenções de Deus no curso da História, para criar o clima psicológico e preparar os espíritos com vistas à magna obra redentora? Quiçá somente no dia do Juízo possamos ter uma visão global e minuciosa desse mais belo agir da Providência. 
         "Lucas, o médico querido" (Col 4, 14), sob esse ponto de vista, foi o escritor sagrado mais bem-sucedido.

Mons. João Clá Dias, EP
Revista Arautos do Evangelho, Jan/2004, n. 25


                                    Hoje é dia de São Lucas, Leia mais:
                 
             

16 de outubro de 2013

 Vinde a Mim e não temais, porque Eu vos amo!



         A mensagem da qual Santa Margarida Maria Alacoque foi portadora mostraria à humanidade, de um modo nunca antes imaginado, a insondável intensidade do amor que o Sagrado Coração de Jesus tem a cada um de nós.

         A Igreja Católica nos traz hoje a memória de Santa Margarida Maria Alacoque.
        Quando Margarida tinha apenas quatro anos de idade, começou a sentir-se levada a dizer diversas vezes: "Ó meu Deus, eu Vos consagro minha pureza e Vos faço voto de castidade perpétua".
        Algo surpreendente numa menininha daquela idade, que nem sabia o que isso significava - como diria mais tarde em suas memórias. Era já o início extraordinário da história desta alma, na qual a graça divina agia preparando-a para pertencer somente a Jesus. Assim, ela poderia cumprir eximiamente uma crucial missão em benefício da humanidade: ser a mensageira do Sagrado Coração.

         O que disse o Sagrado Coração de Jesus aos homens:

         Ah! Se as almas soubessem como as espero cheio de misericórdia! Sou o Amor dos amores! E não posso descansar senão perdoando!
         Estou sempre esperando com amor que as almas venham a Mim! Venham!... Atirem-se nos meus Braços! Não tenham medo! Conheço o fundo das almas, suas paixões, sua atração pelo mundo e pelos prazeres. Sei, desde toda a eternidade, quantas almas me hão de encher o Coração de amargura e que, para grande número, meus sofrimentos e meu sangue serão inúteis! Mas, como as amei, assim as amo...
         Não é o pecado que mais fere meu Coração... O que O despedaça é não quererem as almas refugiar-se em Mim depois de o terem cometido. Sim, desejo perdoar e quero que minhas almas escolhidas dêem a conhecer ao mundo como meu Coração, transbordando de amor e de misericórdia, espera os pecadores...

Saiba mais:     

15 de outubro de 2013

Santa Teresa de Jesus, a Grande



           Nesta data a Igreja Católica traz a memória da grande santa espanhola, Teresa D`Avila.
           Tudo que se tem a dizer sobre Teresa Sanchez Cepeda D'Ávila y Ahumada é extraordinário. Ela viveu e ensinou a oração pessoal como sendo a busca de uma intimidade maior com Deus. Escreveu como um poeta, cantando as glórias do Senhor do Céu e da Terra, depois de ter convivido misticamente com Ele. Reformou e aperfeiçoou o estilo de vida religiosa. Foi doutora em matéria de religião e de religiosidade.Santa Teresa Zurbarán_.jpg Ultrapassando os limites de si mesma, ela foi mais além: foi Santa. E uma grande Santa. Por isso mesmo é que ela é chamada de Teresa, a Grande.

          Santa Teresa de Ávila é uma das maiores personalidades da mística católica de todos os tempos, sendo considerada como um dos maiores gênios que a humanidade já produziu. Ateus e livres-pensadores se veem obrigados a enaltecer sua viva e penetrante inteligência; reconhecem a força persuasiva de seus argumentos, bem como seu estilo vivo e atraente, além de seu profundo bom senso.
          O grande Doutor da Igreja, Santo Afonso Maria de Ligório, tinha Santa Teresa em tão alta estima que a escolheu como patrona, e a ela consagrou-se como filho espiritual, enaltecendo-a em muitos
de seus escritos.
          Em 1614 foi beatificada pelo Papa Paulo V. Em 1622 foi canonizada por Gregório XV. O Papa Paulo VI, em 27 de setembro de 1970 proclamou Santa Tereza como Doutora da Igreja.

                              Veja mais:

14 de outubro de 2013

Oh Maria, concebida sem pecado!



        Em homenagem à Padroeira do Brasil, Nossa Senhora da Conceição Aparecida, cuja festa acabamos de comemorar, aqui seguem algumas reflexões sobre sua Imaculada Conceição, desenvolvidas na última reunião para cooperadores, em São Paulo:

        O vocabulário humano não é suficiente para exprimir a santidade de Nossa Senhora. Na ordem natural, os Santos e os Doutores A compararam  ao sol. Mas se houvesse algum astro inconcebivelmente mais brilhante e mais glorioso do que o sol, é a esse que A comparariam. E acabariam por dizer que este astro daria d'Ela uma imagem pálida, defeituosa, insuficiente. Na ordem moral, afirmam que Ela transcendeu de muito todas as virtudes, não só de todos os varões e matronas insignes da Antiguidade, mas - o que é incomensuravelmente mais - de todos os Santos da Igreja Católica.
        Imagine-se uma criatura tendo todo o amor de São Francisco de Assis, todo o zelo de São Domingos de Gusmão, toda a piedade de São Bento, todo o recolhimento de Santa Teresa, toda a sabedoria de São Tomás, toda a intrepidez de Santo Inácio, toda a pureza de São Luiz Gonzaga, a paciência de um São Lourenço, o espírito de mortificação de todos os anacoretas do deserto: ela não chegaria aos pés de Nossa Senhora.
        Mais ainda. A glória dos Anjos é algo de incompreensível ao intelecto humano. Certa vez, apareceu a um santo o seu Anjo da Guarda. Tal era sua glória, que o Santo pensou que se tratasse do próprio Deus, e se dispunha a adorá-lo, quando o Anjo revelou quem era. Ora, os Anjos da Guarda não pretendem habitualmente às mais altas hierarquias celestes. E a glória de Nossa Senhora está incomensuravelmente acima da de todos os coros angélicos.
        Poderia haver contraste maior entre esta obra-prima da natureza e da graça, não só indescritível mas até inconcebível, e o charco de vícios e misérias, que era o mundo antes de Cristo?

A Imaculada Conceição
        A esta criatura dileta entre todas, superior a tudo quanto foi criado, e inferior somente à humanidade santíssima de Nosso Senhor Jesus Cristo, Deus conferiu um privilégio incomparável, que é a Imaculada Conceição.
        Em virtude do pecado original, a inteligência humana se tornou sujeita a errar, a vontade ficou exposta a desfalecimentos, a sensibilidade ficou presa das paixões desordenadas, o corpo por assim dizer foi posto em revolta contra a alma.
        Ora, pelo privilégio de sua Conceição Imaculada, Nossa Senhora foi preservada da mancha do pecado original desde o primeiro instante de seu ser. E, assim, n'Ela tudo era harmonia profunda, perfeita, imperturbável. O intelecto jamais exposto a erro, dotado de um entendimento, uma clareza, uma agilidade inexprimível, iluminado pelas graças mais altas, tinha um conhecimento admirável das coisas do Céu e da Terra.
        A vontade, dócil em tudo ao intelecto, estava inteiramente voltada para o bem, e governava plenamente a sensibilidade, que jamais sentia em si, nem pedia à vontade algo que não fosse plenamente justo e conforme à razão. Imagine-se uma vontade naturalmente tão perfeita, uma sensibilidade naturalmente tão irrepreensível, esta e aquela enriquecidas e super-enriquecidas de graças inefáveis, perfeitissimamente correspondidas a todo o momento, e se pode ter uma idéia do que era a Santíssima Virgem. Ou antes se pode compreender por que motivo nem sequer se é capaz de formar uma ideia do que a Santíssima Virgem era.

                                 Saiba mais:

13 de outubro de 2013

Homenagem de cooperadores à Padroeira do Brasil



         Neste último Sábado os cooperadores de Nossa Senhora da Saúde, de São Paulo, puderam prestar homenagem a Nossa Senhora Aparecida, em sua sede social.
         Na presença da imagem da padroeira, recitaram um terço e entoaram cânticos em sua honra. Ao final da homenagem Ela foi saudada com entusiásticos vivas pelos cooperadores  presentes ao ato.
         Logo após o Pe. Edwaldo Marques, EP, celebrou a Eucaristia em honra da Rainha, tecendo interessantes comentários a respeito da Imaculada Conceição.
        Antes do convívio final, outro sacerdote arauto também discorreu sobre as magnificências da Mãe de Deus.






11 de outubro de 2013

Festejemos a Rainha do Brasil


               No longínquo ano de 1717 uma pequena imagem de Nossa Senhora da Conceição foi encontrada no Rio Paraíba. Era Aquela que em seguida veio a receber o nome de Nossa Senhora Aparecida, Rainha do Brasil.

           Os três pescadores, Domingos Alves Garcia, seu filho João Alves e Felipe Pedroso, cunhado de Domingos e tio de João, encontraram a imagem da Virgem. Primeiramente, na rede de João Alves apareceu o corpo da imagem, e depois, mais abaixo, a sua cabeça!
            Felipe Pedroso, por ser o mais velho, levou para casa a imagem diante da qual ele e a família começaram a rezar. Aos poucos o povo começou a afluir em grande quantidade à pequena casa do pescador, a fim de pedir graças e milagres à Virgem que "apareceu" nas águas do rio. Assim começou a devoção à Padroeira do Brasil.
            Nos dias de hoje, quando entramos na sala dos milagres da majestosa Basílica de Aparecida e vemos todas as manifestações de gratidão dos peregrinos e devotos, nos vêm à mente todos os favores que a Mãe da família brasileira concedeu a seus filhos ao longo de quase três séculos....
            Nos momentos de aflições e dificuldades, nas horas tristes e sofridas, Maria sempre ouviu as preces do povo brasileiro.
            Temos a firme convicção de que hoje, mas até do que no passado, a intercessão e o amparo de nossa Padroeira são urgentes e necessários. Peçamos, pois, a Nossa Senhora da Conceição Aparecida que abençõe e proteja a família brasileira para que nela habitem a fé, a esperança e a caridade, e para que ela possa se mirar de exemplo da Sagrada Família de Nazaré.

                                 Saiba mais:

7 de outubro de 2013

Nossa Senhora do Rosário, a certeza da vitória



          Na última aparição, em outubro de 1917, a Virgem Maria disse por fim o seu nome: "Sou a Senhora do Rosário"; e voltou a lembrar a recomendação já feita antes: "Continuem a rezar o terço todos os dias".

          Foi durante aquela aparição que Nossa Senhora disse às três crianças: " ... Continuem a recitar o Rosário todos os dias em honra de Nossa Senhora do Rosário, para obter a paz no mundo e o fim da guerra..."
          As mensagens transmitidas por Nossa Senhora em Fátima são de proveito para todos nós, rezemos o Santo Rosário; ofereçamos nossas orações  àqueles que mais necessitam, e estaremos alegrando de forma indizível  o Sagrado Coração de Jesus.

Fator decisivo de grandes vitórias

         Foi, sobretudo, nos momentos de grandes perigos e provações para a Igreja, que o Rosário teve um papel decisivo, propiciou a perseverança dos católicos na Fé e levantou uma barreira contra o mal.
        Ao ver a Europa ameaçada pelos exércitos do império otomano, que avançavam por mar e por terra, devastando tudo e perseguindo os cristãos, o Papa São Pio V mandou rezar o Rosário em toda a Cristandade, implorando a proteção de Nossa Senhora. Ao mesmo tempo, com o auxílio da Espanha e de Veneza, reuniu uma esquadra no Mar Mediterrâneo para defender os países católicos.
         A sete de outubro de 1571, a frota católica encontrou a poderosa esquadra otomana no golfo de Lepanto. E apesar da superioridade numérica do adversário, os cristãos saíram triunfantes, afastando definitivamente o risco de uma invasão. Antes de travar-se o combate, todos os soldados e marinheiros católicos rezaram o Rosário com grande devoção.
         A vitória, que parecia quase impossível, deveu-se à proteção da Virgem Santíssima, a qual - segundo testemunho dado pelos próprios muçulmanos - apareceu durante a batalha, infundindo-lhes grande terror.
         No século XVIII, para comemorar a vitória do Príncipe Eugênio de Saboya sobre o exército otomano, devida também à eficácia do Rosário, o Papa Clemente XI ordenou que a festa de Nossa Senhora do Rosário fosse celebrada universalmente.

         Hoje a Igreja comemora Nossa Senhora do Rosário.
         Conheça mais sobre a devoção e as graças que recebem aqueles que praticam a reza do terço, bem como a história da última aparição de Nossa Senhora em Fátima.
         E assista ao VÍDEO com as palavras de MONSENHOR JOÃO CLÁ DIAS

                                                Acesse aqui:

6 de outubro de 2013

A Medalha Milagrosa e a conversão de Alfonso Ratisbonne



            Um memorável acontecimento deu-se em Roma em 20 de janeiro de 1842: a Santíssima Virgem aparece a um jovem mundano de ascendência judaica e o converte instantaneamente ao catolicismo. Desde a queda de São Paulo a caminho de Damasco nada se tinha visto de semelhante na Cristandade. A descrição do milagre é fascinante.

            Afonso Ratisbonne, aparentado à célebre família dos Rotshcild, era filho de banqueiros da cidade de Estrasbrugo. Aos  27 anos de idade, terminando seu curso de Direito, torna-se noivo de uma jovem judia de sua cidade. Tinha pela frente um futuro promissor, tanto afetiva como profissionalmente.
          Antes de contrair matrimônio decide fazer uma viagem de férias ao Oriente. Compra seu bilhete e parte.  De passagem por Roma,  visita como turista grande número de monumentos históricos, ruínas e igrejas, mas não quer se reter por muito tempo: o Oriente o espera!
          Na véspera da partida lembra-se de fazer uma rápida visita de despedida a Gustavo de Bussières, um velho conhecido seu. Vai à sua casa e não o encontrando, dirige-se ao seu irmão Teodoro de Bussières. Tenciona apenas deixar um bilhete, sem entrar.
                                       Mas a Providência tinha outros planos a seu respeito...

Veja o vídeo da história da Medalha Milagrosa,  e leia esta impressionante conversão ao catolicismo
                               
                          Acesse aqui:

                                            - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 
             Nesse fim de semana, os Cooperadores de Nossa Senhora da Saúde, além do ensaio do Coral Regina Angelorum, participaram do Curso de Preparação para a Consagração a Nossa Senhora, participaram em sua nova sede de uma Celebração Eucarística, e puderam assistir a um vídeo contendo a história de como surgiu a "Medalha Milagrosa". 
             O milagre mais famoso por meio da Medalha deu-se com a conversão do judeu Alfonso Ratisbonne, no ano de 1842, numa das igrejas centrais da Capital da Cristandade, Roma.
             A belíssima história da Medalha está à sua disposição em vídeo, bastando acessar o site acima.
             Abaixo seguem algumas fotos do programa dos cooperadores:





5 de outubro de 2013

Pobreza para os homens, riqueza para Deus



         Eis uma das maravilhas a serem admiradas em Assis: extremos opostos que não entram em conflito, mas se equilibram de forma prodigiosa.

               Ao percorrermos o Velho Continente, não raro encontramos lugares intensamente marcados pelas virtudes das pessoas que ali viveram. Há neles um perfume imponderável de santidade que confere ao ambiente certa unção, um ar de sobrenatural que se irradia até mesmo pela natureza.
               Paradigma disso é Assis, ligada de modo indelével a seu filho mais ilustre: São Francisco.
               Ainda hoje o local convida a imaginar o Poverello passeando pelos aprazíveis campos dos arredores, encantando-se com as belezas naturais e, a partir delas, compondo seu Cântico das Criaturas, no total despego dos bens deste mundo: “Bem-aventurados os que têm um coração de pobre, porque deles é o Reino dos Céus!” (Mt 5, 3).
               Como ponto auge desta cidade-relicário, no alto da Collis Paradisi, a Colina do Paraíso, se eleva a imponente basílica que abriga sua sepultura e reflete o espírito deste varão de sóbrio aspecto, inflamado de zelo pela Sagrada Eucaristia.
               Tal como sua alma, o prédio é austero em sua exterioridade, mas esplendoroso por dentro. Em meio à euforia das cores e das luzes que entram tamisadas por magníficos vitrais, seus arcos góticos e sua majestade apontam para o alto, levando o visitante que ali tem a graça de estar a uma atitude de enlevo e adoração “Àquele que se assenta no trono e ao Cordeiro”, e que deve receber “louvor, honra, glória e poder pelos séculos dos séculos” (Ap 5, 13).
       As paredes do templo, repletas de encantadores afrescos, registram inúmeros fatos da vida daquele que, apesar de não se haver considerado merecedor da dignidade sacerdotal, exortava ao amor e à veneração ao Sacramento do Altar. Pregando a pobreza para os homens, São Francisco desejava para o culto toda riqueza e grandiosidade.
       Tem-se a impressão de que o esplendor do templo atende aos rogos do Santo Fundador a seus filhos espirituais: “supliqueis aos clérigos que sobre todas as coisas honrem o Santíssimo Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo [...]. Os cálices, os corporais, os ornamentos do altar, tudo quanto pertence ao Sacrifício, tenham como coisas preciosas. E se, nalguma parte, o Santíssimo Corpo do Senhor estiver com muita pobreza abandonado, que eles, como manda a Igreja, O coloquem em lugar precioso e bem guardado”.1
                 “Eis uma das maravilhas a serem admiradas em Assis: extremos opostos que nascem dos troncos benditos da Igreja, que não entram em conflito, mas se equilibram de forma prodigiosa, manifestando, pelos fulgores da alma de um Santo, algumas das infinitas perfeições do Criador”. 2

Revista Arautos do Evangelho 142 -  Irmã Juliane Vasconcelos Almeida Campos, EP 
1  SÃO FRANCISCO DE ASSIS. Primeira Carta aos Custódios, n.2-4. In: Escritos. Braga: Franciscana, 2001, p.100-101.
2  CORRÊA DE OLIVEIRA, Plinio -Cintilações da alma franciscana. In: Dr. Plinio. São Paulo. Ano III. N.31 (Out., 2000); p.34.


4 de outubro de 2013

São Francisco de Assis


           São Francisco foi um grande santo, e um homem cheio de alegria. "A sua simplicidade, a sua fé,o seu amor por Cristo, a sua bondade por cada homem o fizeram feliz em toda situação. Olhando para ele, compreendemos que é este o segredo da verdadeira felicidade: tornarmo-no santos!" (Papa Bento XVI)

           São Francisco de Assis nasceu em 1182, tendo partido para a Eternidade em 1226, aos 44 anos de idade. Na região e na época em que viveu era grande o apego ao luxo e às riquezas, o que minava a sociedade e causava danos à Igreja.           Propôs ele um novo ideal de pobreza, obediência e castidade, tendo fundado a Ordem dos Frades Menores (franciscanos), que se expandiu pelo mundo através de várias ramificações. Também, com Santa Clara, fundou a ordem das Clarissas.

           Havia se iniciado o século XIII. O jovem filho de um bem sucedido comerciante da cidade de Assis, até então apegado às amizades, aos bens materiais e às atrações do mundo, como a quase totalidade dos rapazes de sua idade, começa a inclinar-se à carreira das armas. Em uma batalha foi preso, tendo de aguardar cerca de um ano até ser resgatado, quando então foi prostrado por uma doença. Recuperado, tentou novamente engajar-se em um exército, porém o chamado de Deus foi mais forte: o jovem João, apelidado Francisco (nome pelo qual se tornou conhecido), voltou-se para o Criador, pois passou a vê-lo com os olhos do espírito ao considerar as virtudes através das quais Ele se revelava.
             Francisco trabalhava como comerciante, e mesmo  gostando de obter lucros jamais se prendeu desesperadamente ao dinheiro e às riquezas, gostando, por vezes, de ajudar os pobres. Era muito rico, mas não avarento, e sim pródigo e gastador; um negociante esperto, mas ao mesmo tempo esbanjador insensato. Era gentil, paciente, afável e manso, mas nem sempre as qualidades se sobressaíam naquele jovem que tinha por objetivo a vida mundana.
             Certa vez um pobre adentrou a loja em que estava Francisco ocupado com os negócios, para pedir uma esmola pelo amor de Deus, sendo despedido com rispidez sem nada ganhar. A consciência de Francisco logo o acusou, dizendo: "se ele tivesse pedido algo em nome de algum conde ou barão, com certeza o terias atendido; quanto mais não o deverias ter feito pelo Rei dos reis e Senhor de todos". Tomou ali Francisco a decisão de nunca mais negar o que lhe fosse pedido em nome de tão grande Senhor.

             Francisco passou a dar generosas esmolas aos pobres que encontrava, inclusive distribuindo suas roupas e outros bens, procurando assim seguir o mandamento do amor ao próximo tantas vezes ilustrado pelos fatos e parábolas narrados nas Sagradas Escrituras. Passou a ser alvo de críticas e deboches por parte dos habitantes da região, e de grande raiva por parte de seu pai, dotado de profundo apego a todos os bens e riquezas que acumulara no comércio de tecidos em que enriquecera.
             O conflito familiar chegou a tal ponto que o pai de Francisco, Pedro de Bernardone, levou o caso ao bispo, acusando o filho de dissipar sua fortuna e exigindo uma compensação por tudo o que fora por ele retirado de sua loja para dar aos pobres. Então o jovem, inspirado pelo Espírito Santo, tomou a decisão inimaginável por todos os que ali presenciavam a cena: entregou ao avarento progenitor tudo o que tinha consigo, inclusive as próprias roupas, e disse: doravante não mais direi "meu pai Pedro de Bernardone", e sim "Pai nosso que estais no Céu". Coberto apenas pelo cilício (um áspero couro animal destinado a incomodar a pele, que usava sob as roupas para combater certos impulsos corporais), Francisco foi então abrigado pela capa cedida pelo bispo, ali renunciando publicamente à herança; pediu a bênção episcopal e partiu para a vida de pobreza, passando depois a ter por companheiros vários amigos que quiseram seguir a mesma via de perfeição. Não chegara sequer aos 25 anos quando esses fatos ocorreram. Era o início da família franciscana, que não se restringiu ao sexo masculino, pois Francisco, com a jovem Clara - que se inclinou a seguir os passos desse santo homem -, fundou o ramo feminino, que obteve do papa Inocêncio III o reconhecimento do direito de ser pobre e de nada possuir.

2 de outubro de 2013

Santos Anjos da Guarda


                Os anjos influenciam a nossa vida muito mais do que se pensa, e são nossos intercessores junto a Deus. Conhecendo-os melhor, mais freqüentemente  invocaremos seu poderoso auxílio.

              Hoje a Igreja Católica comemora os Santos Anjos Custódios. Tratemos um pouco sobre eles.
              Ao falar sobre os anjos, com muita facilidade vem-nos à mente a clássica representação de um misterioso jovem de bela aparência, trajando uma longa e alva túnica.
              Não podemos considerá-la uma imagem errada, visto que nas próprias Escrituras eles são assim figurados, como por exemplo, no episódio de Tobias.
              Já em nossa época, as aparições de Fátima foram precedidas de algumas intervenções angélicas.
              O Anjo da Paz apareceu três vezes aos pastorinhos e foi assim descrito mais tarde pela Irmã Lúcia, uma das videntes: "Começamos a ver (...) uma luz mais branca que a neve, com a forma de um jovem transparente, mais brilhante que um cristal atravessado pelos raios do sol. À medida que se aproximava, íamos-lhe distinguindo as feições: um jovem dos seus 14 a 15 anos, de uma grande beleza. Estávamos surpreendidos e meio absortos." A descrição da Irmã Lúcia pouco revela a respeito dos seres angélicos, apenas aumenta o mistério que os cerca.
         Mesmo na Sagrada Escritura, não há elementos precisos sobre sua natureza e atributos; o que se conhece é deduzido de sua atuação, nas missões a eles confiadas por Deus junto aos homens.
         Quem são, afinal, os anjos? Que predicados possuem? A resposta, nós a encontramos nos escritos de um dos autores que mais a fundo tratou do assunto: São Tomás de Aquino, o Doutor Angélico.
         Com base em sua doutrina, vejamos algumas das interessantes questões relativas aos anjos.

                                      Acesse aqui:


1 de outubro de 2013

Santa Teresinha do Menino Jesus


      
O que tanto atrai em Santa Teresinha, cuja devoção se tornou universal em pouco tempo? Falecida aos 24 anos, ela continua a nos sorrir e a nos convidar  a seguir uma nova via de santificação, a "pequena via", acessível a todos.

              Na tarde de 30 de setembro de 1897, uma cena inesquecível desdobrava-se na enfermaria do Carmelo de Lisieux. Cercada de toda a comunidade ajoelhada em torno de seu leito de dores, Santa Teresinha do Menino Jesus, fitando os olhos no crucifixo, pronunciava suas últimas palavras nesta terra de exílio:
              - Oh! eu O amo... Meu Deus... eu... Vos amo!
              Subitamente, seus amortecidos olhos de agonizante recuperam vida e fixam-se num ponto abaixo da imagem de Nossa Senhora. Seu rosto retoma a aparência juvenil de quando ela gozava de plena saúde. Parecendo estar em êxtase, ela fecha os olhos e expira. Um misterioso sorriso aflora-lhe
aos lábios e aumenta a formosura de sua fisionomia.
               "Eu não morro, eu entro na Vida", havia ela escrito poucos meses antes.

Talis vita finis ita. - "Cada um morre como viveu."
               Sua morte, aos 24 anos, foi um reflexo de sua breve existência - uma vida de virtude heróica, de amor a Deus e ao próximo levado a limites extremos, e de sofrimentos suportados com uma radiante alegria e uma santa despretensão.
               Quis ela passar inteiramente despercebida neste mundo. E este seu desejo de vida oculta teria sido realizado, se Deus não tivesse outros desígnios a esse respeito.
                Por ordem das superioras, a humilde carmelita escreveu seus famosos Manuscritos Autobiográficos - "História de uma alma" - que tanto bem fizeram, fazem e farão ao longo dos séculos, além de várias cartas, poesias e outros documentos registrados pela História. E algumas irmãs de hábito que bem compreenderam sua extraordinária virtude, tomaram nota das conversas tidas com ela nos seus últimos meses de vida.
                Graças a isso, a chama acesa por Jesus na alma dessa Santa ilumina hoje o mundo inteiro.

                E nós podemos apreciar alguns "flashes" fulgurantes dessa luz
acessando aqui:

30 de setembro de 2013

Inaugurada nova sede de cooperadores em São Paulo





               Com a celebração de um Missa por um sacerdote arauto, no último Sábado os Cooperadores de Nossa Senhora da Saúde, inauguraram sua nova sede social.
               Tendo em vista o significativo crescimento do número de seus membros e a multiplicação de suas atividades nos últimos meses, a sede anterior que ocupavam no bairro paulistano de Santana tornou-se pequena.
               Há meses a procura de uma sede adequada tornou-se a preocupação central dos cooperadores deste sodalício.
               Finalmente, com o auxílio e proteção da Santíssima Virgem Maria, foi conseguida esta nova casa num dos bairros mais prestigiosos desta Capital.
               A sede é ampla, mas ainda precisa de reformas, para poder conter comodamente os seus numerosos membros nos fins de semana, quando das celebrações da Eucaristia e das habituais palestras, seguidas de convívio.
               Nas fotos que seguem podemos ver aspectos da Celebração Eucarística inaugural, a participação do Coral Regina Angelorum, do mesmo grupo de cooperadores, e o convívio durante o lanche.

                                         Celebração Eucarística

                                       (clicar sobre as fotos para vê-las em tamanho maior)

                                        Coral "Regina Angelorum"


                                                     Alegre convívio



                       Distribuição de lembranças aos aniversariantes do mês


29 de setembro de 2013

São Bruno e a morte do doutor da Sorbonne



               Na vida do fundador dos Cartuxos, São Bruno, lê se a ressurreição momentânea de um respeitável personagem para atestar, diante de muita gente, a própria condenação. Paris e toda a França ficaram horrorizadas com esse acontecimento. Foi, então, que Bruno, temendo os juízos divinos, retirou se para a Cartuxa a fim de levar vida austeríssima.
              Morreu um doutor de Sorbona, Raimundo Diocres, que era um homem muitíssimo conceituado tanto por sua vasta ciência, quanto por uma aparência de virtude. Após de três dias, o seu corpo, revestido das insígnias doutorais, foi transportado solenemente para ser enterrado.
              Acompanhavam no o colégio dos professores, grande número de estudantes e de pessoas do clero. A catedral, onde se celebraram as exéquias, estava revestida de luto, com luzes e muitas inscrições que lembravam a insigne ciência e as virtudes do ilustre falecido.
              Mas quando o coro dos cantores chegou àquele trecho do ofício que diz: Responde mihi: quantas habeo iniquitates et peccata; scélera mea et delicta ostende mihi; no qual o santo Jó roga a Deus que lhe faça conhecer as suas culpas, o cadáver ergueu a cabeça do féretro e com voz lastimosa exclamou: "Por justo juízo de Deus, sou acusado". Dito isto, tornou a repousar a cabeça.
             Os assistentes foram tomados por um terror geral, e resolveram deixar para o outro dia os funerais. Neste dia, com muito maior concorrência de gente, recomeçou se o ofício, e ao chegar às mesmas palavras, tornou o cadáver a levantar a cabeça e a exclamar com voz esforçada e ainda mais lastimosa: "Por justo juízo de Deus, estou julgado".
             Aumentou o pasmo e o espanto. Resolveram prorrogar o enterro para o terceiro dia. Neste, foi enorme o concurso; deu se início ao ofício, como nos anteriores; quando se cantavam as mesmas palavras, levantou o defunto a cabeça e, com voz horrível e espantosa exclamou: "Não necessito de orações; por justo juízo de Deus estou condenado ao fogo eterno".
             É fácil perceber a impressão que faria nos ânimos um acontecimento tão extraordinário.
             Encontrava se Bruno presente a este espetáculo; emocionou se tão fortemente que, retirando se horrorizado, resolveu deixar tudo quanto tinha e enterrar se em algum espantoso deserto para ali passar a vida, entregue unicamente aos rigores da mortificação e da penitência. Parecia necessário um sucesso tão trágico para uma decisão tão generosa.

Fonte: Venerável Padre André Beltrami. O inferno existe. Niterói: Leituras Católicas de Dom Bosco, 1945.

Curso de Doutrina Católica tem continuidade




              Ressaltando que o maior mal do mundo é o pecado, o Pe. Ricardo Basso, EP, deu continuidade ao Curso de Doutrina Católica, realizado na sede do Sodalício Sagrada Família, de Cooperadores dos Arautos do Evangelho de São Paulo.
             O expositor prendeu muitíssimo a atenção de todos, não só explicitando pontos doutrinários tão pouco comentados hoje em dia, mas especialmente devido aos inúmeros exemplos citados durante a palestra.

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              Precedendo à aula sobre os pecados, Pe. Ricardo celebrou a Santa Missa, cuja liturgia honrava a memória do Apóstolo São Mateus.
              O Coral dos Cooperadores do sodalício abrilhantou a cerimônia eucarística com cânticos ensaiados durante as últimas semanas, em especial músicas gregorianas.




                Finalizando o programa evangelizador desse dia, houve um convívio, em que todos os participantes participantes puderam externar seus pensamentos a respeito da matéria tratada e sanar as eventuais dúvidas sobre o tema. Enquanto conversavam, foi servida uma deliciosa pizza, preparada com esmero por um dos cooperadores locais.